Jeane Alves

Jeane Alves
Vitória de G 1 com Equitana

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Avaliação da maturidade óssea


Está bem definida a correlação entre a imaturidade óssea e o aumento da incidência de lesões nos membros de equinos durante treinamento ou corridas. O tempo de atuação esportiva de muitos cavalos puro sangue é abreviado pela incidência de doenças que se desenvolvem por participarem de eventos esportivos quando apresentam ainda epífises abertas. Considera-se que os principais fatores para a ocorrência de lesões ósseas nos equinos, devem-se ao início da doma muito cedo e a iniciação dos animais em atividades esportivas, sem ter atingido a maturidade óssea. Quando a intensidade do treinamento é excessiva, os riscos são ainda maiores. Por esse motivo, se torna muito importante a verificação da maturidade óssea, através de radiografias, principalmente quando pela necessidade de se iniciar o trabalho nos equinos de esporte, tendo em vistas, um esqueleto forte e bem constituído.

Para avaliação da maturidade óssea de equinos através da radiografia, a epífise distal do rádio é a região de eleição, por apresentar uma indicação mais precisa da evolução esquelética e por ser uma técnica prática e de fácil execução na rotina diária. O grau de fechamento epifisário classifica-se em: “A”, que corresponde à linha epifisária totalmente fechada, “B” quando o fechamento é percebido no centro e aberto na periferia e “C” quando a linha está completamente aberta. Na fase de maturação óssea classificação como tipo C (1), as linhas fisárias estão enquadradas e completamente imaturas, indicando que afora as técnicas (cabresto e caminhada) de condicionamento físico cárdio-respiratório do potro, são contra-indicados os trabalhos de treinamento atlético intenso.

São classificadas na categoria B (foto2), as fises que se apresentam fechadas no centro e abertas medialmente e/ou lateralmente. Nessa evolução, pode ser iniciado o condicionamento e treinamento, porém leve e controlado. Na maturação óssea tipo A (foto 3), as fises estão totalmente fechadas, com delineamento ósseo distinto e rádio-opacidade normal; eqüinos classificados nessa fase de maturação óssea podem ser trabalhados plenamente.

Há relatos sobre a idade de fechamento epifisário distal do rádio em algumas raças, sendo de 24 meses no macho e 23 meses, na fêmea da raça Árabe, entre 26 e 27 meses, sem especificação de sexo, na raça Trotador Italiano, 25 meses, em média, nas fêmeas da raça Manga-Larga e 24 meses nos machos e 23 meses nas fêmeas da Puro Sangue Inglês. O Hospital Veterinário Octávio Dupont oferece o serviço de radiologia. Encaminhe seu potro para avaliar a sua maturidade óssea.

por Jorge Tiê Costa Reis Hamond

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