Jeane Alves

Jeane Alves
Vitória de G 1 com Equitana

sábado, 3 de setembro de 2011

Gávea e o páreo das Joquetas

O Jockey Club Brasileiro irá realizar na próxima semana, mais precisamente no sexto páreo de domingo, dia 11 de setembro, uma prova com a participação de oito das principais joquetas brasileiras.

A carreira contará com o patrocínio do Top Fashion Bazar, que sorteará R$1.000,00 em vales compras. A partir de quarta-feira, o cliente que comprar o ingresso, receberá um cupom para colocar na urna que estará localizada na entrada do bazar. O sorteio acontecerá logo após o 6º páreo e a presença dos sorteados na hora da prova será fundamental, pois os vales só serão entregues mediante a presença dos mesmos, tendo até 5 minutos de tolerância.

Participarão do páreo as joquetas:

Mariane Cortes Beatriz (M. Beatriz) – 19 anos, gaúcha de Carazinho e hoje atuando no Jockey Club do Paraná, após ter entrado no turfe pela Escolinha de Aprendizes de Cidade Jardim.

Aderlândia Alves Ferreira (Ad. Alves) – 33 anos, cearense de Acopiara. A mais experiente do grupo e também a com o maior número de vitórias, cerca de 300.

Jacqueline Cabral da Silva (Jacqueline Cabral) – 19 anos, gaúcha de Carazinho e montando no Hipódromo de Cidade Jardim.

Halytheia Carolina de Oliveira Cordova (H. Cordova) – 21 anos, paulista de São Vicente, montando no Hipódromo de Cidade Jardim e casada com o jóquei Vagner Leal.

Barbara Melo (B. Melo) - 22 anos, gaúcha de Itaqui, radicada no turfe paranaense, começou participando de provas de obstáculo, mas quando se mudou para Curitiba e visitou o Jockey pela primeira vez, se apaixonou pelo esporte.

Josiane Gulart Gonçalves (J. Gulart), 26 anos, nascida em Carazinho, no Rio Grande do Sul, começou sua carreira no Hipódromo da Gávea, sendo a recordista de vitórias da Escolinha de Aprendizes antes de se transferir para o turfe paulista.

Maylan Studart – (M. Studart), 22 anos, nascida no Rio de Janeiro, começou sua carreira na Gávea, venceu dois torneios para joquetas, um no Cristal e outro em São Vicente. Transferiu-se para o turfe norte americano e monta nos Hipódromos de Belmont Park, Gulfstream Park, Aqueduct, Calder, entre outros.

Marcelle Marques Martins (Marcelle Martins), 17 anos, nascida no Rio de Janeiro, filha do ex-jóquei Carlos Alberto Martins. Aprendiz de 3ª e uma das revelações do turfe carioca.

JCB

NEGÓCIOS, A SALVAÇÃO DA LAVOURA!

Cavalo Branco



NEGÓCIOS, A SALVAÇÃO DA LAVOURA!

* Semana, novamente, complicada começando pelas mortes no Cassino Royale, no México.

* E isso, que tem a haver com o turfe no Brasil? Apenas uma curiosa coincidência.

* Lá no México, os cavalos eram mecânicos e são os mesmos que o JCB cogita implantar.

* Anos atrás, esses cavalinhos caça-níqueis corriam tanto lá no Rio, como aqui no Tarumã.

* Há tempos “correm” em hipódromos sul-americanos e nos EUA. Enfim, em quase todo o mundo.

* A coincidência é que a exploração no México é da espanhola Codere, parceira da Gávea.

* Uma parceira que a imprensa tem dúvida quanto à legitimidade desses “amores cariocas”.

* E, também, a mesma Codere, tem interesse oficial em “namorar” com o nosso Jockey Club do Paraná.

* Bem, mas implantar “caça-níqueis, fardados de cavalos”, no Brasil ainda é proibido.

* Mas há anos essa pretensão é pleiteada, sem sucesso, junto ao Ministério da Agricultura.

* E um dos maiores padrinhos da jogatina mecânica é Jockey Club Brasileiro. Errado?

* Se errado ou certo o que importa - alega-se - é arrecadar dinheiro extra ao turfe.

* Dinheiro? Qual o Jockey Club que não precisa? Todos. Mas o problema é sempre a origem.

* Essa origem envolve justamente a questionada fornecedora, a Codere.

* Questionada diante das satisfações pouco convincentes do presidente carioca, o Lequinha.

* Opositores insistem em cobrar aquele duvidoso “perdão” do JCB a Codere.

* Um perdão explícito divulgado no próprio site da entidade carioca, que não colou.

* Para muitos pura inveja da platéia irada, pois o JCB é o único que tem dinheiro em caixa.

* Dinheiro que não vêm das corridas. Mas de renda extra turfe, como o carteado social etc.

* Então, nada melhor se ainda, no futuro, entrarem em cena, também, as maquininhas...

* Uma expectativa válida, pois o turfe desde sua fundação, jamais viveu de suas corridas.

* Comparado com os demais hipódromos, o Rio dá inveja: sobra dinheiro e cavalo.

* Na Gávea existem mais de 2.500 equinos à disposição das quatro reuniões semanais.

* Cidade Jardim e Cristal estão no limite e o Tarumã, com menos de 400 bucéfalos, faz milagre.

* E dinheiro aqui só tem graças às injeções mensais e avais do futuro Shopping.

* Mas o Shopping varreu literalmente as velhas cocheiras, sob promessa de novas.

* Foi uma negociação e tanto para os felizardos concessionários e corretores.

* Para o turfe, porém, a realidade é outra: homens mais ricos e um JCP cada vez mais pelado.


por Luiz Renato Ribas



Esclarecimento sobre o Turfe do Paraná, por Eduardo Buffara

Lendo na semana passada um artigo do insigne turfman sr. Milton Lodi publicado neste RAIA LEVE sob o título “Ingressos na Reprodução”, constata-se um comentário pejorativo com referência ao turfe do Paraná e do Rio Grande do Sul.

Como turfista, criador e proprietário paranaense, só possuo dados para argumentar em defesa do meu estado, mas estou seguro de que os gaúchos também saberão – caso queiram – apresentar suas explanações.

Para esclarecimento geral, o sr. Milton Lodi escreve textualmente que: “...a enorme distância técnica entre os dois clubes da primeira faixa e os dois da segunda facilita a questão. No Paraná e no Rio Grande do Sul os seus G.G.P.P. Paraná e Bento Gonçalves são disputados e vencidos por cavalos que na Gávea e/ou Cidade Jardim são de padrão “4 anos com duas ou três vitórias”, no máximo corredores de “pesos especiais”, e quando excepcionalmente vai um corredor de real expressão, não é um páreo normal, mas uma verdadeira “caça a raposa”. O caminho é claro, irrefutável.”

Ainda que certamente a distância técnica entre os animais do turfe do Paraná e os do Rio ou de São Paulo exista, especialmente pelo fator financeiro (os prêmios médios de SP e RJ são 4 vezes mais altos que os do PR), não se trata de uma “enorme” distância, como se verá a seguir. Além disso, querer desqualificar o padrão dos animais que aqui atuam ou são treinados, e - pior - que disputam e/ou vencem o GP Paraná, comparando-os a cavalos de 4 anos com 2 vitórias, é afirmação que, com todo o devido respeito ao sr. Milton, exige uma contestação a bem da verdade.

Quanto à parte técnica, basta analisar os números.

Alertando para o fato de que, assim como os cavalos do Cristal usualmente “migram” para a Gávea, os do Paraná têm sempre suas campanhas mais direcionadas para Cidade Jardim, observamos que apenas neste ano de 2011 (mantendo aliás uma série que vem se repetindo há pelo menos uma década sem falha) animais treinados em Curitiba ganharam inúmeros clássicos em São Paulo. E clássicos de relevo.

Se, como insiste em afirmar o sr. Milton Lodi, a distância técnica entre os animais do Paraná e de São Paulo fosse tão enorme, ALTA VISTA não teria ganho 5 dos 6 clássicos da geração nascida em 2008 que disputou em Cidade Jardim, sendo 2 provas de Grupo 1, inclusive a 1ª da Coroa. Curiosamente, a líder incontestável da atual geração teve 100% de seu treinamento no Paraná, onde está e sempre esteve alojada.

Se, como insiste em afirmar o sr. Milton Lodi, a distância técnica entre os animais do Paraná e de São Paulo fosse tão enorme, UNA BELEZA não teria ganho 2 das 3 provas da Coroa da geração nascida em 2007 que disputou em Cidade Jardim, além de ter se colocado no Derby e no GP São Paulo, e de ter derrotado os machos em prova clássica em São Paulo. Curiosamente, a líder incontestável da geração anterior teve 100% de seu treinamento no Paraná, onde está e sempre esteve alojada.

Se, como insiste em afirmar o sr. Milton Lodi, a distância técnica entre os animais do Paraná e de São Paulo fosse tão enorme, JECA não teria ganho 3 dos 5 clássicos que disputou em Cidade Jardim este ano, além de ter sido 2º no GP São Paulo e na Copa ABCPCC Clássica e 3º no GP Brasil – em todas elas perdendo corridas incríveis, por pequenas diferenças, sendo que em 2 para animais também iniciados aqui. Curiosamente, um dos 2 ou 3 melhores machos em treinamento do País teve 100% de seu treinamento no Paraná, onde está e sempre esteve alojado...

Se, como insiste em afirmar o sr. Milton Lodi, a distância técnica entre os animais do Paraná e de São Paulo fosse tão enorme, a nossa defensora EAKINS não teria ganho uma prova de Grupo 2 de ponta a ponta em Cidade Jardim este ano, batendo as subseqüentes ganhadoras da Milha Internacional de SP (Equitana) e do GP OSAF do RJ (REnânia), além de ter se colocado em provas de Grupo 1 e 2 a seguir. Feito que ela obteve justamente enquanto esteve alojada e em treinamento no Paraná!

E se, como insiste em afirmar o sr. Milton Lodi, a distância técnica entre os animais do Paraná e de São Paulo fosse tão enorme, não teríamos nos históricos de ganhadores de provas de Grupo 1 do Rio e de São Paulo nos últimos anos animais como THIGNON BOY, EYJUR, TOO FRIENDLY, VACILAÇÃO, JETON DE LUXO, SETEMBRO CHOVE, ROXINHO, ITAQUERE POWER, URODONAL, FAST LOOK, COQUETEL, SNACK BAR, CRYSTAL DAY, SKYPILOT, NÉLEO, BYZANTIUM, VALIANTNESS, NERGY SELLER, todos treinados ou iniciados no Hipódromo do Tarumã,no Paraná.

Com referência especificamente ao GP Paraná, prova que segundo o sr. Milton Lodi é habitualmente “vencida por animais de 4 anos/2 vitórias”, antes de mais nada é curioso observar que não é feita qualquer menção ao fato de o recente ganhador do GP Brasil 2011 ter sido um cavalo que havia saído do perdedor na 5ª atuação, 1 mês antes da magna prova, e que era – este sim – um “4 anos/1 vitória”, e que antes do GP Brasil jamais havia sequer atuado numa prova clássica, sequer num handicap.

Eis aí um FATO que NUNCA aconteceu na história de 68 anos do GP Paraná...

Mas, vamos aos números das últimas 5 versões da prova máxima paranaense:

2010 – Vencedor: JABURU VIP. Era um potro de 3 anos com 3 saídas, ganhador na estréia aos 2 anos no Paraná e que na 2ª apresentação, batendo futura ganhadora de G2 em São Paulo, e que estreando em Cidade Jardim diretamente em Grupo 2, foi o 2º colocado. Derrotou não cavalos de “4 anos/2 vitórias”, mas Jeca (2º no GP São Paulo e 3º no GP Brasil), Nozze de Fígaro (ganhadora clássica em SP e no Rio e que acaba de dar um “show” na melhor prova de areia da semana do GP Brasil), e clássicos de grupo como Tatamovich, Haraquiri, Our Potri e outros de destaque no Rio e SP. A exemplo de todos os ganhadores do GP Paraná nos últimos 3 anos, foi exportado. Lamentavelmente morreu de laminite no Uruguai.

