Jeane Alves

Jeane Alves
Vitória de G 1 com Equitana

terça-feira, 29 de março de 2011

Tablada, resultados do ultimo domigo, 27/03


Cerberus Che com J. Barreto vencedor do quarto páreo do ultimo domingo em Tablada
1º Páreo 1.100 metros

1º - Bullseye - M. Barreto
2º - Craque de Frontin - H. Demarco
3º - Heap - J. Barreto (4)
4º - Uloveme - T. Silva
5º - Netuno - G. Ferreira
6º - Giant Winner - D. R. Freitas

2º Páreo 1.400 metros

1º - Real Estate - J. V. Rodrigues
2º - Quadriveloz - M. Barreto
3º - Papão - G. Ferreira
4º - Deu Certo - J. Barreto (4)
5º - Nick The Greek - T. Silva
6º - Kygitana - D. R. Freitas

3º Páreo 1.400 metros

1º - Turumbamba - T. Silva
2º - Puglia - J. V. Rodrigues
3º - Desafinado - D. R. Freitas
4º - Scorpion Heights - H. Demarco
5º - Tamborim - M. Barreto
6º - Oakfast - V. Quintana
7º - Que Flete - G. Ferreira
8º - Bushidô - J. Barreto (4)

4º Páreo 600 metros

1º - Cerberus Che - J. Barreto (a)
2º - Funny Enough - V. Quintana
3º - July - D. R. Freitas
4º - Tempranillo - M. Barreto
5º - Rivka - G. Ferreira
6º - Myor Ky Set - T. Silva
7º - Hatta - H. Demarco
8º - Taitani - J. V. Rodrigues

Chamada para os Clássicos do Princesa do Sul


Chamada para os Clássicos do Princesa
Velocidade - 1.200 metros

Quatro-Cantos - 62
Double Punk - 60
King's Joy - 58
Sex Symbol - 57
Uniboy di Job - 57
Buenos Aires - 56
Ladrilheiro - 56
Indecent - 55
Dalloz - 55
Jettie - 54
Sul Brasileiro - 54
Etherna Alada - 54
Fever Again - 54
Apostador - 52
Gran Iberico - 52
Que Flete - 52
Gritona - 50
Turumbamba - 50
Gold Ace - 50
Luzido - 48
Makiko - 48
Mão Branca - 48
Senhor Audaz - 48

Milha - 1.600 metros

Conde Vic - 62
Bushidô - 60
Coisa de Louco - 59
Just Let Me Pass - 58
King's Joy - 58
Sex Symbol - 58
Uking - 57
Oligarca Gaúcho - 56
Sul Brasileiro - 55
Good Feeling - 54
Uniboy di Job - 54
Tamborim - 54
Jettie - 54
Lord Cardinal - 54
Desafinado - 54
Puglia - 52
Oakfast - 52
Real Estate - 52
Oito de Espadas - 52
Homem da Lei - 52
Public School - 50
Quartiere Italiano - 50
Scorpion Heights - 50
Gamão - 50
Reverie - 50
Turumbamba - 50

Grande Prêmio Princesa do Sul - 2.200 metros

Ask Me Not - 62
Don Macanudo - 60
Bushidô - 56
Just Let Me Pass - 56
Urucum - 55
Dimes - 55
Pacato Cidadão - 55
El Athah - 54
New Royale - 53
Fuco - 53
Mestre Céu - 52
Touched - 50
Xeque Arabe - 50
Good Feeling - 50
Uking - 50
Real Estate - 50
Charlie Chan - 48
Faceiro - 48
Riverie - 48


Obs: A não confirmação dos animais que puxam o "Handicap", será acrescido 2 kg em cada cavalo.
Para melhor andamento das provas, a Comissão de Corridas, poderá fazer modificações.
Confirmação: Quinta-feira, dia 31/03/2011, até às 18:00 horas na secretaria do Jockey Club. Fone: 3223-0153
GRANDE PRÊMIO PRINCESA DO SUL 2011
Dia 10 de Abril de 2011 - 2.200 metros


Premiações:

Princesa:
1º - R$ 7.000,00 Inscrição: R$ 300,00
2º - R$ 2.000,00 Volta: R$ 500,00
3º - R$ 1.400,00
4º - R$ 700,00


Milha:
1º - R$ 3.000,00 Inscrição: R$ 200,00
2º - R$ 900,00 Volta: R$ 200,00
3º - R$ 600,00
4º - R$ 300,00


Velocidade:
1º - R$ 3.000,00 Inscrição: R$ 200,00
2º - R$ 900,00 Volta: R$ 200,00

3º - R$ 600,00
4º - R$ 300,00


Observação: A garantia do Prêmio Integral, será com a participação de 10 (dez) animais. Cada animal retirado reduzirá em 20% (vinte por cento) do prêmio com a garantia mínima de:


Princesa: R$ 4.000,00
Milha: R$ 1.500,00
Velocidade: R$ 1.500,00


O pedido de chamada para os Clássicos acima, serão aceitos até o dia 25 de março, pelo telefone (53) 3223-0153 - Secretaria do Jockey Club.

Postado por Jockey Club de Pelotas

Villeron com J Leme vencendo o Grande Prêmio Mário de Azevedo Ribeiro 2011 - Grupo III


Villeron com J Leme vencendo o Grande Prêmio Mário de Azevedo Ribeiro 2011 - Grupo III

Índia, um mosaico chamado Índia - Parte 5

Tanta ciência e tecnologia não ofuscam a Índia das artes milenares. Como uma das civilizações mais antigas do planeta, a Índia é plural, de línguas diversas e de hábitos e modos de vida também diferentes. Por tudo isso, a arte não poderia se apresentar como uma grande unidade e sim de diversas cores, formas e significados.

Entre os muitos significados, a arte indiana é pautada também por seus credos, o que coloca a espiritualidade presente nas diversas expressões artísticas, como na arquitetura, na escultura, na pintura, na joalheria, na cerâmica, nos metais e nos tecidos, revelando diversos traços dessa sociedade.

Essa cultura estendeu-se por todo o Oriente, com a difusão, principalmente, do hinduísmo, e exerceu uma grande influência da arte indiana sobre outros países como a China, o Japão e a Tailândia.

Do hinduísmo, por exemplo, têm-se as divindades, com seus muitos braços, cada um deles carregando objetos ou armas. Eles indicam as direções, a maioria representa os quatro pontos cardeais: norte, sul, leste e oeste.

Entre as esculturas, a lamparina, chamada de deepak, tem muita importância como símbolo. Tradicionalmente feita em cerâmica, representa o corpo humano porque para o entendimento de algumas religiões, assim como o barro, todos viemos da terra. Já o óleo que é queimado nela é um símbolo do poder da vida.

Na arquitetura, a primeira mostra indiana foi inovadora, com construções milenares de edifícios de tijolos, ao tempo que se levantavam estruturas de madeira. Embora estas últimas tenham desaparecido ao longo dos séculos, foram imitadas por construções de pedra que ainda estão de pé. São exemplos também, as stupas - pequenos templos para guardar as relíquias dedicadas a Buda - e os chaityas - templos rupestres -, entre os quais destacam-se a Grande Stupa de Sanchi, o Chaitya de Karli, do início do século II.

A partir do século V, a marca da arquitetura indiana, que aparecem talhados nas rochas, formam as sanefas. Os exemplos mais importantes estão na colina de Parasnath, em Bihar; no monte Abut, em Abu Rajasthan; e em Strunjaya, em Gujarat.

A influência islâmica na Índia vem desde o século XIII até os nossos dias. A ela pertencem o famoso mausoléu de Gol Gundadh, de 1660, em Bijapur a torre Qutb Minar, do século XII. Na fase mongol do estilo indo-islâmico, entre os séculos XVI e XVIII, eram utilizados materiais luxuosos, como o mármore. Um exemplo desse estilo é o mausoléu do Taj Mahal, em Agra, uma das maravilhas do mundo.

Os murais das cavernas de Ajanta estão em destaque entre as pinturas indianas. É destaque também a cova de Jogimara, em Orissa, que pertencem a dois períodos: ao século I a.C. e à época medieval. A fase clássica conserva-se um Kalpa Sutra - manual de liturgia religiosa - do ano 1237, ilustrado em folha de palma. A pintura, de maneira geral, era de imagens religiosas, feitas no interior dos templos. Algumas eram em miniatura. Influenciadas pelas técnicas persas, são especialmente famosas as do século XVII e XVIII, com suas cores e detalhes mínimos. Cabe lembrar que, com o declínio do Império Mogol, os ingleses se tornaram a força dominante entre as nações européias que passaram a estar presentes na Índia, influenciando inclusive, em suas expressões artísticas.

Eis um mosaico da Índia, enfim.

por Bianca Encarnação

Tiago deu show em Taipa



Tiago faz a festa também em Macau !
Das 8 provas disputadas no ultimo sábado em Taipa, 5 foram vencidas por jóqueis brasileiros.

Tiago Josué Pereira, com 3 êxitos - 2º páreo, com Victory In Sight, 4º, com Ka Wo Fortune e 8º, com At First Glance - foi o grande destaque. Vale lembrar que há exatamente um ano, TJ obtinha, com Glória de Campeão na Dubai World Cup, a maior vitória de um animal criado no Brasil.

Manoel Nunes levantou o páreo de abertura com Trackmaster e Fausto Durso colocou o carimbo verde amarelo no 3º, com Gruenfeld.

Em busca do pentacampeonato, Nunes lidera, com 63 vitórias, a estatística da temporada 2011/2011 ; Durso ocupa a 2ª posição com 31 e TJ é o 6º, com 14.

por Jair Balla

Zardana encerra campanha


Zardana, motivo de orgulho para a criação brasileira !

Em razão de uma contusão de boleto, está encerrada nas pistas a campanha da égua brasileira Zardana, 6 anos, filha de Crimson Tide e Dear Filly (Southern Halo), crioula do Haras Campestre,que agora será enviada para Kentucky, onde servirá na reprodução ; ainda não é conhecido o nome do reprodutor de sua 1ª cobertura.

