Jeane Alves

Jeane Alves
Vitória de G 1 com Equitana

domingo, 8 de janeiro de 2012

Punição a agressores de animais é tratada com ironia na Câmara



O trabalho que o deputado Ricardo Izar (PSD-SP) levou para colher as assinaturas necessárias à criação da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais na Câmara demonstra que os direitos dos bichos é tema secundário e motivo de piada entre os parlamentares. Foram oito meses de tratativas, onde Izar ouviu risos e ironias, até lançar a frente, em setembro de 2011. Atualmente, a Câmara tem 30 projetos sobre o tema tramitando, mas nenhum que realmente puna os agressores. A intenção é criar um estatuto, a exemplo do que ocorreu com os idosos e adolescentes, para coibir abusos, como a morte recente de um cão da raça yorkshire por espancamento, filmada e noticiada em todo o País no fim do ano passado.

"Para os outros deputados, a questão é tratada em segundo plano, mesmo sendo um assunto de saúde humana e pública. Escutei ironias e piadas diversas vezes... É preciso regulamentar tudo para deixar claro as obrigações, o que não acontece hoje no Brasil", disse Izar. Segundo ele, cada região tem uma realidade diferente. "Estamos levantando os problemas regionais para agir agora e depois criar um estatuto geral baseado neles", explicou.

Entre os projetos que tramitam na Câmara, há temas variados, como fim de circos com animais, abate humanitário, proibição do uso da pele de chinchila, restrição à caça em alguns Estados, médicos veterinários gratuitos para famílias de baixa renda e fracionamento de medicamentos. Sobre o aumento do rigor aos agressores, três projetos aguardam votação.

É preciso denunciar
Uma lei federal, de 1998, deveria garantir a punição a quem pratica ato de maus-tratos a animais. A legislação prevê detenção de três meses a um ano, com pagamento de multa. A prisão, no entanto, é praticamente não utilizada pela Justiça brasileira. A pena a um agressor, quase sempre, é revertida em pagamento de multa ou serviço comunitário. Para a primeira-dama de Porto Alegre (RS), Regina Becker, que criou uma secretaria especial para defender os animais na cidade, a impunidade é reflexo da falta de denúncias.

"A lei não é cumprida porque as pessoas não têm o hábito de fazer denúncias. É uma questão cultural, queremos que os animais sejam tratados como as crianças", defendeu. Segundo ela, a capital gaúcha tem uma média de 30 denúncias de maus tratos por dia. Em São Paulo, este número é mensal. "A primeira coisa que eu faço é procurar a polícia. O agressor normalmente é uma pessoa fria com relação a tudo. Ele justiça o ato com sendo contra 'um animal apenas, não humano'", relata ela.

Regina salienta que Porto Alegre está à frente dos outras cidades, pois dedicou uma secretaria de governo especialmente para resguardar os bichos. "Entendemos que é preciso dar ordem jurídica. Se temos direitos humanos, os direitos dos animais devem ser assegurados. Na secretaria, criada há cinco meses, desenvolvemos projetos de campanhas de castração na periferia, vacinação e posse responsável".

Há municípios, porém, onde ocorre o inverso. Em Laguna (SC), por exemplo, o canil da cidade foi denunciado por negligência em novembro de 2011, pois animais que eram recolhidos pela carrocinha não recebiam os cuidados e tinham a saúde agravada. Em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, as famílias que foram removidas para construção de diques na BR-448 foram impedidas de transportar seus animais, de acordo com o Movimento Gaúcho de Defesa Animal.

Negligência e falta de informação
Para a gerente de Programas Veterinários da ONG WSPA (que atua em mais de 50 países), Rosângela Ribeiro, o grande problema do País é a negligência no trato com animais, que vem acompanhada da falta de informações. "Existe a violência passiva (negligência) e a ativa (crueldade). No Brasil, temos muito mais casos de negligência. O problema da tortura é que a pessoa que violenta um animal é um violentador em potencial, e em algum momento ele vai acabar agredindo pessoas vulneráveis, como crianças e idosos", acredita.