2009 – Vencedor: MR. NEDAWI. Casualmente não é um cavalo de 4 anos/2 vitórias, mas sim o melhor arenático da América do Sul. Foi exportado, fez e faz grande sucesso na Argentina e no Uruguai.

2008 – Vencedor: TANGO UNO. Era um potro ganhador em SP em 2 saídas, com 2º em Grupo 3 (derrotando ganhador de Grupo 1) e que vinha de atuar não em claimings, mas em 2 provas de Grupo 1 da Coroa Paulista. Derrotou não cavalos comuns mas 6 (seis) animais clássicos em provas de Grupo 1. Foi exportado em seguida para os USA.

2007 – Vencedor: ALUCARD. Vinha de vencer 2 clássicos de areia na Gávea, onde era tido como um dos melhores corredores nesta pista. Na sequência foi a um prova de G2 em São Paulo e derrotou “apenas” Giruá...

2006 – Vencedor: FOGONAROUPA. Potro ganhador na estréia, contava 3 anos e vinha de vencer o clássico preparatório batendo Pantaleon (ganhador e colocado em Grupo em SP e no Rio, onde atuou inclusive no GP Brasil), Bucaneer (múltiplo ganhador de provas de grupo no Uruguai, 2º inclusive no Internacional GP Ramirez-Grupo 1) e Dá-lhe Grison (ganhador de Grupo 1 e eleito – não por mim, mas pela ABCPCC – “Melhor Arenático do Brasil” no ano anterior.

Pelos fatos reais acima relatados, pela importância do Paraná no cenário turfístico nacional, ou ainda pela reiterada qualidade dos animais treinados em Curitiba, como ficou demonstrado, acho que o nosso turfe e a nossa maior prova merecem mais respeito.

A título de ilustração final, figuram na imortal galeria de ganhadores e perdedores do GP Paraná-Grupo 1 nomes como CLACKSON, KIGRANDI, GORYLLA, BIG LARK, RIADHIS, LUNARD, GRÃO DE BICO, ARNALDO, LEIGO, AIORTROPHE, DILEMA, AWAY, REIZINHO, SALOMÃO, LOVING, CASTÃO, ZIRBO, MAJOR´S DILEMMA, IMPORTANZA, LA RANCHERA, PANTHER, IMPORTANZA, RUMOR e muitos outros campeões que, gloriosamente inesquecíveis para os turfistas, haverão sempre de contestar as opiniões do sr. Milton Lodi.



Páreo das Joquetas, Comunicado da CC do JCB sobre o páreo de Joquetas

O site do Jockey club Brasileiro, comunicou nesta quinta feira (1), que irá promover um páreo somente para joquetas.

Ficará a critério da Comissão de Corridas definir qual será o páreo no conjunto de reuniões dos dias 09, 10, 11 e 12 de setembro de 2011.

fonte: JCB

Turfe nos EUA: Problemas e soluções

Turfe nos EUA: Problemas e soluções - [02/09/2011]


Introdução

Os americanos podem ter todos os defeitos, mas um eles não têm: quando não sabem exatamente o que está acontecendo com determinada atividade ou determinado mercado, não ficam parados, muito menos se permitem aderir aos "achismos." Vão direto ao ponto, pesquisam, tentam descobrir a origem dos problemas, e acabam encontrado uma solução.

Foi exatamente isso que fez o The Jockey Club, a entidade que preside o turfe nos EUA, fundada em 1894: analisou mais de 600.000 corridas realizadas num período de 11 anos (2000 a 2010); entrevistou 920 proprietários de cavalos de corrida e 1.800 fãs e potenciais fãs da atividade; ouviu 200 autoridades e reguladores de corridas de cavalo na América; e 150 acionistas de hipódromos naquele país.

Isso mesmo, no intervalo de tempo em que a gente assistia a evolução no Rio de Janeiro de um melancólico “tri-campeonato”, eles estavam trabalhando para descobrir a melhor forma de conseguir fazer ao menos um gol nessa importante missão de tentar interpretar corretamente e atualizar a palavra turfe.

Depois disso, a entidade americana reuniu todos os interessados em uma grande conferência denominada "2011 Round Table Conference on Matters Pertaining to Racing", realizada em agosto do corrente exercício, cujo tema foi: "Como manter um crescimento sustentável da indústria das corridas e da criação nos EUA."

Resumo das principais conclusões do estudo

O "Sumário Executivo" da conferência em questão, indica claramente alguns pontos que devem merecer, doravante, a atenção de todos os envolvidos na atividade, quais sejam:

1. Sem a adoção de novas estratégias de crescimento, as corridas de cavalo na América tendem a declinar na próxima década, com a diminuição do número de hipódromos viáveis, perdas dos proprietários de animais e um declínio projetado de 9% no número de nascimentos de produtos.

Assim sendo, uma intervenção séria tornou-se necessária para estabilizar a base da pirâmide dos fãs das corridas e reposicionar os interesses da indústria.

2. Para isso, é fundamental:

Recuperar a tradicional "imagem de marca" do esporte e melhorar consideravelmente a distribuição do “produto corridas de cavalo" junto ao público consumidor, única forma de enfrentar a competição cada vez mais acirrada de outras formas de jogo, a concorrência de outros esportes, e das variadas formas de lazer hoje existentes.

3. As medidas objetivas incluem:

(i) "Refocar" o interesse da TV nos grandes eventos da atividade, fortalecendo-se os conceitos que garantem a integridade das corridas, o que implica não abrir mão de sancionar desvios de conduta de seus praticantes. Por menor que eles sejam. Tolerância zero com desvios de conduta passa a ser a regra geral.

(ii) Reter e preservar a massa de apostadores criada pela indústria ao longo dos anos, integrando as apostas nos hipódromos e aquelas realizadas fora dele, através de investimento maciço na INTERNET.

(iii) Privilegiar a propriedade de animais de corrida, criando novos instrumentos de incentivo que permitam ampliar o número de proprietários de cavalos.

(iv) Reinvestir na criação de novos apostadores através de três medidas básicas: (a) a simplificação dos atuais planos de apostas; (b) a introdução de melhorias nos espaços dos hipódromos; e (c) reforma da aparência e do ambiente das agências credenciadas fora dele ("off track bettings").

II

Estas são, em resumo, as grandes conclusões do trabalho coordenado pelo The Jockey Club. É interessante, porém, saber como e porquê se chegou a elas, passo a passo. Conforme se segue.

Percepção negativa do público

A atual percepção negativa do público americano em geral sobre as corridas de cavalo se baseia em dois grandes fatores: (a) a permissão para que os animais possam correr medicados; (b) os maus tratos a que eles são eventualmente submetidos durante todas as fases de seu preparo para enfrentar o teste das pistas, desde a doma, até os castigos que recebem quando competem.

As percentagens de entrevistados que atribuem um sinal negativo ao uso de medicação para correr, é assustadora (78%!). Além disso, 25% deles acreditam que a permissão de medicar os animais é o grande responsável pela diminuição do volume de apostas em corridas de cavalos nos EUA. Como tal, punições mais severas para casos positivos de dopping (medicação proibida) são sugeridas como uma das principais medidas para anular a percepção negativa que o público hoje tem desse esporte.

Com efeito, 38% dos entrevistados informaram estar dispostos a jogar mais, se soubessem que não são administradas nenhuma droga aos animais. E para 36% deles, a permissão de medicação é um dos três maiores problemas com que hoje se defronta a indústria do puro sangue de corrida na América.

Nota: a partir de janeiro de 2012, já vai ser proibido medicar potros de 2 anos em qualquer prova da programação clássica americana, o que hoje ainda é permitido. Também está sendo estudada neste momento estender essa proibição às provas da Breeders’ Cup.

Diminuição do número de corridas por animal

De 1990 a 2010, talvez até pelo efeito do uso abusivo de medicação, o número de corridas dos animais caiu de 7,9 vezes por ano, para 6,1 vezes. Entre os 100 principais treinadores, essa queda foi maior: de 5,0 apresentações para 3,9 saídas à raia de competição.

O que mais impressiona, porém, é a queda do número de apresentações dos três primeiros colocados no Kentucky Derby entre 1990 e 2010: de 25,3 vezes por ano, para 8,0 vezes em 2010, fato que confirma a conclusão de renomados estudiosos do puro sangue, de que, cada vez mais, os cavalos americanos estão correndo cada vez menos.

Da mesma forma, os campos médios das provas, ou seja, o número de animais inscritos por páreo, diminuiu de quase um animal em 20 anos (de 8,9 cavalos por páreo, para 8,2).

A diminuição do intervalo de tempo entre as corridas locais e a dos principais hipódromos do país confunde o espectador e o público

Setenta e sete por cento (77%) das corridas nos hipódromos americanos acontecem num espaço máximo de 5 minutos em relação às corridas dos principais hipódromos do país (considerados como aqueles nos quais se correm páreos com bolsas maiores, em torno de US$ 200 mil). Isso, definitivamente, diminui, não só o volume de apostas nos hipódromos locais, como, o que é pior, contribui para cristalizar na mente do consumidor de que o turfe é um esporte muito difícil de ser acompanhado.

O impacto desse estreito “overlap” de tempo junto à mídia, vem se revelando cada vez mais perverso em relação a outros esportes, levando apenas 28% dos entrevistados a considerar que o turfe é um esporte fácil de ser entendido. As conclusões dos entrevistados são auto-explicativas: “Acho extremamente difícil escolher a que corridas devo assistir.” Ou “Há uma quantidade tão grande de corridas onde posso jogar...Que não estou mais certo para qual hipódromo devo olhar nas telas...” E vai por aí a fora.

Obediência rígida aos horários de largada, aliada a um maior espaçamento entre as provas de Grupo I e II de outros hipódromos são fundamentais

No dia 4 de abril de 2009, três hipódromos americanos (Oaklawn, Keeneland e Aqueduct) programaram, cada um deles, provas de Grupo I para os horários, respectivamente, de 16:57 hs, 17:05 hs e 17:19 hs. No modelo projetado pelo The Jockey Club, se esses três hipódromos tivessem espaçado mais os horários de largada de seus Grupos I, para, digamos, 16:57 hs, 17:15 hs e 15:31 hs, seus movimentos de apostas teriam sido, na média, 5% maiores (cerca de US$ 4,7 milhões).

Nota: obediência aos horários de largada é uma condição sine qua non para a existência de “simulcastings” nacionais de sucesso, principalmente quando se trata de provas de elite dos calendários clássicos. Combinar melhor os horários de tais provas entre os hipódromos participantes do “simulcasting”, é mandatório para a evolução dos respectivos MGA’s. A obediência a tais condicionantes, lamentavelmente, coloca os hábitos do turfe brasileiro ainda na Idade da Pedra (Lascada...).

Consolidar os “claimings”, ao invés de dispersá-los, pode beneficiar a todos

Após analisar 600.000 carreiras nos EUA, durante 11 anos, o The Jockey Club concluiu, sem medo de errar: a eliminação de alguns “claimings” e a redistribuição de suas bolsas e concorrentes por outras corridas similares, aumentou em pelo menos 6,5% o volume de apostas nos hipódromos onde isso ocorreu.

Da mesma forma – mantidos os mesmos números de animais disponíveis para a formação dos programas –, diminuir os dias de corrida, revela que o movimento geral de apostas (MGA), os prêmios, o número de participantes por páreo, e o número de páreos por reunião, reagem positivamente. E numa escala à vezes surpreendente.