Em carreira, Zardana brilhou tanto em pistas brasileiras - saiu daqui invicta em 3 atuações, com destaque para o Clássico Luiz Alves de Almeida, defendo a farda do Haras Arroio Butiá - quanto nos EUA - onde obteve 5 vitórias, com destaque para o Osunitas Handicap, o Bayakoa Handicap (gr.II),o Swingtime Stakes e o New Orleans Ladies Stakes, quando derrotou a Super Poderosa Rachel Alexandra, defendendo as sedas de Arnold Zetcher LLC. - totalizando 8 vitórias em 24 exibições e US$ 512,276 em prêmios. Em sua derradeira exibição, em fevereiro, Zardana perdeu para Vision in Gold, de pescoço, no Santa Maria Stakes (gr.II).

Missão mais do que bem cumprida desta criança que corria muito !

por Jair Balla colaborou Priscila Beloch

Chá Inglês com muita luta venceu o Clássico Presidente Waldyr Prudente de Toledo


Em excelente condução de Francisco Leandro, Chá Ingles do Eternamente Rio conquistou
sua sexta e linda vitória no Clássico Presidente Waldyr Prudente de Toledo corrido neste ultimo domingo em Cidade Jardim.
Chá Inglês é um 3 anos, filho de Put It Back em Hortencia, criação do Stud Eternamente Rio e seu preparo é de responsabilidade do Campeão Luís Esteves.
O Tempo para os 1000 metros ,Grama Leve, foi muito bom 54.78.

João Eduardo Ferreira de Carvalho,O grande campeão do Grande Prêmio Internacional do Rio de Janeiro


O grande campeão do Grande Prêmio Internacional do Rio de Janeiro, João Eduardo Ferreira de Carvalho, montando Tiara W ML, com dois percursos limpos

Fogonaroupa levanta o Grande Prêmio Paraná 2006


Fogonaroupa com Altair Domingos levanta o Grande Prêmio Paraná 2006

Racismo, Estudante baiano acusa PMs de racismo e abandona cidade do RS


Estudante baiano acusa PMs de racismo e abandona cidade do RS

O baiano Helder Santos, 25 anos, estudante de História, foi obrigado a abandonar o curso no 3º semestre e deixar a cidade de Jaguarão, no Rio Grande do Sul, depois de sofrer ameaças de morte. Segundo uma denúncia feita por ele, policiais da Brigada Militar (BM) enviaram uma carta dizendo que ele corria risco de vida. Helder também disse que foi vítima de racismo e agressão por parte dos policiais.

O estudante, oriundo de Feira de Santana (a 109 km de Salvador), denunciou os policiais na corregedoria da Polícia Civil e em uma emissora de rádio local, afirmando ter sido agredido no ombro e barriga, além de ser chamado de "negro vagabundo" quando tentou defender um amigo durante uma abordagem policial. Helder foi detido por desacato.

O estudante pretende voltar à Bahia na próxima semana para tentar transferência para outra universidade. A Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) investiga o caso, que também é acompanhado pela Promotoria de Direitos Humanos do Ministério Público (MP) do Rio Grande do Sul.

"Chaga do racismo"
O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado, Paulo Paim (PT-RS), disse que o caso de Helder Santos é "um exemplo da persistência da chaga do racismo". O comentário foi feito durante a audiência que marcou os oito anos de criação da Seppir, junto à Presidência da República, e também debater o Estatuto da Igualdade Racial.

Paim disse que as autoridades policiais de Jaguarão informavam que estavam investigando as agressões e pediam para o jovem "esperar". Em tom crítico, o senador afirmou que essa palavra aparece com frequência na vida dos discriminados, principalmente da população negra.

Crime, Marinha ordenou a morte de Militantes no Araguai em 1972

Documentos escritos pelo Comando da Marinha revelam que havia a determinação prévia de matar os integrantes da Guerrilha do Araguaia, e não apenas derrotar o maior foco da luta armada contra a ditadura militar.

Os papéis, de setembro de 1972, relatam a preparação da Operação Papagaio, uma das principais ofensivas das Forças Armadas contra o grupo criado pelo PC do B entre Pará, Maranhão e a região norte de Goiás, que hoje é o Estado do Tocantins.

A documentação a que a Folha teve acesso faz parte do acervo da Câmara dos Deputados. Era confidencial até 2010, mas foi liberado para consulta pública.

"A FFE [Força dos Fuzileiros da Esquadra] empenhará um grupamento operativo na região entre Marabá e Araguaína para, em ação conjunta com as demais forças amigas, eliminar os terroristas que atuam naquela região", afirmam duas "diretivas de planejamento".

Uma delas é assinada por Edmundo Drummond Bittencourt, comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais. A outra foi escrita pelo contra-almirante Paulo Gonçalves Paiva. Nas duas, a ordem de "eliminar" os guerrilheiros surge no item "conceito das operações".

Os textos também dizem que seriam feitas ações para "impedir os terroristas que atuam na margem daquele rio de transporem-no para a margem leste, eliminando-os ou aprisionando-os".

A oposição entre "eliminar" e "aprisionar" confirma que o primeiro se refere à morte dos militantes, disse o historiador Jean Rodrigues Sales, autor de "A Luta Armada Contra a Ditadura Militar" (ed. Perseu Abramo).

"No episódio de repressão à militância armada, a política deliberada de assassinatos jamais foi admitida de forma oficial", disse Sales.

Segundo Criméia Schmidt de Almeida, ex-guerrilheira e estudiosa do conflito, "realmente [ainda] não havia registro disso [determinação prévia para matar]".

Relatório do Exército de 1974, quando quase todos os militantes do PC do B na região haviam sido mortos, fala na "eliminação" das "forças guerrilheiras", mas não de seus integrantes.

Para Taís Morais, coautora com Eumano Silva de "Operação Araguaia" (Geração Editorial), "militar não escreve ordem que não deve ser cumprida".

As "diretivas" corroboram relatos de testemunhas do conflito, segundo as quais, nos anos seguintes, comunistas foram mortos mesmo depois de serem presos.

Em um dos papéis a que a Folha teve acesso, a Marinha fala em oito guerrilheiros mortos "em combate" durante a Operação Papagaio --argumento que sempre foi usado pelas Forças Armadas para justificar mortes de resistentes na região.

Ainda não foi produzida uma narrativa oficial sobre a luta armada durante a ditadura --um dos objetivos da Comissão da Verdade, que o governo quer instituir.

Procurado na terça-feira, o Ministério da Defesa afirmou que, por não ter tempo de encontrar os documentos, não os comentaria.

por MARIA CLARA CABRAL, RANIER BRAGON, JOÃO CARLOS MAGALHÃES, MATHEUS LEITÃO

Alta Vista é Craque


Alta Vista uma filha de Amigoni em Bella Cy, sob tranquila direção de excelente Silvio Generoso, conquistou su terceira vitória no Grande Prêmio Jacutinga corrido no ultimo domingo em Cidade Jardim.
A invicta, 3 apresentações, Alta Vista é uma 2 anos, Criação do Haras Cifra, propriedade do Stud Galope e marcou o bom tempo de 1:23.46 para os 1400 metros da pista de areia de Cidade

segunda-feira, 28 de março de 2011

Madalena, Amigo Gaucho venceu o XV Clássico Mario Ferman


Amigo Gaúcho com F.E.Souza vencedor do XV Clássico Mario Ferman disputado no ultimo domingo na Madalena

Mandjula atropela e vence o Grande Prêmio Euvaldo Lodi


Principal carreira deste domingo de sol no prado carioca, o GP Euvaldo Lodi (G3) marcou a brilhante vitória de Mandjula, do Stud LECCA. Muito bem trazida por Jorge Leme e apresentada tinindo por Cosme Morgado Neto a alazã 4 anos alcançou a quarta vitória em 15 apresentações.

Hasteada a bandeira, a vencedora foi posicionada no meio do pelotão entre a quarta e a quinta posição, assistindo Rubia Street mandar na prova. All In aparecia em segundo, seguida de Desejada Duda, favorita nas apostas, Olympic Confidence. As demais posições ainda estavam indefinidas.

Ao pisarem o tiro direto, Desejada Duda, em rápidos galões, assumiu a frente do pelotão, dando fila de que brigaria muito pela vitória, no entanto, Mandjula iniciou forte atropelada e alcançou a adversária em cima do disco. Desejada Duda ficou com um ótimo segundo lugar, deixando Inchatillon na terceira posição. All In e Rubia Street completaram o placar da prova disputada no sexto páreo da programação.

Mandjula, uma filha de Roi Normand e Sea World foi criada pelo Haras São José e Expedictus. O tempo do páreo foi de 1m35s18 para a milha do gramado macio, com cerca móvel de seis metros.

“Apensar de nos posicionarmos no meio do pelotão, ela vinha muito bem, não dando trabalho. Apenas tomei conta de Desejada Duda, que era a adversária a ser batida, por isso fiquei receoso de não alcançá-la. Felizmente deu tudo certo”, resumiu o bridão J.Leme após a premiação.

por Danielle Franca - Foto: Davi Oliveira

Ask Me Not vencendo o Princesa do Sul 2011


mesmo deslocando 62 kg Ask Me Not um filho de Aracai em Assai Bela foi o campeão do Grande Prêmio Princesa do Sul 2011.

Tarumã com bom número de estreantes para a próxima sexta


ESTREANTES PARA A 522ª REUNIÃO EM 1º/04/2011

1º PÁREO

TRUCULENTO: Macho Castanho, nascido em 21/09/2008, no MS, por Blade Prospector e Meiga Senhorita (Minstrel Glory/USA), criação do Haras Ponta Porã e propriedade do Stud A.M.L.. Tr: L. R. Feltran. Sua mãe obteve colocações em Cidade Jardim. 2º produto. Irmão próprio de: Spandali Ballet (3 vitórias - 2 Cidade Jardim, Tarumã; 2º Prova Especial Duque de Caxias; 3º GP. Pres. José Cerquinho de Assumpção - G2; 4º Clás. Governador do Estado - L). Campanha: Inédito.