Segundo estatísticas da Humane Society International (HSI), 88% dos animais que vivem em famílias com violência doméstica, são abusados, violentados ou mortos. "Nos Estados Unidos, toda vez que um caso de abuso de animais é levado a uma delegacia, o nome da pessoa é rastreado para saber se não há outro tipo de violência relacionada a ela", ressalta Rosângela.

Casos recentes
O caso mais polêmico de agressão a um animal foi protagonizado por uma enfermeira de Formosa (GO). Ela espancou um cachorro da raça yorkshire e matou o animal. Algumas cenas da agressão foram divulgadas na internet e a mulher responderá processo por maus tratos e tortura psicológica de incapaz.

Outros registros foram notícias nas últimas semanas e dividiram opiniões pelo país. Em Novo Horizonte (SP), um cão de quatro meses passou mais de 12 horas enterrado. O dono do animal, um aposentado de 59 anos, nega ter enterrado o animal vivo. Em Tanabi (a 477 km de São Paulo), uma cadela mestiça de boxer precisou passar por uma cirurgia para reconstrução da mandíbula. A mãe do dono da cachorra afirma que foi o rapaz quem agrediu o animal, porque ela teria mordido seu celular.

Em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, um filhote de cão vira-lata, com idade entre 30 e 45 dias, foi resgatado depois de passar mais de 24 horas agonizando com dois cortes profundos no pescoço em uma casa. Os ferimentos foram provocados pelo desempregado Cristiano da Silva, 31 anos. Ele disse que decidiu matar o filhote porque o choro dele o incomodava à noite

por Mauricio Tonetto
transc. de http://noticias.terra.com.br
foto Sergio Menezes

COM FACILIDADE "HIPNOCTICADA" ABRE A TEMPORADA CLASSICA DE 2012


COM FACILIDADE "HIPNOCTICADA" ABRE A TEMPORADA CLASSICA DE 2012

Logo após o pulo de partida, Vier Lady assumiu a dianteira da prova, mas logo foi ultrapassada por Noite Sulina e Hotbetya, Solangeca corria em quarto, e Hipnocticada apenas vigiava a parceria na quinta colocação. Ao apontarem pelo linheiro final, Noite Sulina ainda se mantinha na frente, mas era notório que não conseguiria manter o ritmo inicial. Faltando 200 metros para o espelho, Cristiano Machado deu partida em Hipnocticada e seguiu firme para a foto da vitoria. Hotbetya formou a dobradinha do treinador Manuel Duarte. Solangeca foi a terceira. True Model foi a quarta colocada, e Noite Sulina completou o placar remunerado.

A ganhadora e uma F/C 3 anos – RS, por Arambaré e Intime France, de criação e propriedade do Haras Maluga.

A dupla Manoel Duarte e Cristiano Machado tem dado muito certo e merece parabens.

Tempo de 1’16”70, para os 1300 metros em pista de grama leve

TRANSC. SITE JCRS

Potros inéditos se enfrentam na PE Eulógio Morgado


Com dez páreos programados e início marcado para as 14 horas e 45 minutos, o Jockey Club Brasileiro realiza a reunião desse domingo no Hipódromo da Gávea. A principal prova da reunião está programada para a quarta carreira, onde potros de 2 anos, inéditos, se enfrentam na Prova Especial Eulógio Morgado, em 1.100 metros, pista de areia.

Em campo bastante reduzido, poré, dos mais equilibrados, ficaremos com a indicação do Antisocial (Point Given), criação do Haras Anderson e propriedade do Stud Rota 66, que além de boa raça, conta com a eficiência de sua equipe. Direção de M.Cardoso e treinamento fica à cargo de D.Guignoni.