Retiradas mais altas afetam negativamente os grandes apostadores

Embora seja praticamente irrelevante para o pequeno apostador, o aumento da retirada das apostas afeta diretamente o interesse dos grandes apostadores (71%!). Mais ainda, 49% da massa de apostadores consideram a retirada do percentual sobre as apostas o fator mais importante para incentivar o aumento de seu volume.

III

Algumas conclusões do estudo do The Jockey Club são definitivas. Como se segue.

A (excessiva) complexidade dos planos de apostas

Este é um dos pontos mais sensíveis de toda a estrutura das corridas de cavalo no mundo. As variadas formas e combinações dos jogos de apostas nas corridas americanas, ao contrário do que se supunha, está contribuindo para confundir os próprios fãs do esporte, ademais de inibir a adesão de novos fãs.

Mais ainda, mesmo entre os fãs do turfe, 19% afirmam que não jogam, pois os tipos de apostas “são muito complicados.” E nada menos que 55% daqueles que jogam com alguma regularidade ratificam essa impressão: “A massa de informação a ser absorvida é assustadora.” No jargão do turfe, informação demais atrapalha. Agora se sabe que, além de atrapalhar, chateia o apostador...

Essas circunstâncias levaram o turfe francês e o de Hong Kong – diga-se, com inteiro sucesso – a simplificar o número de jogos ofertados ao público e limitar as possibilidades de combinações entre eles. Na França, há apenas oito jogos que qualquer criança consegue saber de cor, e um “pote”, ou seja, uma aposta que eventualmente acumula para a próxima reunião.

Nota: entre nós, a situação é mais dramática, pois os planos de apostas não guardam continuidade no tempo (muito menos a nomenclatura dos jogos, o que chega a ser desesperador...). Em certos casos, como o do Jockey Club Brasileiro, sequer há diretor de apostas responsável pela condução da atividade, há muitos anos. Assim, dezenas de jogos são criados sem a menor consistência ou um estudo racional prévio e depois atirados sobre o público apostador, para serem logo abolidos, fato que só serve para confundi-lo ainda mais. Sob este aspecto, o turfe brasileiro ainda engatinha, em suas iniciativas prosaicas de tentativa e erro...

Necessidade absoluta de instalações dignas nos hipódromos

A experiência com as instalações dos hipódromos americanos é um dos fatores que, não só prejudica a adesão de novos seguidores do esporte, como contribui para afugentar a presença das famílias nos dias de corrida.

Isso ficou muito claro em todas as respostas dos entrevistados: o “ambiente” dos hipódromos – e não o esporte em si – é uma das principais causas da perda de público nas corridas de cavalo. Como já afirmou Edouard de Rothchild, presidente da France Galop, “Não há esporte moderno sem público para assisti-lo.”

As grandes reclamações dos entrevistados na pesquisa, pela ordem, são: os banheiros são imundos (42%!); as tribunas não são limpas e conservadas (37%); não há restaurantes decentes, ou a comida não é boa (23%); os serviços prestados ao público, ou a forma como ele se apresenta trajado no hipódromo, são de baixa qualidade (19%), etc. etc.

Respondendo à questão sobre se o ambiente dos hipódromos favorece a presença das famílias, comparativamente ao que ocorre em outros esportes, as respostas são nada menos que acachapantes: apenas 16% dos entrevistados acham que sim. Ao passo que na comparação com outros esportes, o “sim” se eleva a 68%!

Nota: hipódromos limpos e conservados, de que são exemplos os europeus e asiáticos, são imprescindíveis para garantir a presença de público nas corridas, além de funcionarem como pólo de atração, principalmente para o sexo feminino. Não vamos aqui nos deter sobre o atual estado de completa miserabilidade de nossos principais hipódromos. Seria ocioso. O que há a fazer – e com urgência – é recuperar o conceito de que os hipódromos, no Brasil e no mundo, sempre funcionaram como autênticos “country clubs”, arborizados e impecavelmente cuidados, em meio aos espaços de concreto das grandes cidades. Esta é a sua grande vantagem comparativa. Foi exatamente dessa forma que o turfe se impôs universalmente. Assim, é impensável querer que o público seja atraído e freqüente os principais hipódromos brasileiros, diante do estado calamitoso e de completo abandono em que eles se encontram.

Sem TV não há turfe popularizado

A baixa exposição do turfe na TV americana (considerados apenas os canais abertos) é o maior entrave à captação e o desenvolvimento de novos adeptos das corridas de cavalos nos EUA.

Há 30 anos ou mais, 9,0% dos novos adeptos do turfe foram conseguidos através da transmissão ao vivo das grandes corridas pela TV local. Essa percentagem baixou para 8,0% há 20 anos; para 5,0% há 10 anos; até se tornar irrelevante em 2010.

INTERNET e turfe

Continua a crescer nos EUA (e no resto do mundo) a fatia do mercado de apostas via INTERNET. Em 2010, a INTERNET representou 21% das apostas totais (10% para aquelas realizadas nos hipódromos, e 69% nas agências credenciadas do “off track betting”).

Nos próximos nove anos (ou seja, em 2020), a INTERNET deverá representar 44% das apostas no turfe, com as transmissões das corridas ao vivo – e a possibilidade de se apostar nelas – seja em casa, seja na rua (através dos Iphones e Ipads).

Mas a porta de entrada de novos fãs ainda é o tradicional acesso aos hipódromos...

O primeiro envolvimento de alguém com as corridas de cavalo nos EUA se dá predominantemente através dos hipódromos, não importa a modernidade dos instrumentos de apostas colocados ao alcance do público turfista. Menos de 1,0% dos novos fãs do esporte disseram que se sentiram atraídos por causa, seja da possibilidade de apostar “on line”, seja por causa da existência de agências credenciadas.

Para a maioria dos adultos, foi a primeira ida a um hipódromo que atraiu os iniciados (53% dos entrevistados!). Seguem-se, em ordem crescente: ter assistido a uma importante prova na TV (4,3%); alguém da família estar envolvido com as corridas (6,7%); um amigo ou parente que aposta ter sugerido fazer o mesmo (8,1%); um amigo ou parente ter levado o entrevistado ao hipódromo, quando este era ainda jovem (13,6%); outros motivos (13,0%).

Nota: novamente, isso enfatiza a preocupação com as instalações dos hipódromos e os serviços nele prestados, bem assim a exigência de uma apresentação minimamente correta para freqüentá-los. Apenas como exemplo, Longchamp, que é considerado um dos hipódromos mais belos e acolhedores do mundo, mesmo assim, vai ser totalmente reformado em 2012. E Chantilly já o foi. Desnecessário mencionar os hipódromos japoneses, chineses, australianos, franceses, ingleses, alemães, que continuam a manter o padrão de qualidade e asseio exigidos por um público cada vez mais exigente no que respeita aos ambientes esportivos do mundo moderno.

Baixa penetração das agências credenciadas nas grandes áreas metropolitanas da América

Hoje em dia, 8 das 10 maiores cidades americanas não apresentam um número suficiente de agências credenciadas de apostas em relação à população de suas áreas metropolitanas. Chicago é a cidade melhor colocada em termos de credenciados em jogos de apostas em corridas de cavalo (7,4 agências para cada 1 milhão de habitantes).

Se as seis maiores áreas metropolitanas da América (New York, Los Angeles, Dallas, Houston, Philadelfia e Atlanta), além de Chicago, tivessem a mesma capilaridade desta última metrópole, seria necessário localizar mais 73 OTB’s nas localidades acima mencionadas.

Nota: apenas como comparação, o PMU – Paris Mutuel Urbain, na França, possui 11.000 agências credenciadas de apostas naquele país. Sem mencionar que as grandes casas apostadoras inglesas, como o William Hill, por exemplo possui 2.500 “betting shops” distribuídos pela Ilha e a Irlanda.

IV

Resumo final

Eis aí, em resumo, o panorama das atuais carências do turfe americano e de como o The Jockey Club se prepara para lidar com elas. É certo que ele vai conseguir lidar. A indústria da criação do cavalo de corrida, e o turfe de modo geral, constituem uma poderosa indústria na América, garantidora de milhares de empregos no país, movimentando centenas de milhões de dólares.

A análise dos problemas da América serve como ponto de partida para que consigamos lidar com os nossos próprios problemas, o mais grave dos quais é a perplexidade e o mar de dúvidas que parece ter tomado conta de nosso turfe. Pelo menos, tem-se a confirmação de que turfe não é algo que possa ser entregue a neófitos, ou simples curiosos, que para dar cabo de suas “idéias” muitas vezes precisa dar cabo do próprio hipódromo demolindo as cocheiras.

Turfe, mesmo que ele esteja localizado no contexto de clubes de corrida com interesses diferentes, como é o caso brasileiro, só pode dar certo quando e se conduzido de forma tecnicamente independente das vacilações, dos equívocos, do desconhecimento sobre a atividade, e até dos caprichos e vaidades dos principais dirigentes desses clubes. Sem uma estrutura assim concebida, ele será sempre a maior vítima dessas circunstâncias.

A partir de uma ampla pesquisa, poderemos nós, cansados do “tupiniquismo”, olhando hoje para um turfe comandado por tupiniquins que há anos dá voltas em torno do seu próprio rabo, chegar a conclusões surpreendentes, como aquela que levou os construtores da Roleta - visando iniciar potenciais apostadores -, a projetar o Preto e o Vermelho como forma de atração.

Isso quer dizer que conhecendo melhor o que existe a nossa volta, tenhamos que instituir um jogo de fácil assimilação em nosso cardápio de apostas, como por exemplo, um simples: Par ou Impar, dando ao apostador o direito de iniciar no turfe não ganhando quem sabe 70% de lucro nas suas apostas concorrendo com a metade dos cavalos que largam num determinado páreo que o número seja par, até que o mesmo estivesse preparado para estudar uma trifeta.

Poder-se-ia concluir também, entrevistando jogadores potenciais e apostadores em corrida de cavalo, que o melhor para as apostas seria que as corridas fossem realizadas nas terças e não nas segundas feiras; nas quintas ao invés das sextas; e que o horário deveria ser diurno e não noturno. Quem pode afirmar sem consultar os “russos” que não seria mais atrativo que a reunião de domingo começasse às 10:00 e terminasse às 14:00?

É esta – mesmo porque não há outra –, a única forma de recuperar o dinamismo, o prestígio, e a importância do turfe do Rio de Janeiro, o que equivale a dizer, da própria instituição onde ele hoje se localiza, o Jockey Club Brasileiro.

Jéssica Dannemann

Artigo baseado na conclusão dos trabalhos apresentados na: “2011 Round Table Conference on Matters Pertaining to Racing”, realizada em 14 de agosto de 2011 em Nova York, USA

João Moreira é Campeão de GP Australiano


João Moreira, por fora, arremata de forma sensacional para vencer o Chelmsford Stakes

montando Trusting o nosso João "Fantasma" Moreira venceu o Chelmsford Stakes, Grupo II, corrido hoje em Warwick.



Sereia, comissão do Jcb conclui caso Sereia



A Comissão de Corridas do Jockey Club Brasileiro concluiu a sindicância aberta para apurar a falta de peso que levou à desclassificação da égua Sereia, no quarto páreo da reunião de segunda-feira, dia 22 de agosto. Durante o processo de apuração, foi constatado em vídeo que uma placa de chumbo, de 1k, caiu da manta de encilhamento alguns metros antes do animal cruzar o disco de chegada. Não houve, portanto, má-fé

Marcos Abbud é o convidado de sábado da Mesa do Turfe

Proprietário de cavalos de corrida e emérito acertador de concursos, o advogado Marcos Abbud é o convidado do programa Mesa do Turfe de hoje.