EXPRESSO PRATEADO: Macho Tordilho, nascido em 04/09/2008, no PR, por Know Heights (IRE) e Piromancia (Spend A Buck/USA), criação e propriedade do Haras Rio Iguassú. Tr: A. B. Pereira. Sua mãe ganhou 2 corridas na Gávea. 2º produto. Campanha: Inédito.

VENICE LOVE: Fêmea Castanha, nascida em 20/09/2008, no RS, por American Gipsy (USA) e Crazy Love (USA) (Coronado’s Quest/USA), criação e propriedade do Haras Anderson. Tr: A. Menegolo Neto. Sua mãe venceu 3 corridas na Gávea. 1º produto. Campanha: Inédita.

TRICKSTER: Macho Castanho, nascido em 20/08/2008, no MS, por Blade Prospector e Morena Sestrosa (Minstrel Glory/USA), criação do Haras Ponta Porã e propriedade do Stud Mandrake. Tr: M. Decki. Sua mãe atuou uma única vez em Cidade Jardim. 3º produto. Irmão materno de 2 produtos estreados: Jonathan Fly (3 vitórias - 2 Gávea, Cidade Jardim; 2º Prova Especial Jorge Wallace Simonsen; 5º GP. Antenor de Lara Campos - G2); Seda da China (2 vitórias na Gávea). Campanha: Inédito.

2º PÁREO

QUASE LÁ: Macho Castanho, nascido em 01/09/2007, no PR, por Coax Me Clyde (USA) e Artic-Ocean (Thundering Force/USA), criação de Diácono Gamaliel Meneghel e propriedade de Marlon Henrique M. Antunes. Tr: D. Antunes. Sua mãe obteve 6 vitórias em Cidade Jardim; 4ª Clás. Primavera - L no Tarumã). 9º produto. Irmão materno de 3 produtos estreados: Aní Zorkof (1 vitória em Cidade Jardim); Artic Art (4 vitórias na Gávea); Ana Dada (1 vitória na Gávea). Campanha: Inédito.

JAGUARUNA: Fêmea Alazã, nascida em 07/07/2007, no PR, por Inexplicable (USA) e Al Love You (USA) (L’Emigrant/USA), criação do Haras J. B. Barros e propriedade do Stud Mandrake. Tr: M. Decki. Sua mãe venceu 2 corridas na Gávea. 13º produto. Irmã materna de 9 produtos estreados: Wehrmacht (3 vitórias - 2 Cidade Jardim, Tarumã); Belgian Blue (3 vitórias - Cidade Jardim, Gávea e Tarumã; 3º Prova Especial Carlos Dietzsch; 4º Clás. ABCPCC/Criterium Paranaense - L); Debest (2 vitórias - Cidade Jardim e Tarumã); Erva Doce (1 vitória em Cidade Jardim); Hurry You (8 vitórias na Gávea; 1º Prova Especial Pico Central; 2º e 3º GP. Nestor Jost - G3; 2º e 4º Clás. Luiz Gurgel do Amaral Valente - L); Imbaúba (1 vitória na Gávea; 3ª Seletiva do GP. Turfe Paranaense). Campanha: Inédita.

SIOUX: Macho Castanho, nascido em 16/09/2007, no MS, por Siphon e Latitude Sul (Minstrel Glory/USA), criação do Haras Ponta Porã e propriedade do Stud Mandrake. Tr: I. Oliveira. Sua mãe não correu. 4º produto. Irmão materno de 2 produtos estreados. Campanha: 3ª Seletiva do GP. Cidade de Lages/SC. Última atuação relatada: (3º/3) em 18/07/2010 - 600M/A para 33”:70 a 4 corpos em Lages/SC.

PRINCESA GRACE: Fêmea Alazã, nascida em 26/09/2007, no PR, por Val de Grace e Sinhá Lucinha (Thignon Lafre), criação do Haras das Azaléias e propriedade de Sergio Golmar Beppler. Tr: L. Verissimo. Sua mãe não correu. 1º produto. Campanha: Inédita.

LLUVIA TORRENCIAL: Macho Castanho, nascido em 13/09/2007, no PR, por Torrential (USA) e Que Llueva (Wild Event/USA), criação do Stud Don Juan Quatro Piedras e propriedade de José Roberto Moro Rios. Tr: J. César. Sua mãe não correu. Campanha: 2 vitórias (Final e Seletiva) Iº GP. Cidade de Bom Retiro/SC; 2º GP. Velocista das Américas - Carazinho/RS; 2º Seletiva GP. Câmara de Vereadores - Lages/SC; 3º Seletiva GP. Cidade de Fazenda Rio Grande/PR. Última atuação relatada: (2º) em 26/02/2011 - 600M/A para 31”:9 a 2 e ½ corpos em Carazinho/RS.

3º PÁREO

VENEZA QUEEN: Fêmea Castanha, nascida em 25/08/2008, no RS, por Wild Event (USA) e Careless Queen (Present The Colors/USA), criação e propriedade do Haras Santa Maria de Araras. Tr: L. R. Feltran. Sua mãe ganhou 5 corridas na Gávea; 1ª Copa ANPC/Éguas - G3; 1ª e 3ª GP. Antonio Carlos Amorin - G3; 2ª GP. OSAF/PSC - G1; GP. Zélia Gonzaga Peixoto de Castro - G1; GP. Marciano de Aguiar Moreira - G1. 9º produto. Irmã materna de 8 produtos estreados: Just A King (2 vitórias na Gávea); Midnight Prince (12 vitórias - 7 Gávea, 5 Campos; 3º GP. José Buarque Macedo - G3; 4º GP. ABCCC - G1); Nomenclatura (3 vitórias na Gávea; 1º GP. Henrique de Toledo Lara - G3; 2º GP. Duque de Caxias - G2); On The Crown (1 vitória na Gávea); Paradise Queen (2 vitórias na Gávea; 1ª GP. Francisco Vilella de Paula Machado - G2; GP. Roger Guedon - G3; 2ª GP. Adayr Eiras de Araújo - G2); Tiny Queen (1 vitória no Tarumã). Campanha: Inédita.

VANUA LEVU: Fêmea Castanha, nascida em 13/09/2008, no RS, por Wild Event (USA) e Natla (Joyeux Danseur/USA), criação e propriedade do Haras Santa Maria de Araras. Tr: L. R. Feltran. Sua mãe obteve 3 vitórias na Gávea; 4ª Clás. Octávio Dupont - L. 3º produto. Irmã materna de 1 produto estreado. Campanha: Inédita.

BRONCO PILLER: Macho Castanho, nascido em 25/08/2008, no PR, por Implexo e Blushing Sinless (Blush Rambler/USA), criação e propriedade do Haras dos Girassóis. Tr: G. F. Santos. Sua mãe não correu. 4º produto. Irmão materno de 3 produtos estreados: Zelandês (1 vitória em Cidade Jardim); Abandalhado (1 vitória em Cidade Jardim). Campanha: Inédito.

CHATEÂU DU ROI: Macho Castanho, nascido em 18/07/2008, no PR, por Amigoni (IRE) e Charlott (Youth/USA), criação e propriedade de Carlos dos Santos. Tr: C. P. Gusso. Sua mãe ganhou 3 corridas na Gávea. 8º produto. Irmão materno de 8 produtos estreados: Cherokee Boy (3 vitórias na Gávea); Chausson (2 vitórias na Gávea); Christianity (2 vitórias na Gávea); Charikar (3 vitórias na Gávea); Chatte (5 vitórias em Cidade Jardim; 1ª GP. Pres. Hernani Azevedo Silva - G2; GP. Pres. Sílvio Álvares Penteado - G3; Clás. Emerald Hill - L; 2ª GP. Henrique de Toledo Lara - G1; 3ª GP. Barão de Piracicaba - G1; 4ª GP. Diana - G1); Chagall (1 vitória na Gávea). Campanha: Inédito.

4º PÁREO

TAXI AÉREO: Macho Castanho, nascido em 22/08/2006, no RS, por Wild Event (USA) e Special Lady (ARG) (Lode/USA), criação do Haras Santa Maria de Araras e propriedade do Stud Araré. Tr: M. V. Lanza. Sua mãe obteve 4 vitórias (2 na Gávea, Palermo e San Isidro); 1ª GP. Henrique Possollo - G1; GP. Marciano de Aguiar Moreira - G1; 3ª GP. Diana - G1; GP. Zélia Gonzaga Peixoto de Castro - G1. 8º produto. Irmão materno de 7 produtos estreados: Nashville Lady (1 vitória na Gávea; 2ª GP. Carlos Telles e Carlos Gilberto da Rocha Faria - G2; Clás. Octávio Dupont - L); Orma Giusta (4 vitórias - 3 na Gávea e 1 em Monmouth Park/USA; 1ª GP. Carlos Telles e Carlos Gilberto da Rocha Faria - G2; 4º Pleasant Temper Stakes - L); Quality Runner (6 vitórias na Gávea; 3º Prova Especial Ricardo Xavier da Silveira); Special Pride (1 vitória na Gávea); Ulaya (2 vitórias na Gávea). Campanha: 3 vitórias na Gávea e 5 colocações em 11 apresentações; 1º GP. José Paulino Nogueira - G3; Seletiva da Taça de Prata; 2º GP. João Adhemar de Almeida Prado/Taça de Prata - G1; 4º GP. Linneo de Paula Machado - G1. Última atuação relatada: (8º/8) Clás. Barão e Baronesa Von Leithner - L, em 20/03/2010 - 1600M/G para 1’:34”:1 a vários corpos na Gávea.

JOY JOY: Macho Alazão, nascido em 22/07/2005, no RS, por Notation (USA) e Great Keeneland (USA) (Silver Deputy/CAN), criação do Haras das Estrelas e propriedade do Stud Araré. Tr: M. V. Lanza. Sua mãe ganhou 6 corridas na Gávea; 1ª Prova Especial Heitor de Lima e Silva; 2ª Prova Especial Independência (2 vezes); Prova Especial Tirolesa. 1º produto. Irmão materno de 1 produto estreado: Ta Luv (4 vitórias na Gávea; 1º Prova Especial Kurrupako; Prova Especial Daião). Campanha: 3 vitórias na Gávea e 7 colocações em 16 apresentações. Última atuação relatada: (2º/9) em 22/11/2010 - 1300M/A para 1’:22”:1 a 3 e ½ corpos na Gávea.