Senhor Ingles (True Confidence), criação do Haras Campestre e propriedade do Stud B.H.C, fica como segundo nome na prova. Addict (Public Purse), Haras Santa Maria de Araras/ Stud Alvarenga, e Go Mio (Capitão Bank), criação e propriedade do Stud Capitão, completam o lote e devem ser respeitados. Olho no cânter e na pedra.

O simulcasting com Cidade Jardim (10 páreos) começa às 14 horas e 30 minutos.

A seguir, comentários e indicações. Boa sorte!

1º Páreo – Petite Nicolle, aliviada no peso e bem balizada, pode abrir a reunião. Fora-da-Lei surge como grande rival da nossa indicada. Das demais, Vision Negra.

2º Páreo – Valet Royal pode dessa vez confirmar o que dele se espera e levar a melhor. Estreante de boa raça e porte, Punchau deve ser olhado com atenção. Nisio, mais aguerrido, também ameaça.

3º Páreo – Retrospecto da carreira, Bizonte encontra boa oportunidade para voltar a vencer. Bizunga da Vila, mais aguerrido, surge como principal adversário. Furioso Man, a seguir.

5º Páreo – Prova reunindo ótimas corredoras, onde Bellamore, vinda do CT, pode voltar recuperada da forte hemorragia sofrida em sua última atuação e levar a melhor. Tomme de Savoie fica com a formação da dupla. A seguir, Dá-lhe Austrália.

6º Páreo – Trade Balance perdeu carreira incrível na última e pode levar a melhor dessa vez. Monsieur Marcos, outro pensionista do C.Morgado Neto, surge como rival. Yammer é bom azar. A seguir, Jet Set.

7º Páreo – Rojão Dobrado e Unreal Time estão aguerridos e ficam, nessa ordem, com a nossa preferência. Go Easy Go, reaparecendo, e Stand-By, que vem rendendo abaixo do esperado, ameçam.

8º Páreo – De volta ao páreo de turma, Quero Alegria pode engrenar a tempo de vencer a prova. Lurton, aliviado no peso, e Lang Lang, surgem como os principais rivais do nosso indicado.

9º Páreo – Qua e Lá, que já tem boas atuações na turma, volta no claiming e pode vencer a primeira. Hey Better, no mesmo caso da nossa indicada, fica como segundo nome. Flicks, de lasix pela primeira vez, a seguir.

10º Páreo –Prova equilibrada que encerra a reunião, onde Céu Azul, madura na turma, pode levar a melhor. Bulova, sempre por perto, fica com a dupla. Miss Dudinha, que não deu sorte no balizamento, assim como a estreante americana Fly Away Again, devem ser respeitadas.

Indicações:

1º Páreo – Petite Nicolle (1) – Fora-da-Lei (4) – Vision Negra (2)
2 º Páreo - Valet Royal (4) – Punchau (6) – Nisio (5)
3 º Páreo - Bizonte (5) – Bizunga da Vila (4) – Furioso Man (2)
4 º Páreo – Antisocial (3) – Senhor Ingles (4) – Addict (2)
5 º Páreo - Bellamore (4) – Tomme de Savoie (1) – Dá-lhe Austrália (6)
6 º Páreo - Trade Balance (6) – Monsieur Marcos (3) – Yammer (2)
7 º Páreo - Rojão Dobrado (4) – Unreal Time (6) – Go Easy Go (2)
8 º Páreo - Quero Alegria (6) – Lurton (8) – Lang Lang (9)
9 º Páreo - Qua e Lá (6) – Hey Better (9) – Flicks (4)
10 º Páreo - Céu Azul (2) – Bulova (3) – Miss Dudinha (11)

por Thiago Fernandes/Site Raia Leve

Estréia de potros da nova geração é o destaque


Partimos agora para a primeira domingueira do ano de 2012. Hoje teremos a realização de dez provas com o “larga” previsto para as 14 horas e 30 minutos. O tradicional Simulcasting com a Gávea, com também dez provas, começa às 14 horas e 45 minutos.