Apaixonado pelo esporte e exímio observador das carreiras, Marcos Abbud, o popular "Tico", irá analisar, com a propriedade que lhe é bem peculiar, a programação que conta com um Betting 5 de R$ 210.000,00 de bonificação.

Com apresentação de Jair Balla e comentários de Renato Barros e Lucas Menezes, a Mesa do Turfe é levada ao ar pela TV Jockey, ao vivo, aos sábados e domingos, às 12h30, pelo canal 13 da Net digital, pelas antenas parabólicas digitais e pelo ww.jockeysp.com.br

Não perca !

Produtos do Ponta Porã em Porto Alegre

Os produtos do Haras Ponta Porã que irão a leilão no próximo dia 8, 5ª feira, no Leilão de Potros do GP Protetora do Turfe, já se encontram em Porto Alegre e estão alojados nas cocheiras da Associação de Criadores.

São filhos de Durban Thunder, Gregoriano e Inexplicable.

O leilão será transmitido ao vivo pela TV Jockey Rio e pela internet.

Fonte: APPS

Brasil ocupa espaço deixado por EUA na América do Sul

'Economist': Brasil ocupa espaço deixado por EUA na América do Sul
O Brasil tem ocupado o espaço deixado pelos Estados Unidos na América do Sul, diz artigo publicado nesta sexta-feira na revista britânica The Economist, embora os americanos mantenham "influência e interesse vital na região". O texto analisa as relações entre os Estados Unidos e a América Latina e conclui que a política americana para a região tem sido prejudicada pelas disputas domésticas no Congresso americano e aberto espaço para outros atores. "O Brasil com frequência tem maior peso em grande parte da América do Sul", diz.



O texto lembra que no início do mandato, o presidente Barack Obama prometeu "uma nova era de parceria" entre as Américas. Mas o fato de Obama ter de lidar com "outras prioridades, tanto no exterior quanto em casa, e eventos na região, como o golpe de Honduras (...), reavivaram velhos debates", diz a Economist.



A revista menciona que em julho, a oposição republicana suspendeu o financiamento dos EUA para a OEA (Organização dos Estados Americanos). "Os conservadores não gostaram (da atitude) do secretário-geral da OEA, o social-democrata chileno José Miguel Insulza". Ele irritou os americanos por suspender Honduras da OEA logo após a derrubada do presidente Manuel Zelaya e por defender a volta de Cuba à organização. Embora a OEA "não inspire muita confiança em Washington", trata-se do único grupo que inclui os EUA, enquanto outros exclusivamente latinos proliferaram nos últimos anos.



Mudança
A Economist também cita os TLCs (tratados de livre comércio) firmados entre os EUA com a Colômbia e o Panamá, que aguardam aprovação do Congresso americano. "Assuntos que importam muito à América Latina - drogras, migração, comércio e Cuba - são hoje determinadas pela política doméstica" dos EUA, diz.



A insatisfação ficou explícita na declaração do presidente do México, Felipe Calderón, que disse que os EUA também eram "responsáveis" pelo atentado de narcotraficantes que deixou 52 mortos em um cassino no país. O governo mexicano cobrou dos vizinhos maior controle no comércio de armas. "Enquanto os EUA são restringidos por disputas domésticas, a América Latina está mudando rapidamente. Uma década de crescimento econômico, comércio pulsante com a China, democracias mais fortes e o advento de governos de centro-esquerda têm ajudado a fazer a região mais assertiva", diz.



"Em nenhum lugar isso é mais verdadeiro que no Brasil", diz a Economist, ressaltando, no entanto, a relação "distante e desconfiada" entre os dois países, citando a tentativa fracassado de Brasília de mediar a crise nuclear do Irã (sem apoio americano). A boa relação de Obama com Dilma Rousseff, no entanto, pode "construir laços mais estreitos" entre ambos, diz a revista.

BBC Brasil

No Chile, Omayad brilha no Ricardo Lyon

Os 2.000m, grama, do Clasico Nacional Ricardo Lyon (G1), corridos na ultima sexta no Club Hipico de Santiago por produtos de três anos, foram de Omayad (Jorge Inda, treinador, Oscar Ulloa, o jóquei, criação e propriedade do Haras Sumaya), um filho de The Mighty Tiger e Wilhemina, por Wagon Master), campeão da Polla de Potrillos, invicto agora em oito apresentações.

Como na Polla, o seu runner-up agora a meia cabeça, foi Quick Casablanca (Patricio Baeza, preparo, Gonzalo Ulloa up, propriedade da Cabelleriza Carillanca), um Until Sundown e Quick, por Cipayo.

A terceira posição, cinco corpos atrás, ficou com a potranca Maria Morena (treinador, Jose Alvarez, jóquei Guillermo Pontigo, propriedade da Caballeriza Carioca), uma Star Dabbler e Marville, por Barkerville), campeã da Polla de Potrancas (G1).

O tempo foi de 1:56:69.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

São Gabiel terá penca neste final de semana

Neste final de semana - 3, 4 e 5 de setembro -, o J.C. de São Gabriel promoverá uma Penca em 450m, com Inscrição de R$ 1 mil e Lance de Obrigação de R$ 1 mil.

* Prováveis participantes: Bicicleta (Giruá), Chamaca (São Gabriel), Full Spring (Alegrete), Marginal (Rosário do Sul) e Reistalo (Santiago) - 50Kg; Atrevido (Cachoeira do Sul), Bela Guria (São Jerônimo), Galo Prateado (Porto Alegre) e Surf Boy (Porto Alegre) - 48Kg; Tamarakuna (Alegrete) - 42Kg; Elegante Elysa (São Gabriel) - 40Kg.


JT

Brilha na Suécia a farda de Stefan e Dalva Friborg

O 1º páreo da ultima quarta feira no Hipódromo de Taby, na Suécia, um handicap em 1.600 metros, grama, foi vencido, em 1:39.60, por Okean Mor, um 5 anos, filho de Fahim e Die Walkure (Critique), de criação do Haras Tributo À Ópera e propriedade de Energia Dupla Racing AB, de Stefan e Dalva Friborg.

Okean Mor foi conduzido por Valmir de Azeredo e é treinado por Fabricio Borges, ambos brasileiros.

Defendo a mesma farda, o 2 anos Energia Eroi, arrematou em 2º, no 7º páreo, um maiden em 1.350 metros, grama, vencido pelo norte americano Fine Humor (Sharp Humor), em 1:25.60.


Entrevista com o Presidente do Jockey Club de Pelotas, Renato Braga

Renato esteve presente na festa máxima do turfe brasileiro no Hipódromo da Gávea
Na cidade de Pelotas, Estado do Rio Grande do Sul, à aproximadamente 220km da capital Porto Alegre, está situado o merecidamente vitorioso Jockey Club de Pelotas. E atualmente, quem preside o clube com total aptidão e competência é o simpático e cordial Renato Braga. O Raia Leve bateu um papo com ele.

RL: Presidente Renato, conte-nos de onde veio e como chegou onde está hoje.

RB: Nasci aqui mesmo em Pelotas, no dia 13 de Junho de 1972. E desde que estava na barriga da minha mãe, já era um genuíno turfista. E daí para frente tudo foi acontecendo naturalmente, pois meu pai sempre foi proprietário, inclusive já fez parte de diversas diretorias no Jockey. Então já era de se esperar, que o menino Renato fosse um futuro proprietário e turfista apaixonado.

Sempre tive animais correndo no Hipódromo da Tablada e atualmente sou proprietário conjunto com meu irmão, Rodrigo Braga, do animal Oakfast, que provavelmente quando acabar sua campanha, seguirá para a reprodução. Mas estamos estudando a aquisição de mais três animais.

RL: Dentro de todos estes anos, qual foi, ou é, sua maior alegria no turfe?

RB: Minha maior alegria é ter sido eleito presidente do Jockey Club de Pelotas por aclamação pelo Conselho Deliberativo. Mas ainda quero viver o sonho de vencer um Princesa do Sul. Sendo este o maior clássico do interior do Brasil, com público estimado de 15 mil pessoas.

RL: Qual o melhor animal que viu correr?

RB: Ao vivo, All Arz. Animal iniciado dentro da Tablada, vencedor de prova de grupo, dono do recorde dos 2.000 metros, areia em Cidade Jardim, criação do Haras Santa Ignes de Spanier.

RL: O que o senhor achou do Grande Prêmio Brasil 2011?

RB: Lindo, foi um luxo... Foi muito bom, mesmo com o cavalo que eu apostei não sendo vencedor, o pupilo do Stud Rio Iguaçu, Jéca, do meu amigo Paulo Pelanda. Fui super bem tratado, e realmente o Rio de Janeiro é uma cidade maravilhosa, e o Hipódromo da Gávea, um dos mais lindos do mundo.

RL: Certamente, o falecimento do Presidente Carlos Mazza foi um momento muito delicado, não só para os turfistas de Pelotas, como também para toda a diretoria do Clube. Conte-nos como tem sido o dia a dia com a ausência do saudoso Mazza. E o que a sua história representa para a sociedade turfista da cidade.

RB: Foi uma grande perda tanto para o turfe pelotense, quanto para o turfe nacional, visto que o Stud Comendador M, tinha animais atuando, na Tablada, Tarumã, Cristal e Gávea. Quando ele faleceu, nós iríamos concorrer novamente à diretoria, ele de presidente e eu de vice. A morte dele para nós e a diretoria toda foi como a quebra de uma pilastra de sustentação. E aos poucos estamos botando em prática o legado que ele nos deixou, que é um manter o turfe pelotense sempre forte.

RL: O Jockey Club de Pelotas passou um período de portas fechadas, devido à perda de sua carta patente. E após muita luta e determinação dos envolvidos, a carta foi recuperada e o Hipódromo da Tablada voltou a realizar seus páreos. Conte-nos como foi este momento.

RB: Quando da perda da Carta, foi a mesma coisa que perdermos o chão. A Tablada ficou nove meses fechada, e no dia 16 de setembro de 2010, quando os fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, vistoriaram o Hipódromo e Vila Hípica, os mesmos já no momento da vistoria ficaram maravilhados com o hipódromo e também com a sanidade da Vila Hípica, Neste momento já tivemos a sensação de dever cumprido.

E me lembro como se fosse hoje. Toda imprensa de Pelotas estava presente no Jockey, e o senhor Motta, responsável pelo setor de Equídeocultura do mapa informou que a Tablada teria novamente sua Carta Patente aprovada. Eu vi no rosto do meu Presidente as lágrimas caindo. E como dizia o Carlinhos - apelido este carinhoso, que os amigos o chamavam - esta carta foi adquirida com muito suor e lágrimas.

RL: E quais são os planos daqui pra frente? Existe algum projeto encabeçado pela diretoria, para o fortalecimento do turfe em Pelotas?

RB: O Hipódromo Tablada, é o Jockey da região sul do Rio Grande, sendo que os Jockeys de Rio Grande e Bagé, perderam suas Cartas Patentes. Tanto é que a Tablada promoveu o Grande Prêmio Cidade de Rio Grande, na primeira semana de fevereiro, e na segunda semana de novembro, irá acontecer o GP Rainha da Fronteira, homenagem esta ao JC de Bagé.

RL: Quais são as suas expectativas para o futuro do turfe no Brasil?

RB: Minha expectativa é que o turfe só vai melhorar ou se perpetuar quando o Governo Federal auxiliar os hipódromos, como faz com os clubes de futebol.

RL: O que senhor tem a dizer, sobre o sucesso de animais de criação brasileira no exterior? Você acha que estes animais deveriam permanecer correndo em território nacional, para valorizar mais o turfe brasileiro, ou é válida a participação da criação nacional no exterior?