5º PÁREO

MACHOMACHO MAN: Macho Castanho, nascido em 24/09/2007, no PR, por Fahim (ENG) e Grenelle (Know Heights/IRE), criação do Haras Santarém e propriedade do Stud B.H.C.. Tr: O. Zantedeschi. Sua mãe obteve 3 vitórias na Gávea. 1º produto. Campanha: Inédito.

VIVALDINO: Macho Castanho, nascido em 26/09/2007, no PR, por Giant Gentleman (USA) e Sweet Lass (Effervescing/USA), criação do Haras Santa Rita da Serra e propriedade do Haras Vendaval. Tr: M. F. Gusso. Sua mãe obteve 2 colocações na Gávea em 4 apresentações. 7º produto. Irmão materno de 5 produtos estreados: Good And Sweet (3 vitórias - 2 Cristal, Gávea; 2º Clás. Câmara Municipal, Cristal); Sweet Prospector (2 vitórias na Gávea); Sympathie (2 vitórias na Gávea); Sweet Dancer (1 vitória na Gávea). Campanha: Inédito.

6º PÁREO

BELO RODRIGO: Macho Castanho, nascido em 19/10/2006, no RS, por Top Size e Only The First (Shudanz/USA), criação do Stud Chico City II e propriedade Stud Beleza. Tr: A. Menegolo Neto. Sua mãe ganhou 2 corridas - Cidade Jardim e Tarumã; 5ª Seletiva da Taça de Prata. 3º produto. Irmão materno de 3 produtos estreados: Estupendo Nizo (1 vitória na Gávea). Campanha: 3 vitórias na Gávea e 7 colocações em 15 apresentações. Última atuação relatada: (8º/13) em 18/03/2011 - 1200M/A para 1’:14”:3 a 14 corpos na Gávea.

8º PÁREO

SENHOR BARI: Macho Castanho, nascido em 21/08/2004, no RS, por Spring Halo (ARG) e Blew Chill (Blew By Em/USA), criação do Haras Campestre e propriedade do Stud Lucas Reis. Tr: A. Menegolo Neto. Sua mãe ganhou 6 corridas na Gávea; 5ª Clás. Jockey Club de São Paulo - L. 1º produto. Irmão materno de 2 produtos estreados: True Chill (6 vitórias na Gávea); Senhor Chile (2 vitórias no Cristal; 1º Final e Seletiva do XLI GP. Turfe Gaúcho/2010; 2ª Seletiva do GP. Campeãos dos Campeões no Tarumã). Campanha: 9 vitórias na Gávea e 13 colocações em 24 apresentações. Última atuação: (3º/7) em 11/03/2011 - 1200M/A para 1’:14”:3 a 4 e ¼ corpos na Gávea.

9º PÁREO

SUPER HIAGO: Macho Castanho, nascido em 08/09/2007, no PR, por Torrential (USA) e Nina da Guanabara (Midnight Tiger/USA), criação e propriedade do Stud Instante Mágico. Tr: G. F. Santos. Sua mãe ganhou 4 corridas na Gávea. 1º produto. Campanha: 1 vitória na Gávea e 5 colocações em 13 colocações. Última atuação relatada: (9º/9) em 27/12/2010 - 1300M/A para 1’:21”:7 a vários corpos na Gávea.

Great Hot do Jéssica tem vitória espetacular em Santa Anita


!
Great Hot very impressive in USA debut !

Desta maneira, o locutor oficial de Santa Anita descreveu a incrível estréia vitoriosa de Great Hot, de criação e propriedade da Coudelaria Jéssica, nos EUA, no 7º páreo corrido no ultimo domingo no Santa Anita Park, um forte allowance optional claiming com US$ 56,000 de bolsa.

Acionando entre as últimas na primeira parte do percurso, Great Hot, sob a tocada de Omar Berrio, deu início à uma violeta atropelada na metade da última curva - deu-se ao luxo de terminar a curva bem aberta, dando muita vantagem às rivais - para, na reta de chegada, ultrapassar uma a uma àquelas que iam à sua frente, como se estivessem paradas. Foi um massacre na parceria.

No disco, a pupila de Antônio Carlos "Pirata" Ávila deixou a 2ª colocada, Moonstruck Maya, à 2 3/4 corpos. Os cronômetros assinalaram 1:08.55 para os 1.200 metros da pista de areia, parciais de 21.33, 43.94 e 1:08.55

Great Hot, uma 3 anos, filha de Orientate e That’s Hot (Seeking the Gold), pintou MÁQUINA !

por Jair Balla

Águia-das-Filipinas


Turfe - "Treinamento vs. Hemorragia - OSAF, Furosemida e Fenil

“O que um juvenil mais precisa é de caminhar muito, trotar muito, galopar, e galopar, e galopar, até aprender ritmo e respiração.” (François Boutin, francês, treinador, 104 Grupos I em seu cartel, iniciador de Nureyev, Miesque, Northern Trick, Miswaki, Machiavellian, Kingmambo, Hector Protector, entre outros.

Dos dois dias (10 e 11 de março) de conferências e debates havidos na última reunião da OSAF – Organização Sul Americana de Fomento, em Buenos Aires, com a participação de especialistas da Federação Internacional das Autoridades Hípicas – FIAH (Drs. Roland Devolz, francês, e Edward Houghton, inglês), mais os professores Dra. Fabiana Landoni, PhD em Medicina Veterinária, pela Faculdade de Medicina, da Universidade de Londres; Dr. Osvaldo Centurión, PhD em Química, Controle Anti-Doping da Secretaria Del Deporte, Argentina; Dr. Ignacio Pavlovsky, Vice-Presidente do Conselho Técnico Executivo da OSAF; Dr. Juan Antonio Rodríguez Portas, vice-presidente da Associação Nacional de Médicos Veterinários, Argentina, além de vários outros especialistas em fisiologia e medicação eqüinas, ficam algumas conclusões, a saber:

1) Que os países membros da OSAF – principalmente Argentina e Chile – se preparam para banir, de vez, a furosemida (usualmente conhecida com Lasix) em provas da programação clássica do turfe do continente, a partir de 2012 (geração nascida em 2010).

2) Que o Brasil, graças à recomendação formal da ABCPCC, se antecipou a esse movimento e proibiu a administração do medicamento em qualquer prova de sua programação clássica, já a partir de 1° de janeiro do corrente exercício (leia-se, Grupos I, II, III, e Listed Races).

3) Finalmente, que a ocorrência de eventuais sangramentos em cavalos de corrida, principalmente aqueles dos níveis II a V, guarda uma correlação direta com os métodos de treinamento usados em alguns turfes do mundo.

Parece interessante desenvolver este último tema. Como se segue.

Hemorragias vs. treinamento

É sabido que os eqüinos, desde épocas imemoriais, têm uma única saída para opor-se aos seus predadores naturais: a fuga.

Dado que nenhum grande predador é capaz de perseguir sua presa em alta velocidade sobre distâncias maiores que o limite dos 500/600 metros (a temperatura corporal sobe – energia gera calor –, e eles são obrigados a arrefecer seu ritmo, antes que todo o sistema cardíaco entre em colapso), a natureza não exige dos eqüinos que eles percorram, a pleno galope, distância maiores que essas para sobreviver.

Assim, foi somente graças à intervenção do homem – através de mais de 300 anos de seleção e treinamento –, que a raça puro sangue inglês de corrida consegue realizar a façanha de atingir e manter velocidades ao redor dos 18 metros por segundo sobre distâncias que variam dos 1.000 aos 3.000 metros, ou mais que isso, no caso dos grandes galopadores profissionais – de que é exemplo o fantástico Yeats (Sadlers’ Wells e Lyndonville, por Top Ville), quatro vezes ganhador da Ascot Gold Cup, em 4000 metros (2006, 2007, 2008, 2009).

“Sua capacidade pulmonar e sua capacidade cardíaca são maiores que a de qualquer cavalo que já treinei. Sob este aspecto, ele é um indivíduo que toca o inacreditável”, são as palavras de seu treinador, o conhecido irlandês Aidan O’Brien (nada a ver com Vincent O’Brien, chamado de “O Mago de Ballydoyle”).

A assustadora beleza do cavalo de corrida reside exatamente nisso: a de ter se transformado na melhor máquina aeróbica do mundo animal – a única capaz de manter altas velocidades sobre a distância –, transcendendo todas as características, e contrariando todos os limites, de sua própria natureza. Uma obra-prima.

Mas isso impõe uma condição sine qua a quem pretende treiná-los: a de garantir, antes de tudo, a integridade de seu aparelho respiratório (principalmente na fase inicial de sua formação), esse notável fole que possibilita a transmissão de oxigênio para o sangue e lida com o derrame de ácido lático. Sem pulmões íntegros e preservados, não há possibilidade de cavalo de corrida.

A esse respeito, deixemos falar quem sabe. No caso, o Dr. Ignacio “Nacho” Pavlovsky (pai), que trabalhou na França, durante os anos de 1970, com o legendário treinador argentino, Angel Pena, tendo dado à coudelaria Wildenstein algo raríssimo, qual seja a liderança das estatísticas de proprietários na França e na Inglaterra, em um mesmo ano (1976). Citamos:

“Insisto em que é de vital importância para evitar o sangramento, o tipo de treinamento a que o cavalo é submetido. Vivi pessoalmente esta experiência com Angel Pena, na França, quando, em 1976, fizemos Daniel Wildenstein ganhar a estatística clássica da Inglaterra e da França, fato que não ocorria há mais de 150 anos, vencendo as principais provas de Grupo I nos dois lados do Canal, incluindo o Prix de l’Arc du Triomphe (com Allez France), e o King Geoge VI & Queen Elizabeth Stakes (com Pawneese). Além de termos ganho com Flying Water, entre outros, o One Thousand Guineas, o Champion Stakes, e a milha do Jacques Le Marois, em Deauville, batendo ao campeoníssimo Blushing Groom. Além de Crow ter vencido o Saint Leger, de Doncaster”, etc. etc.