RB: Pro turfe nacional é muito bom quando os animais vão para o exterior e são vitoriosos. Isto só fortalece a criação nacional. Vivemos num mundo capitalista, lá fora o prêmio é muito maior que o nosso, não acho errado isto, é a mesma coisa que um jogador de futebol.

RL: Para finalizar, qual mensagem o Presidente do Jockey Club de Pelotas deixa aos profissionais, turfistas e proprietários que estão desmotivados e desacreditados com o turfe nacional?

RB: O turfe no Brasil é viável. Isto eu falo porque nós tivemos uma das maiores provas de que isto é possível. Pessoas que tiveram o comprometimento com o nosso hipódromo, que são grandes proprietários do centro do País, tais como: o Sr. Luiz Felippe Índio da Costa, o Sr. Afonso Burlamaqui e um grande empresário local, o Sr. Jaime Power. Sem estes eu não estaria aqui hoje, dando esta entrevista ao Raia Leve, visto que o Jockey Club ainda estaria fechado. E a minha mensagem final, é que os proprietários que estão desmotivados com o turfe, que adquiram animais novos, pois não há coisa melhor que ver seu animal disputando uma carreira.

Uso as palavras de um grande amigo, o colunista Jarbas Plínio de Mello. “O esporte faz amigos, mas o turfe faz muito mais”

por Eluan Turino

Without Fear, lho de Refuse to Bend vence 2º derby em duas semanas



Without Fear vence seu 2º derby !
O francês Without Fear, 3 anos, filho de Refuse to Bend e Kansas (Kahyasi) , de criação de R Meahjohn e propriedade de Stall Bonne Nuit,venceu,no último domingo, em Ovrevoll, na Noruega, na condição de favorito do público apostador, o Norsk Derby (L), £ 60,572 de bolsa, assinalando 2:40.30 para os 2.400 metros da pista de grama.

Vencedor do Derby Sueco há duas semanas, Without Fear, que foi conduzido por Fredrik Johansson e é treinado por Arnfinn Lund, conta agora com 6 vitórias em 9 apresentações.

Seu pai, Refuse to Bend, cumpre agora em 2011, sua segunda temporada sul americana de monta no Brasil, mais precisamente no Haras São Quirino, em Campinas, interior de São Paulo.


De Turfe um pouco...,

Esqueceram o legado de Assis Brasil, Flores da Cunha, Pinheiro Machado e tantos outros...

Ao completar 50 anos da renúncia do presidente Jânio Quadros, que sufocou o turfe brasileiro por fatídico decreto contra os hipódromos; a mídia traz a lembrança de todos os brasileiros, especialmente dos gaúchos, a campanha pela Legalidade, movimento civil e militar liderado pelo então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, pela manutenção da ordem jurídica nacional com a posse do vice-presidente eleito, João Belchior Marques Goulart.

Em 1962, já com João Goulart na presidência em regime parlamentarista, com Tancredo Neves como primeiro ministro, o Congresso Nacional aprovou a denominada Nova Lei do Turfe, resguardando a atividade e as entidades promotoras de corridas serem surpreendidas por arbitrariedade governamental.

Pelo estatuto da época, as entidades turfísticas para poderem promover corridas, deveriam consignar em seus estatutos, entre outras obrigações, o objetivo primordial de fomentar a produção do cavalo puro sangue inglês de corridas. Este compromisso é pétreo e foi consagrado nas expressões utilizadas por Assis Brasil há mais de um século: “ESSA BELÍSSIMA, ÚTIL E PATRIÓTICA INSTITUIÇÃO QUE É A CRIAÇÃO DO CAVALO”.

O que faz o do turfe um esporte singularíssimo é que ele empolga além de determinado grupo de aficionados, um público ávido pelas emoções de uma corrida de cavalos, espetáculo único e cada dia mais presente nos países ditos do primeiro mundo.

O turfe obedece a normas especificas, diz respeito a precisos interesses econômicos, envolve categorias de profissionais, exige atitudes éticas, mas nada disto fica confinado a um circulo fechado, sem outras conseqüências, pois o fenômeno hípico, que se concentra nos hipódromos, produz efeitos que se fazem sentir, de diversas formas e modos sobre o complexo nacional econômico, social e cultural.

O compromisso com o cavalo e a instituição devem ser preservados pelos dirigentes dos hipódromos. O que não está ocorrendo no mais tradicional e importante circo de corridas brasileiro no Rio de Janeiro e, seguido de perto pelo seu par na paulicéia, que já introduziu na sua administração a mesma filosofia, de que é necessário algo maior na sociedade do que o “cavalo e as carreiras deficitárias”.

Quem sabe estes dirigentes não estão se entregando ao mais amplo estado de subserviência às “receitas dos clubes e condomínios de elite”, preparando o bem estar dos novos sócios com equipamentos de laser e de negócios dentro dos limites de uma área que já tem sua finalidade de fato e direito definidos?

Parece que por vezes, alguns se apropriam dos clubes e neles se encastelam com atitudes personalíssimas, fazendo abstração de tudo que não lhes acalentam a pavonice, começando, naturalmente pelo cavalo.

Tanto um como o outro demonstram desconhecimento dos princípios do turfe e ao cavalo idealizados por nossos antepassados ilustres que deixaram um legado. E não é necessário aludir aos criadores, já que se mencionou o cavalo, pois eles são partes indissolúveis e integrantes de uma mesma causa, constituindo ambos a pedra angular de todos os hipódromos em que se perpetua a gloriosa legenda do turfe.

Não será o momento de uma ampla reformulação na administração da atividade turfística no país?

Personalidades que fizeram a história do turfe nacional como Assis Brasil, Flores da Cunha, Roberto e Nelson Seabra, Pinheiro Machado, Conde de Herzberg, Eugenio Augusto de Carvalho Meneses, Paulo de Frontin, Felisberto Caldeira Brant Pontes o Visconde de Barbacena, Almeida Prado & Assunção, Joaquim Manuel Monteiro, Frederico João Lundgren, Linneo de Paula Machado, Raphael Aguiar Paes de Barros, Antônio da Silva Prado, A. J. Peixoto de Castro, João Paulino Nogueira, João Goulart, e tantos outros, devem estar juntos nas tribunas vibrando pela vitória do Turfe Nacional, em cima do disco final...

JOAQUIM FRANCISCO DE ASSIS BRASIL foi um dos fundadores do Partido Republicano Rio-grandense. Tribuno empolgante, de discursos apaixonados e acalorados. A diplomacia era inerente em sua personalidade, embaixador nos Estados Unidos, não participou da Revolução Federalista de 1893. Contraditório em um episódio de sua vida política; não era positivista como seu cunhado Júlio de Castilhos, e nem parlamentarista, porém se alinhou a estes em 1922. Defensor intransigente da democracia com presidencialismo pelo voto no congresso. Viajou o mundo, e quando se retirou da vida pública, foi morar em um castelo, em Pedras Altas, que ele mesmo projetara como arquiteto amador.

Suas maiores paixões foram a poesia e o cavalo. Foi um dos primeiros criadores e incentivadores da criação do cavalo puro sangue inglês. No século XIX fornecia cavalos para o serviço de remonta do exercito e foi um dos fundadores do Jockey Club Pelotense, em Pelotas.

Assis Brasil também foi um dos pioneiros nas exposições de potros nacionais realizadas no Rio de Janeiro. A 5ª Exposição, de abril de 1897, contou com a participação de 26 animais de vários estados. Assis Brasil apresentou neste certame 11 produtos, todos puro-sangue inglês. Premiado com as medalhas de 1ª e 2ª classes com os potros Jaguary (Hannover e Santa Rosa), Itú (Nogal e Bigonette) e a potranca Ivahy (Hannover e La Beliére).

A 19ª Exposição, em maio de 1911, com premiação instituída pelo Comendador Seabra estavam inscritos 21 produtos, sendo 15 do Rio Grande do Sul. Assis Brasil apresentou Astro, por Batt e Dalila, que recebeu Menção Honrosa e a potranca Aurora, por Batt e Antofogasta, medalha de 1ª Classe.

Com a presença do presidente da república, Marechal Hermes da Fonseca, que examinou com interesse os produtos durante a 20ª Exposição, Assis Brasil, novamente estava presente e se fez representar por dois produtos. Bandido, um filho de Fox Flyer em Ortiga foi o grande vencedor do evento. O potro Bandido era neto do reprodutor Flying Fox, tríplice coroado inglês descendente direto de Doncaster, importante tronco da raça puro sangue inglês.

GENERAL FLORES DA CUNHA, era assíduo freqüentador do Hipódromo da Gávea, foi proprietário, criador e importador, um verdadeiro turfista. Seu grande amigo Linneo de Paula Machado lhe cedeu o cavalo Nativo e com ele fundou o Haras Imbahá, em Uruguaiana.

Da Argentina trouxe Gin Puro que venceu os GGPP Bento Gonçalves e Protetora do Turfe. Do mesmo país importou à reprodutora Top Ho, cujo produto Manduca, primeiro filho do famoso chefe de raça sul americano Congreve a nascer no Rio Grande do Sul. Em 1936, transferiu o Haras Imbahá para Porto Alegre.

Flores da Cunha foi Interventor e depois Governador do Rio Grande do Sul, considerado o último Caudilho gaúcho. Em campanha para a Presidência da República em 1937, sofreu o golpe de Getúlio Vargas com a criação do Estado Novo, não lhe restando alternativa que o exílio no Uruguai. Nem por isto deixou seu amor pelo turfe e pela pátria rio-grandense. Como proprietário em Maroñas, suas sedas com as cores da bandeira Farroupilha estavam presentes nas reuniões turfísticas. Em seu retorno ao Brasil em 1942, no turfe carioca, como criador e proprietário recepcionava na pista seus animais vitoriosos.

Em uma ocasião, adquiriu do criador Otávio do Amaral Peixoto, dois potros com os nomes de Assis Brasil e Flores da Cunha, dados em homenagem à revolução de 1930, ano de nascimento da geração. Assis Brasil mostrou categoria e corria muito, venceu vários páreos, já Flores da Cunha, corria pouco. Não teve dúvidas, imediatamente trocou no Stud Book Brasileiro o nome do potro Flores da Cunha, para... SEU PEIXOTO. Assim era o General José Antônio Flores da Cunha, um verdadeiro turfista.

JOSÉ GOMES PINHEIRO MACHADO, gaúcho de Cruz Alta, formou-se em direito. Participou ativamente na Guerra do Paraguai. Na vida pública, fez parte do congresso que votou a primeira Constituição Republicana. Senador eleito em 1891. Pinheiro Machado por participação na Revolução Federalista de 1893, recebeu as honras de General. Exerceu por mais de vinte anos grande influência na política nacional como chefe do partido republicano conservador.

Em seus raros momentos de laser, o Senador Pinheiro Machado dedicava especial atenção as corridas de cavalo, e em especial, ao desenvolvimento da criação nacional do puro sangue inglês. Pinheiro Machado e seu irmão General Salvador foram turfistas apaixonados, freqüentavam as reuniões da Protectora do Turf e os prados do Distrito Federal.

Na 9ª Exposição de Potros e Potrancas Nacionais, realizada no Jockey Club Fluminense no Rio de Janeiro, em maio de 1900, o Rio Grande do Sul se fez representar por dois produtos, um de sua criação, o potro Avary, um filho de Melick e Favorita. O outro, Sotéa, de criação de seu correligionário e conterrâneo Assis Brasil.

O Senador Pinheiro Machado foi assassinado em 1915 por inimigos políticos e, após seu desaparecimento, devido à grande atenção que dedicava ao turfe Rio-grandense, o Dr. Armando de Alencar, então presidente da Associação Protectora do Turf, instituiu o Grande Prêmio Senador Pinheiro Machado, para perpetuar a memória de tão ardoroso turfista.