Prossegue o Dr. Pavlovsky:

“Nunca, nos meus tempos de França, vi um cavalo sangrar. Atribuo este fato à gigantesca diferença que existe na forma de treinar daquele país, na qual os animais estão uma hora e meia por dia em movimento, sem parar. Caminham, trotam, galopam, trotam, e voltam a caminhar. Aqui (leia-se, Argentina), como na América, o que se constata é que os animais permanecem em movimento entre sete e dez minutos, e ficam, em média, parados meia hora, esperando sua vez de serem montados pelos jóqueis e redeadores.”

E finaliza:

“Nesta meia hora, pelo menos isso, seus peões (cavalariços) poderiam aproveitar para fazê-los caminhar e trotar, ao invés de serem mantidos parados, sem fazer absolutamente nada. Vi, certa vez, em Belmont Park (NY, EUA), um animal caminhar 100 metros de sua cocheira à pista, trotar 100 metros, dar uma volta a galopinho na raia, trabalhar 600 metros, e voltar para a cocheira. Teríamos que copiar o turfe alemão, que não permite que qualquer cavalo que tenha sido medicado durante sua campanha entre para a reprodução.” (vide depoimento prestado na última reunião anual da FIAH, Paris, 2010, in Relatório de Atividades da OSAF, pág. 36).

Mais claro, impossível.

A conclusão parece ser uma só: juvenis mal treinados – ou treinados de forma açodada, o que dá no mesmo –, são mais suscetíveis a sangramentos, não importa a partir de que linhagens sejam construídos.

Cavalos, aí incluídos os de corrida, são seres visceralmente nômades e dos espaços abertos. “Se alguém puser um GPS num cavalo, e deixá-lo inteiramente livre, ao final de algum tempo vai perceber que ele caminhou 22 horas e pastou duas, em cada dia completo.” (Dr. Roland Delvoz, assessor da FIAH)

Assim, submetê-los a exercícios diários que não duram mais que alguns minutos; enclausurá-los o resto do tempo num box infecto de 9 metros quadrados (invariavelmente respirando pó de serragem); submetê-los a trabalhos e aprontos suicidas antes que amadureçam e completem seu ciclo de crescimento; e, pior, fazê-los correr repetidas vezes (principalmente em distâncias curtas, que demandam súbitas explosões de velocidades e a manutenção de um ritmo de inferno), significa um convite quase irrecusável ao desastre do sangramento.

E quando isso ocorre, a culpa, na maioria dos casos, não é deles; é nossa. Como também, a tão propalada “fragilidade pulmonar da raça” – que está na base da justificação do uso da furosemida –, não lhes pertence; pertence à forma inadequada, e o mais das vezes brutal, com que pretendemos iniciá-los, e imaginamos poder “treiná-los.”

Grandes cavalos, iniciados pelos mestres da profissão, aqui e lá fora, raramente sangram. Como tal, não precisam da furosemida para correr o que sabem.

E se os fazemos usá-la (na última Breeders’ Cup, em Churchill Downs, Kentucky, todos – literalmente todos! – os animais inscritos no sábado e no domingo, com exceção de apenas dois, foram medicados com Lasix, precisando ou não dele...), os verdadeiros motivos e argumentos para isso devem ser buscados em outras áreas, certamente mais nebulosas, do que a “proteção” da suposta (in)capacidade pulmonar do animal de competição.

É esta, hoje, a visão do moderno turfe internacional, que, aos poucos, vai sendo cristalizada em regiões do mundo onde se proíbe a furosemida para correr (como de resto, qualquer outro tipo de medicação), ou seja, toda a Ásia, toda a Oceania, toda a Europa, todo o Oriente Médio, a África do Sul, etc. etc.

Não causa surpresa, pois, que esta visão tenha chegado à América do Sul, onde, mais do que nunca, é vital a preservação do conceito de que o continente é igualmente capaz de criar animais sãos e livres de medicação, ainda que seja para defender e preservar seus mercados de exportação. Muito mais que a demonstração de uma virtude, a proibição da furosemida se liga à necessidade de garantir a própria sobrevivência econômica da atividade entre nós.

Este é o resumo das conclusões dos dois dias de palestras e debates sobre o tema, havidos no âmbito da OSAF, em Buenos Aires, Argentina.

Estrutura óssea e treinamento

Aqui, a questão é outra, e se refere à dor. E dor, em cavalo de corrida, nos remete à permissão do uso da fenilbutazona, ainda vigente em certos turfes do mundo.

Do ponto de vista físico, é sabido que eliminar os sinais da dor em qualquer atleta, agrava a patologia dos sintomas, ao invés de resolvê-los. Como tal, permitir a administração de fenilbutazona para correr tem conseqüências, não só morais (que afetam diretamente a imagem pública do esporte), como nas áreas do direito civil (e mesmo penal), caso ocorra algum acidente com os condutores de animais medicados dessa forma, antes da disputa das pistas.

No Brasil, felizmente, a fenilbutazona sempre foi proibida, não importa de que corrida se trate. Na Argentina, ela caminha para sê-lo, a partir de 2013, para os animais de 2 anos, e para os de mais idade nos eventuais confrontos com esses.

Sobre o tema, valem algumas digressões. Como se segue.

A 60 quilômetros por hora, e carregando o peso do jóquei sobre seu dorso, cada membro locomotor de um cavalo de corrida despeja em torno de 5 toneladas de impacto na pista. Em alguns casos, mais que isso. E, por uma lei conhecida da física, recebe de volta a mesma tonelagem (“A toda ação, corresponde uma reação igual e em sentido contrário”, etc. etc.).

Este “vetor de retorno” biodinâmico tem que ter sua pancada absorvida e dissipada antes da próxima passada, através do conjunto formado por casco, quartela, boleto, osso da canela, joelho, antebraço, chegando até o grande osso da paleta). Não fosse assim, o animal sucumbiria após determinado número de passadas, pois a violência do retorno acabaria por danificar seu próprio aparelho cerebral.

Como cada passada de um cavalo a pleno galope mede em torno de 4 metros, ao final de um páreo na milha, por exemplo, ele terá impactado 400 (quatrocentas!) vezes o solo (1.609 metros divididos por 4). Portanto, ao cruzar o disco, nosso animal terá tido que absorver e dissipar nada menos que 2.000 toneladas em cada um de seus membros locomotores (400 passadas x 5 toneladas). Principalmente, no que se refere aos membros dianteiros.

O resultado disso, é que ao final de qualquer corrida um puro sangue deixa a pista com seus ossos tomados por inúmeras micro-fissuras (só perceptíveis a microscópio), que levam tempo para serem reduzidas. Por óbvio, quanto mais dura estiver a raia, ou mais longo for o percurso, mais tempo será necessário para que o aparelho ósseo recupere seus níveis normais de mineralização.

Portanto, há um limite para o uso da soberba constituição do cavalo de corrida, limite além do qual, o “chassis” (principalmente, boletos, ossos da canela e a complexa estrutura dos joelhos) não resiste ao esforço.

Tudo isso, sem mencionar que o “motor” do cavalo de corrida (coração, pulmões, músculos e ligamentos) sempre fica pronto antes do chassis. Faz parte de sua natureza. Assim, quando se acelera o motor antes do tempo, corre-se o risco de quebrar o chassis.

A boa preparação do chassis de um puro sangue demanda meses do que se conhece como trabalho longo a ritmo suave. Os ingleses chamam isso de “construir quilometragem” sobre o animal. Em alguns indivíduos com menor densidade óssea (“pobres de osso”, no jargão do turfe), esses exercícios de raia podem exigir um tempo ainda maior que o normal.

Aqui, novamente, estamos falando de métodos de treinamento, sendo certo que a maioria dos chamados acidentes de raia, principalmente com juvenis, nada tem a ver com o estado da pista, e sim com o desprezo a esses princípios básicos. Por outras palavras, cavalos iniciados com calma, não importa quão precoces eles sejam, e cujos alinhamentos estejam dentro dos padrões de normalidade universalmente aceitos, muito dificilmente terão problemas com seu aparelho ósseo.

Entretanto, não é isso que geralmente ocorre em alguns turfes do mundo, em relação ao treinamento de animais jovens. Seja motivada por razões de custo econômico, seja por mera desinformação dos profissionais do treinamento, seja até por pressão dos proprietários, o fato é que, cada vez mais, o tempo entre o término da doma dos potros e sua estréia nas pistas tende a ser encurtado, em prejuízo óbvio da sanidade do indivíduo. Em alguns turfes, este tempo não ultrapassa algumas poucas semanas.

Ouçamos a respeito, o Dr. Gustavo Gatti, membro do Comité Nacional Argentino de Sanidad e Sustancias Prohibidas en SPC:

“No exterior, além do (maior) tempo diário dedicado ao treinamento e aos trabalhos de raia, há uma diferença significativa entre o período em que os potros terminam a doma, até que corram sua primeira carreira. Se questiona (entre nós) se isso se trata de uma falta de critério dos nossos treinadores; da pressão que sofrem por parte dos proprietários para que seus cavalos corram logo; ou de algum outro fator que faz com que potros comecem a correr a 45 dias de sua doma, quando ainda não se encontram maduros para esta atividade.” (os grifos são nossos)

Prossegue o Dr. Gatti:

“Como fator adicional, se deve ter em conta a própria programação de corridas, onde se faz necessário uma melhor distribuição das distâncias, agregando carreiras em distâncias maiores em todas as oportunidades que se apresentem.” (Relatório Anual de Atividades da OSAF – 2010, pág. 12)

As várias intervenções a respeito, nos conduzem a conclusões bastante claras: (i) a de que a permissão de uso da fenilbutazona é um mal, seja para o esporte em si, seja para a garantia da integridade física e do bem estar dos animais de corrida; (ii) que, novamente, o risco de lesões ósseas, principalmente nos juvenis, guarda estreita correlação com os métodos errados de treinamento a que eles são submetidos.

Seja de uma forma, seja de outra, não se justifica, em nenhuma hipótese, ver cavalos de corrida atuando com fenil. Ao contrário, isso deveria constar de seus “turf-records” em todos os Stud Books do mundo, para que se soubesse, afinal, de que tipo de indivíduo efetivamente se trata.

E para quem duvida da hipótese, informa-se que a tendência natural da Federação Internacional das Autoridades Hípicas (FIAH) é caminhar nessa direção. Ou seja, a de recomendar aos Stud Books internacionais que passem a registrar o uso de furosemida e/ou fenil nos assentamentos das campanhas de todos os animais que lhes incumbe registrar.

Aliás, no que respeita à furosemida – já que a fenilbutazona sempre foi proibida no país –, o Stud Book Brasileiro já se prepara para fazer isso. Seria um passo na direção certa, sem dúvida.

Enfim, eis aí o sumo das reuniões da OSAF, em março deste ano, por ocasião da realização do GP Latino Americano, em San Isidro.

Agora, resta esperar o próximo GP Latino Americano, já programado para o Hipódromo de Cidade Jardim, São Paulo, em março de 2012, e, antes disso, a reunião do Comitê de Ratings, em agosto, no Rio de Janeiro, por ocasião da semana do GP Brasil.

Certamente, o mundo do cavalo de corrida está, aos poucos, mudando. E com ele, o mercado internacional da indústria do thoroughbred. Acompanhar de perto essas modificações, é o que, de relevante, podem fazer as associações de classe de criadores e proprietários, as principais sociedades promotoras de corridas do país, e as autoridades que dirigem o turfe do Brasil

por Sergio Barcellos
http://www.raialeve.com.b

Lula, Idolo nr. 1 no Uruguai

Lula rouba a cena no 40º aniversário da Frente Ampla no Uruguai

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi nesta sexta-feira, no Uruguai, a estrela absoluta dos festejos pelo 40º aniversário do primeiro ato político da coalizão governista Frente Ampla, participando da cerimônia como orador principal.

A presença do ex-líder deixou em segundo plano até a participação do presidente do Uruguai, José Mujica, e a de seu antecessor no cargo, Tabaré Vázquez, as duas figuras mais queridas da política do país e referências consagradas da coalizão.

Diante de um auditório lotado no Palácio Peñarol, composto por militantes e ativistas da Frente Ampla (FA), do governo uruguaio em peso e de representantes eleitos da coalizão, Lula foi só carisma e elogios para com seus anfitriões, que devolveram a gentileza louvando sua figura e seu papel como presidente do Brasil.

Em português, já que o público recusou o uso de um tradutor, Lula elogiou o papel e a influência que a coalizão --uma heterogênea mistura de partidos que abrange desde o Partido Comunista à democracia cristã-- teve em seus 40 anos de história em todos os partidos de esquerda da região e sua qualidade como "uma organização plural profundamente democrática".

Além disso, o ex-líder ressaltou a "coerência" e a "determinação" que a FA sempre defendeu em seus 40 anos de vida política, uma "qualidade" pela qual tiveram que pagar um "preço" durante a ditadura militar (1973-1985).

"A Frente foi também o fator decisivo para o estabelecimento da democracia política no Uruguai, muito tempo antes de conquistar a Presidência", afirmou o ex-metalúrgico sob os aplausos entusiasmados dos uruguaios.

Nesse sentido, Lula destacou que em muitos aspectos a FA foi uma "inspiração" para o Partido dos Trabalhadores (PT) e um dos maiores defensores na região da integração latino-americana.

Além disso, o ex-presidente considerou essencial o papel da FA para evitar que o Estado uruguaio fosse "desmontado por insensatos adoradores do mercado", e ao mesmo tempo elogiou seus esforços para transmitir "que o socialismo não avançará nunca se não for radicalmente democrático".

"A democracia política, econômica e social são valores centrais da Frente", afirmou.

Um dos que mais aplaudiram o discurso foi o presidente Mujica, um ex-guerrilheiro tupamaro que passou mais de 13 anos preso durante a ditadura e que considerou Lula um exemplo a ser seguido.

Antes da cerimônia, Lula aproveitou para se reunir com Mujica na embaixada do Brasil para debater a integração política e comercial entre os dois países.

Após esse encontro, Lula afirmou que "Mujica é para os latino-americanos o que Mandela foi para os africanos. Foi perseguido por tanto tempo, esteve preso, e quando voltou à política estava melhor, mais generoso, agindo com o coração", uma afirmação que voltou a repetir no comício para o aplauso dos presentes.

Por sua vez, Mujica se disse "mais do que honrado e comovido" pela visita de Lula, uma pessoa que, segundo ele, sempre esteve "preocupado com as pessoas" e que "alcançou uma justiça social muito grande".

"Nós que somos de esquerda sempre andamos apressados, mas também é preciso caminhar firme (...). Lula nos deixou um exemplo", afirmou o presidente uruguaio.

Antes do discurso, que foi concluído com palavras do presidente da Frente Ampla, Jorge Brovetto, Lula também se reuniu com os líderes da formação em sua sede em Montevidéu e se encontrou com o ex-presidente Tabaré Vázquez em sua residência.

Coração do Século XXI - Marcapasso - Parte 6

Implante de marcapasso

"Um implante de marcapasso é um procedimento no qual o médico realiza uma cirurgia, através da qual um aparelho que controla os batimentos do coração, chamado marcapasso, é implantado debaixo da pele e conectado ao seu coração através de um ou mais fios, chamados eletrodos."

Quando um marcapasso é usado?

Este procedimento é freqüentemente indicado quando o número de batimentos cardíacos (freqüência cardíaca) está muito baixo. Como resultado da freqüência anormal, o coração bombeia menos sangue e causa sintomas tais como fadiga, falta de ar, ou desmaio.

Qual o preparo para um implante de marcapasso?

O paciente deve planejar antecipadamente como será a sua vida e atividades durante o período de recuperação da operação, reservando tempo para repousar. As tarefas e obrigações do dia a dia deverão ser delegadas a outras pessoas, ou simplesmente adiadas.

As instruções e orientações pré-operatórias dadas pela equipe médica devem ser observadas, incluindo tempo de jejum e preparo da pele local. Alguns serviços recomendam o prévio preparo da pele no local da incisão cirúrgica com o uso de solução de PVPI.

Como é o procedimento?

Uma enfermeira lavará o tórax do paciente com solução anti-séptica. Na maioria das vezes, a anestesia é local. Em crianças e em outras condições especiais usa-se anestesia geral. O anestésico local é normalmente combinado com sedativos leves, aliviando a dor do paciente durante a operação. Caso o paciente sinta dor, desconforto, ou incômodo durante o procedimento, deverá comunicar imediatamente ao médico cirurgião.

O cirurgião faz uma incisão na pele na porção superior do tórax e separará os tecidos para criar um lugar para colocar o gerador (bateria) do marcapasso. O sistema de marcapasso artificial consiste em um ou dois eletrodos e uma unidade de bateria. Os eletrodos (fios) são inseridos em uma veia localizada abaixo da clavícula. Com a ajuda de imagens de radioscopia vistas em tempo real em um monitor, o médico os coloca em seu átrio direito e ventrículo direito. As pontas dos eletrodos estabelecem contato com o músculo cardíaco, e transmitem o impulso elétrico que estimula as batidas do coração. As outras extremidades dos eletrodos são conectadas à unidade de marcapasso (chamado de “gerador”) que contém baterias e circuitos eletrônicos. O médico coloca esta unidade debaixo da pele, na parte superior do tórax.

O que acontece depois do procedimento?

O paciente pode ficar no hospital de 1 a 3 dias após a cirurgia, na dependência de cada caso. O repouso no leito com monitorização dos batimentos cardíacos é feito pelo menos por 12 a 24 horas após o implante.

Antes da alta hospitalar, é feita uma análise computadorizada do sistema de marcapasso, para se obter um ponto basal após o implante. São feitas recomendações quanto aos cuidados e quanto ao controle clínico e do marcapasso no pós-operatório. O paciente poderá ser ensinado a utilizar um sistema de transmissão trans-telefônica dos dados do marcapasso.

O médico pode explicar como o fato de portar um marcapasso poder afetar o estilo de vida do paciente; são dadas outras informações gerais sobre os cuidados e acerca dos controles futuros e de qual será a duração estimada do marcapasso.

Geradores de marcapasso tem, de modo geral, uma duração estimada em 6 a 8 anos, podendo este tempo ser aumentado com a reprogramação do sistema no pós-operatório

Quais são os riscos associados ao procedimento do implante do marcapasso?

• Anestesia: a anestesia geral, em principio, tem mais riscos do que a anestesia local.
• A anestesia local pode não ser suficiente para retirar toda a sensação de dor no local do implante, levando a incômodo e desconforto
• O eletrodo pode perfurar um dos pulmões, a veia por onde ele é introduzido, ou a cavidade do coração
• Como qualquer dispositivo elétrico ou mecânico, o marcapasso pode precisar de uma substituição se deixar de funcionar corretamente.
• O fio do marcapasso (eletrodo) pode vir a se fraturar, havendo possivelmente necessidade de sua substituição
• O marcapasso é implantado geralmente porque o ritmo do coração é anormal. Isto pode estar associado com outros problemas cardíacos, que podem piorar apesar da correção do ritmo.
• Existem riscos de infecção e também de sangramento.

Se você vai se submeter a um implante de marcapasso, pergunte a seu médico se estes ou outros riscos se aplicam a você.

Bibliomed, Inc.,

parte 7 será postado em 30/03

Mudanças nas apostas em SP podem afetar Pick 3 carioca

A diretoria do novo presidente do Jockey Club de São Paulo, Eduardo da Rocha Azevedo, começou sua gestão com a corda toda. Algumas medidas tomadas são bastante interessantes, mas não resta a menor dúvida que a mudança nas porcentagens de retiradas nas apostas é a mais significativa. As apostas de vencedor passaram de 30% para 27% e as de placê de 26% para 24%. Mas é no páreo de abertura das programações que está à alteração mais ousada e contundente. A retirada nas apostas será de 20%, enquanto aqui na Gávea, por exemplo, é de 33%.