JOÃO GOULART era um apaixonado turfista, criador, proprietário do Haras São Vicente, em São Borja - onde nasceu o campeão do Grande Prêmio Bento Gonçalves de 1963, Polar Venus, um filho de Polar em Calderita (Curioso). Jango era assíduo na Tribuna Social da Gávea, quando deputado federal e presidente do PTB e Ministro do Trabalho, no governo Getúlio Vargas, sempre com o indispensável binóculo a tiracolo.

Um episódio marcou o turfe no antigo Hipódromo do Moinhos de Vento em 1952, atraindo o interesse público e lotando as dependências do “pradinho”. Seria disputado um desafio entre a égua Cilada, uma filha do argentino New Year em Marl, por Santiago, de criação do Haras Santa Barbara (Francisco Caruccio) e Sibelius, um alazão tostado, por Bomarsund e Clelia (Full Hand), de criação do Haras São Vicente.

Não seria um simples desafio, afinal o proprietário de Cilada era o Coronel Silvio Luiz de Azambuja, um chefe político ligado ao Partido Libertador, ferrenho adversário político do PTB de Jango Goulart. Na pista, venceu Cilada, e a manchete da edição de segunda-feira do jornal Estado do Rio Grande órgão do PL, não poderia ser diferente: “Venceu a égua Parlamentarista”.


por Mário Rozano


Maylan Studart, de Ipanema para o mundo

A joqueta Maylan Studart é um dos muitos exemplos de brasileiros que precisaram sair do seu país para conquistar o reconhecimento em outro continente. Sem oportunidades no Jockey Club Brasileiro, apesar de ter ganho dois torneios de joquetas, um no Cristal e o outro em São Vicente, a carioca, aproveitando que quando pequena morou alguns anos, do sete aos onze, nos Estados Unidos, resolveu arrumar suas malas e ir tentar a sorte na terra do Tio Sam.

Com a cara e a coragem, Maylan Studart chegou aos EUA, com apenas 18 anos. Logo, foi acolhida pelo jóquei Manoel Cruz e começou a trabalhar, galopar, ajudar nas cocheiras, conseguir amizades e abrir portas. Para as vitórias começarem a aparecer, bastaram surgir as oportunidades que muitas vezes no Brasil não lhe foram dadas. Afinal, aqui, em dois anos, Maylan venceu apenas oito páreos. Nos EUA, em hipódromos competitivos, como Belmont Park, Gulfsream Park, Aqueduct e Calder, Maylan já conquistou por volta de 90 vitórias.

Num país muito voltado para seu povo, conseguir a atenção da mídia não só especializada, é necessário se destacar bastante no que se faz. Capa do New York Times, entrevistada pela FOX americana, mostram a qualidade que Maylan vem demostrando em sua profissão. Isso sem falar que Maylan recebeu a Jóia JK, juntamente com o cavaleiro e medalhista olímpico Rodrigo Pessoa (foto)na ONU, em Nova Iorque, comenda que só é dada a brasileiros que se destacaram no exterior. O primeiro agraciado, inclusive, foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ela fala com orgulho desse momento: “Mudei minha concepção das coisas, cresci profissionalmente e como pessoa. Arrisquei ao ir para os Estados Unidos, mas todo dia descubro que foi a decisão mais acertada da minha vida. Esse reconhecimento é gostoso, porém me mostra que eu preciso sempre trabalhar mais e mais para seguir fazendo meus objetivos se tornarem realidade”.

Morando em Nova Iorque, mais precisamente em Long Island, Maylan, que só não monta às segundas e terças por lá, aproveita seu tempo livre para, entre outras coisas, dedicar-se à caridade. Com o apoio da NYRA (New York Racing Association), voluntariamente, Maylan visita institutos de apoio a crianças excepcionais (Ronald Mc Donald’s House), pessoas com distrofia muscular (Muscular Distrophy Association), entre outras. Maylan fala sobre a importância desse trabalho voluntário: “Nunca fui rica, mas também nada me faltou, mas não podia ajudar e me sentia meio vazia por isso. Agora que, graças a Deus eu posso, não me furto em fazê-lo e até, muitas vezes, tirar de mim para dar a alguém mais necessitado”.

Feliz por ver que hoje no turfe carioca, Marcelle Martins está tendo boas montarias e ganhando seus páreos, Maylan em sua passagem pelo Brasil, onde pretende ficar até o dia 15 de setembro, irá participar das carreiras no Hipódromo da Gávea nesse e no próximo final de semana. A joqueta, que tem uma placa de titânio no fêmur por conta de uma fratura em 2009 ficou feliz com as montarias que recebeu no Rio de Janeiro “Foi ótimo ver que treinadores e proprietários que me davam oportunidades quando eu ainda estava aqui, seguem confiando em mim. Melhor ainda é ver que meu trabalho lá fora é acompanhado por todos aqui. Quem sabe um dia eu volto de vez, porque eu vou onde estão as oportunidades e, hoje, elas estão nos EUA”, finaliza com o típico sorriso da garota de Ipanema que está abrindo o caminho para o sucesso no competitivo turfe norte americano.

por Fernando Lopes

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Cristal com excelente programa para dia 08

JOCKEY CLUB DO RIO GRANDE DO SUL (BOLETIM OFICIAL) DA COMISSÃO DE CORRIDAS

10ª Corrida em 08 de Setembro de 2011(Temporada 2011/2012) - Quinta-Feira



1º Páreo às 15:00 - 1.200(Areia)

R$ 1.750,00 - Exata/Dupla/Trifeta/Quadrifeta



1 Key Carter................... C.Machado.................. 56.... 1

2 Pepe de Giuli............... L.G.Acosta................... 56.... 2

3 Aramaico.................... C.A.Vigil..................... 56.... 3

4 Top Ilusão................... T.J.Pereira................... 56.... 4

5 Hombre Rei................. V.Leal......................... 56.... 5

6 Fritz Emil.................... L.Conceicao................. 56.... 6

7 Hecho A La Mano........ M.B.Costa................... 56.... 7



2º Páreo às 15:40 - 1.200(Areia)

R$ 1.750,00 - Exata/Dupla/Trifeta/Quadrifeta



1 Big Inicência................ L.Conceicao................. 56.... 1

2 Miss Outlaw................ M.B.Costa................... 56.... 2

3 Hotbetya..................... C.Machado.................. 56.... 3

4 Madame Arisca............ R.Araujo...................... 56.... 4

5 Lacalandra................... E.Lima......................... 56.... 5

6 Malena Jet.................. C.Macedo.................... 56.... 6

7 Rigurita....................... L.Gouvea..................... 56.... 7

8 Lady Raquel................ Y.Toebe (ap.3)............. 56.... 8

9 Nutrida....................... A.Santana.................... 56.... 9



3º Páreo às 16:10 - 1.200(Areia)

R$ 1.750,00 - Exata/Dupla/Trifeta/Quadrifeta



1 Dança do Sol............... T.J.Pereira................... 56.... 1

2 Flor Purpura................ C.Macedo.................... 56.... 2

3 Hiper Genial................ L.G.Acosta................... 56.... 3

4 Mística Alada............... E.Lima......................... 56.... 4

5 Two Sweet................. E.S.Teixeira................. 56.... 5

6 Invernada Grande......... C.Machado.................. 56.... 6

7 Savidad...................... R.Arias........................ 56.... 7

8 Indiana do Ipê.............. Y.Toebe (ap.3)............. 56.... 8

9 Big Inalcançável........... L.Conceicao................. 56.... 9



4º Páreo às 16:40 - 1.400(Areia)

R$ 1.450,00 - Exata/Dupla/Trifeta/Quadrifeta



1 Rua do Ouvidor........... R.Arias........................ 56.... 1

2 Gallon........................ L.G.Acosta................... 57.... 2

3 O Alpinista.................. L.Conceicao................. 55.... 3

4 Rápido e Certeiro.......... E.S.Teixeira................. 58.... 4

5 Sorte Forte (P1).......... C.D.Carvalho................ 58.... 5

6 Blessed Nugget............ C.A.Vigil..................... 58.... 6

7 Tragueado (P1)........... A.Nascimento (ap.4)..... 58.... 7

8 Heap.......................... M.B.Costa................... 57.... 8

9 Turumbamba............... R.C.Borges.................. 58.... 9

10 Xiquenourtimo............. H.F.Santos.................. 57.. 10



5º Páreo às 17:05 - 1.200(Areia)

R$ 1.750,00 - Exata/Dupla/Trifeta/Quadrifeta



1 Bobby........................ V.Leal......................... 56.... 1

2 Valemount (P1)........... T.J.Pereira................... 56.... 2

3 Nova Força................. E.S.Teixeira................. 56.... 3

4 Signore Omaggio......... L.Conceicao................. 56.... 4

5 Taylor Greg................. R.Arias........................ 56.... 5

6 Sir Dubai.................... R.C.Borges.................. 56.... 6

7 Valmayor.................... L.G.Acosta................... 56.... 7

8 Mr.Vencedor............... A.Santana.................... 56.... 8

9 The Falcon.................. C.Machado.................. 56.... 9

10 Ninja do Sul................ C.A.Vigil..................... 56.. 10

11 Atrevido (P1).............. H.F.Santos.................. 56.. 11



6º Páreo às 17:30 - 1.200(Grama)

R$ 2.600,00 - Exata/Dupla/Trifeta/Quadrifeta

CLÁSSICO PRESIDENTE FRANCISCO DALL’IGNA

1 Universal Gipsy........... R.C.Borges.................. 60.... 1

2 Uniboy Di Job............. T.J.Pereira................... 60.... 2

3 Double Punk................ L.Conceicao................. 60.... 3

4 El Crispi...................... E.S.Teixeira................. 60.... 4

5 Viola de Prata.............. V.Leal......................... 53.... 5

6 Dalloz......................... H.F.Santos.................. 60.... 6

7 Quatro-Cantos............. M.B.Costa................... 60.... 7



7º Páreo às 17:55 - 1.400(Areia)

R$ 1.450,00 - Exata/Dupla/Trifeta/Quadrifeta



1 Urbano da Faxina (P1). C.Machado.................. 54.... 1

2 Overjoy...................... C.Macedo.................... 53.... 2

3 Gallardo (P2).............. C.D.Carvalho................ 58.... 3

4 Stalingrado (P1).......... E.Lima......................... 54.... 4

5 Fumando Espero.......... L.Gouvea..................... 56.... 5

6 Best Rapper................. R.Arias........................ 57.... 6

7 Rio D’Ouro.................. A.Nascimento (ap.4)..... 54.... 7

8 Belo do Sul................. H.de Marco.................. 57.... 8

9 Opportunity Knocks...... E.S.Teixeira................. 57.... 9

10 Cuari Bravo Junior....... C.A.Vigil..................... 56.. 10

11 Xeque Xeque (P2)....... M.B.Souza (ap.4)......... 58.. 11



8º Páreo às 18:30 - 1.400(Areia)

R$ 1.450,00 - Exata/Dupla/Trifeta/Quadrifeta

PÁREO ESPECIAL 70 ANOS DO PETRÓPOLE TÊNIS CLUBE

1 Dom Axe.................... V.Leal......................... 57.... 1

2 Up There.................... C.A.Vigil..................... 57.... 2

3 Axio........................... A.Nascimento (ap.4)..... 57.... 3

4 Dois Esquerdos............ W.P.Silva (ap.3)........... 58.... 4

5 Susumo...................... H.F.Santos.................. 58.... 5

6 Big Hardy................... L.G.Acosta................... 57.... 6

7 Super Boat.................. T.J.Pereira................... 58.... 7

8 Escaler........................ Y.Toebe (ap.3)............. 57.... 8

9 Quinteros Mann........... R.Arias........................ 57.... 9

10 Ton Lua...................... L.Conceicao................. 58.. 10

11 Efêndi do Sissi............. C.D.Carvalho................ 57.. 11



9º Páreo às 19:00 - 1.500(Grama)