Desde ontem à tarde alguns amigos turfistas já me telefonaram para comentar da enorme vantagem de fazer as apostas das corridas do Rio no tele-turfe de São Paulo. Os dirigentes do turfe carioca devem ficar atentos, com lápis e papel na mão, e acompanhar até que ponto esta medida vai afetar financeiramente o Pick 3 da Gávea. Com certeza, os turfistas que possuem tele-turfe em Cidade Jardim vão preferir desconto de 20% nas suas apostas. O que deve ser controlado é o número de novas adesões ao tele-turfe paulista. Se o aumento for significativo é por que muita gente vai correr atrás dos 20% no páreo de abertura.

A solução óbvia e mais simples seria diminuir a retirada do primeiro páreo da Gávea também. Em caso de considerar inconveniente fazer isso, os diretores de apostas do Rio podem mudar o páreo inicial do Pick 3 para o segundo páreo. Ou ainda acabar com o páreo do Pick3 na prova de abertura da programação e realizar apenas o segundo Pick 3. A coisa é complicada e cabe aos dirigentes cariocas estudarem a melhor saída. Agora, o que me parece difícil é o turfista ter a opção de apostar com retirada de apenas 20%, e se sujeitar a uma retirada de 13% a mais.

As outras medidas paulistas interessantes são a das corridas diurnas começarem sempre às 15h. Aqui no Rio de Janeiro, cidade de praia, seria excelente também. A liberação do padoque para que os potros de dois anos tenham a possibilidade de se acostumar à iluminação artificial é outra iniciativa elogiosa. E a ajuda de custa de R$ 300,00 no transporte dos cavalos do Paraná inscritos nas programações de Cidade Jardim, nem se fala. As duas últimas alterações, indiscutivelmente, beneficiam por demais os proprietários, verdadeiros baluartes da resistência turfística no país.

por Paulo Gama

domingo, 27 de março de 2011

Moryba perde páreo de cinema em Fair Grouds


Moryba perde páreo de cinema em Fair Grounds

Pela linha 2, Moryba perdeu páreo incrível !
Em desfecho carregado de emoção, o Mervin H. Muniz Jr. Memorial Handicap (gr.II), US$ 400,000 de bolsa, disputado em Fair Grounds, apresentou a vitória de Smart Bid, com Expansion em 2º e o brasileiro Moryba em 3º, após ter dominado a prova nos últimos 50 metros; Workin for Hops foi 4º, agarrado - a diferença entre os 4 primeiros foi focinho, cabeça e pescoço.

Moryba (Hard Buck), Haras Sao José E Expedictus / Correas Thoroughbreds, Inc., sob a tocada de Kent Desormeaux, correu em 2º da partida até a metade da reta de chegada quando tomou a ponta mas não resistiu ao forte tropel de Smart Bid e Expansion. Os 1.800 metros da pista de grama forma cumpridos em 1:49.97.

Smart Bid, que foi pilotado por Edgar Prado e é treinado por H.Motion, é um 5 anos filho de Smart Strike e Recording (Danzig) de criação de George Strawbridge Jr.e propriedade de Augustin Stable.

por Jair Balla

Derby de Mew Orleans tem desclassificação


Man Of Strife(direita)com Rosie Napravnik vence por desclassificação de Populist Politics a 39 ª edição do Derby Crescent City em Fair Grounds em Nova Orleans

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Rosie Napravnik com Pants of Fire é a primeria joqueta a vencer o Louisiana Derby


corrido neste ultimo sábado o Lousiana Derby apresentou espetacular vitória de Pants of Fire com a sensacional joqueta Anna Rossa Napravnik ("Rosie Napravnik") que se tornou a primeria Joqueta a vencer o Louisiana Derby em seus 98 anos e existencia.

até que ponto , para o Tarumã, foi importante a vitória de Azevedo ?

se a ajuda de custo, R$300,00, que o JCSP dara a proprietarios de animais alojados no Tarumã , sempre que estes inscrevam seus animais em Cidade Jardim e que por lá permaneçam ou para o Tarumã retornem, for copiada pelo Jockey Club Brasileiro, o estrago poderá ser grande no JCP.
com dificuldades para formação de mais de 02 reuniões mensais qualquer ausencia será sentida e muito pelo lados do Tarumã.
providencias imediatas necessitam ser tomadas pela Diretoria do JCP.
vejam parte de matéria publicada no Raia Leve:

"As outras medidas paulistas interessantes são a das corridas diurnas começarem sempre às 15h. Aqui no Rio de Janeiro, cidade de praia, seria excelente também. A liberação do padoque para que os potros de dois anos tenham a possibilidade de se acostumar à iluminação artificial é outra iniciativa elogiosa. E a ajuda de custo de R$ 300,00 no transporte dos cavalos do Paraná inscritos nas programações de Cidade Jardim, nem se fala. As duas últimas alterações, indiscutivelmente, beneficiam por demais os proprietários, verdadeiros baluartes da resistência turfística no país.
por Paulo Gama"

Eric Lette, CBH anuncia Eric Lette como técnico das equipes brasileiras de AdestramentoJuiz

CBH anuncia Eric Lette como técnico das equipes brasileiras de Adestramento.Juiz de nível Olímpico, ex-chairman da Federação Equestre Internacional (FEI) e treinador de renome internacional, o sueco Eric Lette foi oficialmente anunciado como treinador das equipes brasileiras de Adestramento nessa segunda-feira, 14/3, pela Confederação Brasileira de Hipismo (CBH).

Lette vem acompanhando o contínuo desenvolvimento do Adestramento brasileiro desde os 90 quando começou a vir ao país sempre atuando como juiz internacional e para cursos esporádicos. Em 2005, o renomado treinador assumiu treinamento da equipe brasileira de Adestramento culminando com a conquista da medalha de bronze por equipes nos Jogos Panamericanos Rio 2007, após nada menos que 24 anos de jejum.


Eric Lette reassume o treinamento das equipes brasileiras de Adestramento; foto arquivo: Ney Messi

"Teremos Eric Lette como técnico das equipes brasileiras de Adestramento até o final de 2012", garante Luiz Roberto Giugni, presidente da CBH. A exemplo das modalidades Salto e Enduro, que contam com consultoria técnica para as equipes principais e categorias de base de alto rendimento, Eric também emprestará sua experiência aos jovens talentos em ascensão do Adestramento brasileiro.


Fonte: CBH - Carola May

NOSSOS TRISTES CAPÍTULOS NEGROS

NOSSOS TRISTES CAPÍTULOS NEGROS

* Eduardo Rocha Azevedo, da oposição, é o novo presidente do J.C. de São Paulo, desbancando do pedestal, por votos legítimos, Márcio Toledo.

* Aqui, também, pelos votos legítimos venceu a oposição liderada por Jael Barros. Porém, diferente de São Paulo, suspeitava-se de votos “ilegítimos” ora sub judice.

* Um imbróglio que se arrasta judicialmente desde o primeiro minuto das eleições, cujo desfecho ainda é uma incógnita para a situação e oposição.

* Aqui a atual diretoria se manterá no cargo, para que a administração do JCP não fique acéfala, evitando-se a intervenção branca até a sentença final.

* Seja qual for a decisão de primeiro grau, aguardada para as próximas horas, nenhum dos presidenciáveis sentará no trono, porque tanto um ou como o outro recorrerá ao tribunal.

* Bem, em eleição normal o novo presidente do JCP estaria assumindo oficialmente os destinos da entidade no próximo dia 31 de março. Mas, por enquanto, tudo é anormal.

* Nesses 138 anos da história do turfe paranaense, que me lembre, jamais ocorreram circunstâncias semelhantes ora dependentes da justiça comum.

* E o pior, numa situação extremamente constrangedora à tradição do Jockey Club do Paraná, obrigando a separação do eleitor: Joio ou Trigo.

* Tudo por conta e obra de mais um inequívoco desvio de conduta administrativa que arregimentou, a quatro paredes, centenas de sócios com fins claramente eleitoreiros.

* Uma atitude amoral que reprisa, sem surpreender, a fraude comprovada na “Assembléia dos Defuntos”, que homologou venda patrimonial da entidade.

* Uma denúncia que começou pela delegacia do estelionato, comprovada depois pela polícia científica da delegacia do colarinho branco, o NURCE - Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos.

* Naquela assembléia, além de inúmeras assinaturas falsas de sócios que sequer estiverem presentes - mais de trinta - até morto votou. Não um, mas nove.

* Daí a dúvida suscitada e denunciada pela oposição quanto à legitimidade de centenas de eleitores, de última hora, credenciados ao voto na eleição do dia 1º de março.

* Uma dúvida tão evidente quem nem mesmo a autoridade judiciária deixou de perceber ao impugnar, preliminarmente, aqueles votos ora sob suspeição.

* Enfim, seja quem for o novo presidente do JCP - se situação ou oposição - que tenha a decência de esclarecer, em respeito aos associados, todos esses capítulos negros na centenária história do turfe do Paraná.

por Luiz Renato Ribas

Lagoinha resultados do ultimo sábado


Kaloã com Wilson Natal vencedo do qunto Páreo da Sabatina

RESULTADO DAS CORRIDAS DA LAGOINHA 26/03/2011


01) PAREO:

01) BLESSED NICK J. DIVINO Ap4
02) ZANG W. NATAL
03) GREAT ALI A. N. SANTOS

5 MC PR Fahim e Oprera Vita
PROP: STUD NG
TREIN: A. L. MORAES
TEMPO : 75' 5"

02) PAREO:

01) TOP HIT M. MACEDO
02) DITO DA GUANABARA W. NATAL
03) SUPER TRIO J. GONÇALVES

4 MC RS Wild Event e Blue Green Eyes
PROP: STUD RANCHO 3
TREIN: J. M. MARTINS
TEMPO: 97' 5"

03) PAREO:

01) NEW PLEASURE J. DIVINO Ap 4
02) LINUX A. N. SANTOS
03) MAULLIN J. E. ROSA
6 MA RJ Jeep e D C Pleasure
PROP: STUD NG
TREI: A. L. MORAES
TEMPO : 75' 3"

04) PAREO:

01) CAFEIGUE S. M. SILVA
02) UNICA RAIA J. DIVINO Ap 4
03) LISTADOR J. E. ROSA

3 MA PR Inexplicable e Acqua Marinha
PROP: HARAS NEW MILLENIUM
TREI: S. P. SILVA
TEMPO: 81'

05) PAREO:

01) KALOÃ W. NATAL
02) GÊNIO DO DELTA J. DIVINO Ap.4
03) AMERICAN SAMOA A. N. SANTOS

4 MC SP Torrential e La Amanda
PROP: STUD RANCHO 3
TREI: W. NATAL
TEMPO: 119' 1"

RAIA AREIA ENCHARCADA

JAPÃO FAZ PONTA E PLACE NO DUBAI WORLD CUP



o cavalo japonês Victorie Pisa se tornou o grande campeão da Dubai World Cup 2011, chegando em segundo o também japonês Transcend.
O campeão foi pilotado pelo italiano Mirco Demuro, responde pelo seu preparo Katsuhiko Sumii,criação da Shadai Farm e propriedade de Yoshimi Ichikawa.

Levado Dabréca vence a PE. Jorge Wallace Simonsen


Levado Dabréca,Red Runner e Vigee Lebrun mantém-se invicto com a vitória na Prova Especial Jorge Wallace Simonsen - 1.400 Metros - Areia
criação do Haras J.B.Barros, propriedade do Stud Estorílio, Jóquei Silvio Generoso, Treinador Edgar Araujo .

sábado, 26 de março de 2011

Ta Luv vence a Prova Especial Kurrupako


Ta Luv -Gild Time em Great Keeneland - Criação e Propriedade do Haras das Estrela - Jóquei Bruno Reis - Treinador Ronaldo Lima - vencedora da Prova Especial Kurrupako - 1400 Metros Areia - 1:24"77, corrido nesta sábado no Jockey Club Brasileiro

Previs com Ryan Moore vencendo o Dubai Duty Free - Grupo I


Previs com Ryan Moore venceu o Dubai Duty Free - Grupo I

Rocket Man com Felix Coetzee venceu o Dubai Golden Shaeen - Grupo I


Rocket Man com Felix Coetzee vence o Dubai Golden Shaeen - Grupo I

Rewilding com Dettori vencendo o Dubai Sheema Classic - Grupo I.


Rewilding com Lanfranco Dettori vence o Dubai Sheema Classic - Grupo I.

Jéca vence o Clássico Rafael A. Paes de Barros


Jéca - Inesplicable em Volition - Criação Haras J. B. Barros - Propriedade do Haras Rio Iguassú - Jóquei Antonio Queiróz - Treinador Ademar de Barros Pereira - venceu o
Clássico Presidente Rafael A. Paes de Barros disputado na tarde deste sábado em Cidade Jardim - 2400 Metros - Grama - 2:29.57

Euvaldo Lodi, um lorde no turfe

Neste domingo, o Hipódromo da Gávea presta homenagem a um grande nome da história do turfe. Trata-se de Euvaldo Lodi, emblemático turfista e renomado criador, Euvaldo foi presidente da Confederação Nacional da Indústria, político, deputado e empresário. De seu Haras Ipiranga, em Jaguariúna, nas proximidades de Campinas, em São Paulo, saíram excelentes animais como Manguari, Jocosa, Al Mabsoot, Berceuse e Kurrupako, que no sábado dará nome a uma prova especial no Jockey Club Brasileiro.

Berceuse é um caso à parte. Filha de Galcador, cavalo ganhador do Derby inglês, ela estreou com vitória nos 1.200 metros na pista de areia da Gávea e estabeleceu novo recorde para a distância. Em 1983, Goumert, criação e propriedade de Haras Ipiranga, levou a prova mais importante do turfe no país: o GP Brasil. Nesta época, o Haras já tinha como titular Milton Lodi, filho do homenageado.

Kurrupako, que será homenageado no sétimo páreo de sábado no JCB, foi um excepcional corredor. Filho de Al Mabsoot e Berceuse, ele correu três páreos com um ótimo desempenho: venceu duas corridas e ainda garantiu um segundo lugar. Uma fatalidade o tirou das pistas: ao galopar durante os matinais na pista de Cidade Jardim, dando os últimos galopes para correr o Derby Paulista, Kurrupako sofreu uma lesão, o que o tirou das pistas. Em seguida, ele foi levado para a reprodução.

por Danielle Franca

Everton Rodrigues, entrevista com o Jóquei Everton Rodrigues


Raia Leve entrevista o jóquei brasileiro Everton Rodrigues

O Raia Leve entrevistou o jóquei brasileiro Everton Rodrigues, hoje montando em Maroñas, Uruguai, e atual campeão das estatísticas daquele país.

Veja a entrevista abaixo:

RL: Qual sua idade e onde nasceu?

ER: Tenho 30 anos e nasci em Uruguaiana, Rio Grande do Sul.

RL: Como você começou a montar cavalos de corrida ?

ER: Em uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul chamada Santiago. Eu morava do lado da cancha reta e via todos dias os vareios (trabalhos matinais) e como tinha 26 quilos não podia perder as oportunidades que vieram para aprender.

RL: Quais as pessoas que mais te motivaram na profissão?

ER: Como tinha amigos jóqueis na minha infância, eles foram os que começaram a fazer minha cabeça para o lado das carreiras, e depois com a ajuda de meus familiares e amigos, fui me dedicando ao turfe.

RL: Qual foi a vitória mais marcante da sua vida ?

ER: No Brasil sempre foram as pencas que me consagraram, mas a que mais marcou foi quando ganhei uma Penca do Boi, em Julio de Castilho, montando uma égua do Nilton Carlesso, um ano que teve terno contra terno, ou seja, duas eliminatórias até a final, quando ganhei a final com Calnice (Nice E’easy e Olma), criação do Haras Gentil Carlesso, que após ganhar essa reta muito importante na qual fui ao céu, tamanha a euforia e alegria, depois foram três vitórias em Turfes Gaucho em Porto Alegre. Minha campanha de joquei no Hipódromo do Cristal foi muito interessante, ganhei 217 páreos e depois vim para Maronãs.

RL: Qual foi sua maior derrota ?

ER: Nunca tive uma grande derrota, mas tive vários pequenos erros, que hoje já estão resolvidos, pois acredito que o turfe é uma escola onde todo dia aprendemos, mais e mais.

RL: Qual melhor cavalo que você viu correr ?

ER: Hoje tem muitos cavalos bons, cada dia aparece um correndo mais que o outro, mas gosto muito da égua americana Zenyatta, essa realmente enche os olhos de alegria só em ver suas corridas.

RL: Qual melhor cavalo que você já montou em sua carreira vitoriosa?

ER: Os mais importantes e que mais me deixam lembraças são La Garufa, do Stud Duplo Ouro, na qual ganhei inclusive meu primeiro grupo 1, e o cavalo Alcorano, criação do Haras Bagé do Sul e propriedade de Luiz Fernando Cirne Lima, cavalo que ganhei meu segundo grupo 1, ambos brasileiros. Outros dois cavalos importantes são Ilha de Ramirez e Magno Memo, esse um potro que ganhei a terceira prova da triplice coroa uruguaia.

RL: Qual melhor treinador que você já trabalhou?

ER: Sempre tive sorte de poder trabalhar com excelentes treinadores como Ivo Valter Pereira, Luis Carlos Soares, Herminio Machado, E.Dias, Clovis Dutra. Aqui no Uruguai monto para uma lenda viva chamada Walter Báez e com ele estou aprendendo muito.

RL: Qual o proprietário que você jamais esquecerá ?

ER: Sem duvidas o Stud Duplo Ouro e Nilton Carlesso, foram os que abriram as portas para mim aqui no Uruguai, e aqui o Stud El Caverna de Jacobo. Este último foi o que me contratou para montar aqui.

RL: Qual melhor jóquei que viu montar?

ER: Bom, igual ao J.Ricardo acho que nâo vou ver, exemplo de profissional no qual eu tento me espellhar, mas gostaria de destacar dois nomes importantes, T.J.Pereira e J.Moreira, dois exemplos de jóqueis com garra e dedicação.

RL: Como surgiu a oportunidade de montar fora do pais?

ER: Tinha muita vontade de ir para qualquer onde tivesse melhor prêmios, na verdade já estava decidido em ir para São Paulo ou Rio de Janeiro, até de redeador se fosse o caso, eu queria abrir meus horizontes, e não mais que derrepente surgiu a oportunidade, fui convidado por proprietários do Cristal para montar em Maronãs. Hoje me sinto um jóquei reconhecido no Uruguai e pouco conhecido no Brasil. No Uruguai em 4 anos ganhei duas estatísticas e tirei dois segundos lugares, e estou indo em busca da minha terceira, se Deus quiser.

RL: Qual seu maior sonho?

ER: Tenho muitos sonhos e um deles é ser valorizado e reconhecido no meu país. Treino arduamente e analiso cada páreo que vou montar para poder usar a inteligência em momentos nos quais em fração de segundos, temos que pensar rápido, e se ganhar somos heróis, mas se perdermos somos vilões, essa é a vida do jóquei e amo o que eu faço, quero fazer historia no turfe. Outro seria montar no Brasil, no Rio de Janeiro e São Paulo, num futuro próximo.

RL: Deixe um recado para os leitores do Raia Leve.

ER: Muito obrigado pela oportunidade de poder contar um pouco de minha vida e história no turfe, um grande abraço a todos, e fiquem com Deus.

por Leandro Mancuso

Xin Xu Lin chega 5º no UAE Derby


em destacada atuação o Brasileiro Xin Xu Lin chegou 5º no UAE Derby vencido por Khawlah conduzida por Mickael Barzalona