R$ 2.600,00 - Exata/Dupla/Trifeta/Quadrifeta

CLÁSSICO PRESIDENTE GETÚLIO VARGAS

1 Canta Pra Mim............. L.Conceicao................. 60.... 1

2 Early Action................ M.B.Costa................... 60.... 2

3 Noite Sulina................ V.Leal......................... 53.... 3

4 Cédula Verde............... E.S.Teixeira................. 60.... 4

5 All Or Nothing............. C.A.Vigil..................... 60.... 5

6 Conta Corrente............. R.Araujo...................... 60.... 6

7 Las Guitarras............... L.Gouvea..................... 60.... 7

8 Eu Te Amo.................. C.Machado.................. 60.... 8



10º Páreo às 19:30 - 1.609(Areia)

R$ 2.600,00 - Exata/Dupla/Trifeta/Quadrifeta

CLÁSSICO PRESIDENTE OSCAR CANTEIRO

1 Bagual Missioneiro....... L.G.Acosta................... 60.... 1

2 Van Delden................. C.A.Vigil..................... 60.... 2

3 Olympic Gatsby........... R.C.Borges.................. 60.... 3

4 Ptgualicho................... E.S.Teixeira................. 60.... 4

5 Gold Seal.................... I.Santana..................... 53.... 5

6 Net Boy...................... V.Leal......................... 53.... 6

7 Conde Vic................... M.B.Costa................... 60.... 7

8 Big Halo..................... L.Conceicao................. 60.... 8

9 Vielki.......................... V.Ferreira..................... 60.... 9



11º Páreo às 20:00 - 2.200(Areia)

R$ 10.000,00 - Exata/Dupla/Trifeta/Quadrifeta

GRANDE PRÊMIO PROTETORA DO TURFE - GRUPO III

1 Príncipe dos Mares....... R.Arias........................ 59.... 1

2 Ask Me Not................. I.Santana ................. 59.... 2

3 Cântatus..................... A.M.Souza.................. 59.... 3

4 Good Feeling............... C.Machado.................. 59.... 4

5 Boy Cott..................... C.A.Vigil..................... 59.... 5

6 Don Macanudo............ L.G.Acosta................... 59.... 6

7 Grecco Sim................. M.B.Costa................... 59.... 7

8 Coisa de Louco............ H.F.Santos.................. 59.... 8

9 Campo D’Una.............. V.Leal......................... 53.... 9

10 Boa Praça.................... E.S.Teixeira................. 59.. 10

11 Piet The Pot................ L.Conceicao................. 59.. 11



Saúde Equina, por Tony Gusso

EPISTAXE

Hoje abordaremos mais um tema referente ao sistema respiratório, a EPISTAXE, que é a perda de sangue pelas narinas.

A epistaxe, hemorragia nasal ou rinorragia pode ser uni ou bilateral. Ocorre pela rica vascularização desta mucosa, se dividindo em anterior e posterior simplesmente para facilitar a localização anatômica deste sangramento.

A epistaxe anterior se restringe a porção final do trato respiratório, ou seja, a mais próxima ao exterior da narina e posterior, que tem sua localização na porção mais interna deste sistema como a laringe, faringe e pulmão.

Como causa deste sangramento podemos ter os traumas diretos sobra a narina e a cavidade nasal, as fraturas dos ossos nasais, feridas na mucosa nasal, processos alérgicos, infecções bacterianas e virais, ambientes muito secos e até mesmo uma simples fragilidade vascular da mucosa nasal assim como a que acontece nos humanos.

Nos casos mais graves o sangramento pode ter origem nas bolsas guturais, lesões na faringe, doenças respiratórias graves como as broncopneumonias e hemorragias pulmonares causadas por exercício.

Em todos os casos o animal apresentará algum nível de dificuldade respiratória, desconforto, podendo haver auscultação patológica das vias aéreas, bem como apatia, diminuição do apetite e os sinais clínicos do quadro infeccioso quando este for a causa do sangramento (Infecções).

Depois de diagnosticado o sangramento o próximo passo será cessa-lo, seja por compressão, gelo ou ducha na cabeça e região nasal, termo cauterização, eletro cauterização ou com o uso de medicamentos sistêmicos e locais através de sondagem.

O exame endoscópico é a melhor forma de se identificar e localizar o sangramento. Os exames ultra sonográficos pulmonares e os exames laboratoriais poderão ser usados também no auxilio para diagnosticar a causa e identificar os quadros secundários.

Consulte sempre o médico veterinário e faça um bom trabalho na prevenção das doenças.

Dr. Tony Gusso - tonygusso@terra.com.br
Médico Veterinário Especialista em Clínica e Cirurgia de Equinos


Imponente Purse representa o Brasil na Cathay Pacific Hong Kong Vase

O cavalo brasileiro Imponente Purse, criação de Ulisses Carneiro e propriedade da Coudelaria Jéssica, aos cuidados de A. C. Ávila na Califórnia, vindo de vitória em Grupo II, derrotado por diferença mínima no Del Mar Handicap após um percurso infeliz, acaba de ser convidado para alinhar na importante prova de Grupo I do calendário mundial, com bolsa de 2 milhões de dólares na distância de 2.400 metros na pista de grama do hipódromo de Sha Tin, que será realizada no dia 14 de dezembro em Hong Kong.

por Rodrigo Pereira

Sócio turfista do JCB contrata pesquisa do IBOPE para diagnóstico do Turfe no Rio de Janeiro

Sócio turfista do JCB contrata pesquisa do IBOPE para diagnóstico do Turfe no Rio de Janeiro. Um passo importante para o futuro.

Motivados pelo excepcional resultado obtido pela The Jockey Club entidade que preside o turfe nos EUA, fundada em 1894, e que nos últimos 11 anos (2000-2010) analisou 600.000 páreos, entrevistando cerca de 3.000 pessoas, entre proprietários, turfistas, amantes do esporte, autoridades e acionistas de hipódromos, cujo resultado foi apresentado na conferência: "2011 Round Table Conference on Matters Pertaining to Racing", estamos contratando junto ao IBOPE uma ampla e abrangente pesquisa sobre o turfe no Rio de Janeiro, a maior já realizada sobre a área hípica em território nacional.

Os problemas que afligem os EUA são muito próximos aos nossos: decréscimo na criação de cavalos; falta de novos proprietários; falta de interesse nas apostas; péssima formatação do Simulcasting (por incrível que pareça), danos de imagem; concorrência com outros esportes; má utilização da Internet; instalações arcaicas ou precárias; falta de estrutura, e por aí vai. Lembramos que algumas ações levadas a efeito ainda no decorrer do trabalho, já obtiveram êxito, quando o turfe norte-americano pôde dobrar o universo de apostadores pelos canais a cabo.

Um resumo do que foi feito na América, que teve por objetivo saber: "Como manter o crescimento sustentável da indústria das corridas e da criação de cavalos nos EUA" será publicado a qualquer momento pelo Raia Leve.

Visando contribuir para o futuro das corridas de cavalo no Hipódromo da Gávea, tão logo tenhamos uma radiografia nítida das fraturas que se localizam no corpo do turfe no Rio de Janeiro, buscaremos formar um grupo de trabalho, (que teria acesso ao já elaborado “Projeto Turfe Forte”, excelente trabalho de diagnóstico do turfe a nível nacional, realizado por uma conceituadíssima empresa de consultoria, e que infelizmente os dirigentes dos Jockeys Clubs não deram o menor valor) com a finalidade de produzir um elenco de alternativas baseado no resultado dessa gama importante de entrevistas.

Nove meses separam o dia de hoje das próximas eleições, quando o JCB poderá acordar de um sono profundo, coincidentemente o mesmo período em que uma mãe consegue gerar e dar a luz a uma criança. Embora, infelizmente, não tenhamos o tempo que teve o: The Jockey Club, o nosso pensamento é tentar neste curto espaço de tempo, conceber um documento que possa servir de norte ao próximo presidente do clube, que terá como missão fundamental reconduzir o turfe em direção ao futuro.

Luiz Fernando Dannemann

Em nome de um grupo de criadores e proprietários de cavalo de corrida, com a participação direta da Associação Carioca de Proprietários do Cavalo Puro-Sangue Inglês – ACPCPSI.

Sócio turfista do JCB contrata pesquisa do IBOPE para diagnóstico do Turfe no Rio de Janeiro

Motivados pelo excepcional resultado obtido pela The Jockey Club entidade que preside o turfe nos EUA, fundada em 1894, e que nos últimos 11 anos (2000-2010) analisou 600.000 páreos, entrevistando cerca de 3.000 pessoas, entre proprietários, turfistas, amantes do esporte, autoridades e acionistas de hipódromos, cujo resultado foi apresentado na conferência: "2011 Round Table Conference on Matters Pertaining to Racing", estamos contratando junto ao IBOPE uma ampla e abrangente pesquisa sobre o turfe no Rio de Janeiro, a maior já realizada sobre a área hípica em território nacional.

Os problemas que afligem os EUA são muito próximos aos nossos: decréscimo na criação de cavalos; falta de novos proprietários; falta de interesse nas apostas; péssima formatação do Simulcasting (por incrível que pareça), danos de imagem; concorrência com outros esportes; má utilização da Internet; instalações arcaicas ou precárias; falta de estrutura, e por aí vai. Lembramos que algumas ações levadas a efeito ainda no decorrer do trabalho, já obtiveram êxito, quando o turfe norte-americano pôde dobrar o universo de apostadores pelos canais a cabo.

Um resumo do que foi feito na América, que teve por objetivo saber: "Como manter o crescimento sustentável da indústria das corridas e da criação de cavalos nos EUA" será publicado a qualquer momento pelo Raia Leve.

Visando contribuir para o futuro das corridas de cavalo no Hipódromo da Gávea, tão logo tenhamos uma radiografia nítida das fraturas que se localizam no corpo do turfe no Rio de Janeiro, buscaremos formar um grupo de trabalho, (que teria acesso ao já elaborado “Projeto Turfe Forte”, excelente trabalho de diagnóstico do turfe a nível nacional, realizado por uma conceituadíssima empresa de consultoria, e que infelizmente os dirigentes dos Jockeys Clubs não deram o menor valor) com a finalidade de produzir um elenco de alternativas baseado no resultado dessa gama importante de entrevistas.

Nove meses separam o dia de hoje das próximas eleições, quando o JCB poderá acordar de um sono profundo, coincidentemente o mesmo período em que uma mãe consegue gerar e dar a luz a uma criança. Embora, infelizmente, não tenhamos o tempo que teve o: The Jockey Club, o nosso pensamento é tentar neste curto espaço de tempo, conceber um documento que possa servir de norte ao próximo presidente do clube, que terá como missão fundamental reconduzir o turfe em direção ao futuro.

Luiz Fernando Dannemann

Em nome de um grupo de criadores e proprietários de cavalo de corrida, com a participação direta da Associação Carioca de Proprietários do Cavalo Puro-Sangue Inglês – ACPCPSI.

Cristal comentários e indicaçõe para esta quinta

1º Pé de Vento e Grande Crack se destacam dos demais e entre eles deve sair o ganhador. Sampa City traz boa ficha do centro do País e se vencer não será surpresa. Jovi Joy e Consumidor são azares viáveis.

PÉDE VENTO – GRANDE CRACK (1-7) SAMPA CITY – JOVI JOY

2º Garnet e Desejada Tiger aparentemente devem decidir a parada por aqui. Hoot vem de boa atuação e pode desbancar as favoritas. Depois, Sociedade Anonima e Grécia Azul.

GARNET – DESEJADA TIGER (4-8) – HOOT – SOCIEDADE ANONIMA



3º Pedra Filosofal atravessa bom momento e conta com boas chances de vitória. Bright Princess foi apostada na estreia e merece respeito. Samba da Bahia esta em evolução e se vencer não será surpresa. Linda Vigilante esta sempre no placar e também pode almejar a vitória. Olho vivo em Fastest Forever, Htinha e Aproximação.

PEDRA FILOSOFAL – BRIGHT PRINCESS (8-7) – SAMBA DA BAHIA – LINDA VIGILANTE

4º Entre as já corridas, acreditamos que Sereia de Itapuã seja a que conta com mais possibilidades de vitória. Eu Sozinha e Sweet Lhoy começam em páreo camarada e devem ser encaradas como inimigas. Tarde do Sol é bom nome para as trifetas. Foca Negra vem de boa atuação e pode chegar bem colocada.

SEREIA DE ITAPUÃ – EU SOZINHA (1-5) – SWEET LHOY – TARDE DO SOL

5º Uragano Danz pegou boa baliza e pode fazer um laço a laço. Guarda esta maduro na turma e surge como forte rival. Bird Winner vem de vitória convincente e inspira cuidados. Hinojo agora livre das emoções da estreia é uma boa alternativa aos que procuram pule alta. Olho vivo em Gallardo que no interior é um “leão”, e com Overjoy que vai muito aliviado no lombo.

URAGANO DANZ – GUARDA (1-3) – BIRD WINNER - HINOJO

6º Catirina anda tinindo e deverá lutar pela vitória. Recurso Natural traz boa ficha na bagagem e surge como forte inimiga. Gata Pelosa parou para reparos e retorna em condições de lutar pela vitória. Muito cuidado com Lourencina que levou uma corrida.

CATIRINA – RECURSO NATURAL (4-2) GATA PELOSA - LOURENCINA

7º Turumbamba, confirmando as últimas, é meio gol. Nicholson tem atuado em bom nível e surge como principal adversário do favorito. Parade Storm ,mesmo tendo preferência pelo gramado, merece respeito. Muita atenção com Top Twister e Gallon que podem surpreender os favoritos. Strike’s Back tentou cartada difícil e agora pode chegar bem colocado.

TURUMBAMBA – NICHOLSON (2-5) – PARADE STORM – TOP TWISTER

8º Mestre Curinga depende apenas de boa partida para vencer. Lion Light retorna bem preparado e pode levar seu número ao topo do placar. Dell’arca no final sempre comparece e pode vencer sem susto algum. Muita atenção com Gato Azul que retorna bem movido.

MESTRE CURINGA – LION LIGHT (2-7) – DELL'ARCA – GATO AZUL

9º O Alpinista é confirmador e certamente estará entre os primeiros. Senhor Chile tem categoria para alcançar a vitória. Selo Brigão é outro que entra em pista com chance avultada de vitória. Dois Esquerdos, Super Boat e Doctor’s Brooklin são boas opções aos azaristas.

O ALPINISTA – SENHOR CHILE (1-4) – SELO BRIGÃO – DOIS ESQUERDOS

10º Coronel Gastão larga pelo caminho mais curto e pode parar só depois do espelho. Taylor Greg tem atuado com regularidade e merece atenção especial. Relincho Famoso ainda não confirmou seus bons exercícios e sua parceria mais uma vez esta confiante em sua vitória. Cuidado com Tempest Black, Lost Soldier e Mr. Vencedor.

CORONEL GASTÃO – TAYLOR GREG (1-7) – RELINCHO FAMOSO – TEMPEST BLACK

Cristal, programa para hoje


1º Páreo às 15:00 - 1.400(Areia)

R$ 1.350,00 - Exata/Dupla/Trifeta/Quadrifeta

Páreo de CLAIMING CATEGORIA “F” (R$ 3.000,00)



1 Pé de Vento................ C.Macedo.................... 56.... 1

2 Virgilio Danz............... L.G.Acosta................... 56.... 2

3 Sampa City................. L.Conceicao................. 56.... 3

4 Consumidor................. H.de Marco.................. 56.... 4

5 Jovi Joy..................... L.Gouvea..................... 56.... 5

6 Serrano Brilhante.......... A.Nascimento (ap.4)..... 56.... 6

7 Grande Crack............... C.D.Carvalho................ 58.... 7





2º Páreo às 15:40 - 1.200(Areia)

R$ 1.450,00 - Exata/Dupla/Trifeta/Quadrifeta



1 Astros e Estrelas (P1).. L.Ramos...................... 57.... 1

2 Hoot.......................... H.F.Santos.................. 57.... 2

3 Grécia Azul................. E.S.Teixeira................. 57.... 3

4 Garnet........................ L.G.Acosta................... 57.... 4

5 Spiletta....................... Y.Toebe (ap.3)............. 57.... 5

6 Domaine Du Sud (P1).. R.Araujo...................... 57.... 6

7 Sociedade Anonima...... A.Nascimento (ap.4)..... 57.... 7

8 Desejada Tiger............. F.Oliveira..................... 57.... 8





3º Páreo às 16:10 - 1.200(Areia)

R$ 1.450,00 - Exata/Dupla/Trifeta/Quadrifeta



1 Htinha........................ L.Conceicao................. 57.... 1

2 Aproximação............... H.de Marco.................. 54.... 2

3 Fastest Forever (P1).... M.B.Costa................... 57.... 3

4 Carta Nueva (P1)......... R.Araujo...................... 57.... 4

5 Linda Vigilante............. A.Nascimento (ap.4)..... 57.... 5

6 Samba da Bahia........... C.D.Carvalho................ 57.... 6

7 Bright Princess............. C.Machado.................. 54.... 7

8 Pedra Filosofal............. R.Arias........................ 58.... 8





4º Páreo às 16:40 - 1.200(Grama)

R$ 1.750,00 - Exata/Dupla/Trifeta/Quadrifeta



1 Sereia de Itapuã........... C.Machado.................. 56.... 1

2 Ih Cacilda.................... H.F.Santos.................. 56.... 2

3 Foca Negra.................. R.Araujo...................... 56.... 3

4 Opera Tana................. R.C.Borges.................. 56.... 4

5 Eu Sozinha.................. L.Conceicao................. 56.... 5

6 Tarde do Sol............... L.G.Acosta................... 56.... 6

7 Historiadeamor............. M.B.Costa................... 56.... 7

8 Sweet Lhoy................. E.S.Teixeira................. 56.... 8





5º Páreo às 17:05 - 1.200(Areia)

R$ 1.450,00 - Exata/Dupla/Trifeta/Quadrifeta



1 Uragano Danz.............. R.Araujo...................... 58.... 1

2 Hinojo........................ W.P.Silva (ap.3)........... 57.... 2

3 Guarda....................... Y.Toebe (ap.3)............. 58.... 3

4 Queligeira.................... R.Arias........................ 56.... 4

5 Overjoy...................... M.B.Souza (ap.4)......... 50.... 5

6 Gallardo...................... C.D.Carvalho................ 58.... 6

7 Individuo.................... E.Lima......................... 57.... 7

8 Bird Winner................. L.Gouvea..................... 58.... 8





6º Páreo às 17:30 - 1.200(Areia)

R$ 1.450,00 - Exata/Dupla/Trifeta/Quadrifeta



1 Dearest Nativity........... M.B.Souza (ap.4)......... 58.... 1

2 Recurso Natural........... C.Machado.................. 54.... 2

3 Lanaudíère (P1)........... L.Ramos...................... 58.... 3

4 Catirina....................... R.Araujo...................... 58.... 4

5 Gata Pelosa................. M.B.Costa................... 57.... 5

6 Vila de Noel (P1)......... E.S.Teixeira................. 57.... 6

7 Lourencina.................. H.F.Santos.................. 58.... 7





7º Páreo às 17:55 - 1.200(Areia)

R$ 1.450,00 - Exata/Dupla/Trifeta/Quadrifeta



1 Top Twister................ L.Conceicao................. 57.... 1

2 Turumbamba............... T.Silva........................ 58.... 2

3 Gallon........................ L.G.Acosta................... 57.... 3

4 Selo Extra................... M.Boeira...................... 58.... 4

5 Nicholson................... R.C.Borges.................. 58.... 5

6 Desert Tiger................ E.S.Teixeira................. 58.... 6

7 Parade Storm............... R.Arias........................ 58.... 7

8 Strike’s Back............... C.Macedo.................... 57.... 8





8º Páreo às 18:30 - 1.200(Areia)

R$ 1.450,00 - Exata/Dupla/Trifeta/Quadrifeta



1 Stalingrado.................. E.Lima......................... 54.... 1

2 Mestre Curinga............ L.Gouvea..................... 57.... 2

3 Xeque Xeque............... M.B.Souza (ap.4)......... 58.... 3

4 Deu Certo................... C.Macedo.................... 58.... 4

5 Dell’Arca..................... L.Conceicao................. 55.... 5

6 All Much..................... A.Nascimento (ap.4)..... 58.... 6

7 Lion Light.................... R.Arias........................ 57.... 7

8 Gato Azul................... M.B.Costa................... 57.... 8





9º Páreo às 18:55 - 1.200(Areia)

R$ 1.450,00 - Exata/Dupla/Trifeta/Quadrifeta



1 O Alpinista.................. L.Conceicao................. 58.... 1

2 Selo Brigão................. M.B.Costa................... 57.... 2

3 Super Boat.................. A.Nascimento (ap.4)..... 58.... 3

4 Senhor Chile................ E.S.Teixeira................. 57.... 4

5 Doctor’s Brooklin......... T.Silva........................ 58.... 5

6 Ecologico.................... E.Lima......................... 57.... 6

7 Olympic Feltran............ H.F.Santos.................. 58.... 7

8 Axio........................... C.D.Carvalho................ 57.... 8

9 Dois Esquerdos............ R.Arias........................ 58.... 9





10º Páreo às 19:25 - 1.200(Grama)

R$ 1.750,00 - Exata/Dupla/Trifeta/Quadrifeta



1 Coronel Gastão............ C.Machado.................. 56.... 1

2 Lost Soldier................. E.Lima......................... 56.... 2

3 Relincho Famoso.......... L.Gouvea..................... 56.... 3

4 El Ayrton.................... R.Araujo...................... 56.... 4

5 Silver Arrow................ Y.Toebe (ap.3)............. 56.... 5

6 Los Gemelos................ C.D.Carvalho................ 56.... 6

7 Taylor Greg................. R.Arias........................ 56.... 7

8 Tempest Black............. C.Macedo.................... 56.... 8

9 Mr.Vencedor............... E.S.Teixeira................. 56.... 9





quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Luccica Fortuna e Fading Wave se enfrentarão em Cidade Jardim

Luccica Fortuna e Fading Wave se enfrentarão em Cidade Jardim –

As duas qualificadas potrancas, Luccica Fortuna e Fading Wave, pertencentes aos Stud Avanti Tricolori e ao Haras Cima, respectivamente, e que são treinadas no Tarumã, se enfrentarão no próximo dia 17 de Setembro, em Cidade Jardim. Será na Prova Especial Jembélia, em 1.400 metros na grama, para éguas de 3 e mais anos.

Indomito está de volta ao Tarumã

Indomito está de volta ao Tarumã

Indomito está de volta ao Tarumã – Na semana retrasada o castanho Indomito, do Stud Mandrake, múltiplo ganhador clássico em Cidade Jardim, voltou para as cocheiras de Ivo Oliveira, no Tarumã. O filho de Red Runner estava descansando num haras argentino, após ter realizado algumas apresentações no país vizinho. A informação vem do supervisor da coudelaria, Omar Najar.