No sexto páreo do programa se dará a disputa da Prova Especial Rafael de Barros Filho, para potros de dois anos, no percurso de 1000 metros, em pista de grama. O campo está altamente equilibrado e muitos animais estão demasiadamente comentados, aumentando a expectativa da prova.

Autoridade (Durban Thunder), criação do Haras Santa Luzia da Água Branca e propriedade do Sr. Marco Antonio Dexheimer, esteve muito comentado durante os matinais da semana e pode começar bem, ficando como indicado.

Antigo (Holzmeister), criação do Haras Balada e propriedade do Stud Cervinara, está sendo com visto com ótimos “olhos” e se não der trabalho no partidor (já que fica muito assustado), fica como excelente nome para a dupla. A parelha Visionaire (Giant’s Causeway) e Victory Is Ours (Northerns Afleet), ambos propriedade do Stud TNT e o segundo também sendo sociedade com o Haras Vale Verde, possuem filiações que “assustam” e ficam para o terceiro posto.

A seguir, comentários e indicações. Boa sorte!

1º Páreo: Vindo de vitória em prova de Grupo em pista de grama, Amor Próprio poderá abrir a reunião. Lirio do Campo volta a distância mais longa e fica para o segundo lugar. Bom de Luta sabe mais do que vem produzindo.

2º Páreo: Sempre sendo levada com muitas esperanças, mas não confirmando, Top Heart, poderá produzir o que se espera dela em pista de areia. Arrancadão venceu no Tarumã e não levou, nesta turma deverá estar com eles. A seguir, Astro Verde.

3º Páreo: Mesmo voltando de longo tempo parado, Gallahad tem muito mais categoria que os rivais e fica como indicado. O pesadão New Buck sempre chega por perto e desta vez não vai ser diferente. Kim Dream é fiel e fica para o terceiro posto.

4º Páreo: Caindo para o claiming trazendo boas atuações da turma, Jet Good é o principal nome do páreo. A parelha Xokolove e Bocage estão em grande forma e por conta disso seguem como principais adversários. O baldoso Italo só depende de suas manhas para chegar.

5º Páreo: Agora podendo aproveitar a “briga” na primeira parte do percurso, Charme Of Gold fica como minha indicada. Vela Mestra que vem de vitória em turma semelhante é a grande rival. A irregular Power Dream é a tertius.

7º Páreo: A castanha Sereia estreou muito bem em pista de grama e se confirmar esta carreira deverá chegar brigando. Extra Mile melhorou bastante e não pode ser menosprezada, ficando para a dupla. La Talig pode agradecer a queda de percurso.

8º Páreo: Os três animais que irão usufruir o uso do lasix pela primeira vez, deverão sair beneficiados. Por já conhecer bem a distância e esta enturmação fico com New Bolt. O castanho Muffin English é o segundo nome e consequentemente Tribuna de Ponta é a tertius.

9º Páreo: Pela sua grande regularidade fico com Bladetop di Job. O sempre “azarado” no percurso, Quarto Sentido, caindo para este claiming é perigoso. Jokemania também possui sua chance.

10º Páreo: Mesmo retornado de breve tempo parada vou confiar em La Vita Mia. Correndo pela primeira vez em pista de grama Serra Pelada tem tudo para se dar bem. Mima indo desferrada e sendo corrida com calma na primeira parte do percurso, pode ser uma poule interessante.

Indicações:

1º Páreo: Amor Próprio (5) – Lirio do Campo (6) – Bom de Luta (4)
2º Páreo: Top Heart (7) – Arrancadão (5) – Astro Verde (3)
3º Páreo: Gallahad (4) – New Buck (8) – Kim Dream (7)
4º Páreo: Jet Good (7) – Xokolove/ Bocage (2) – Italo (5)
5º Páreo: Charme Of Gold (6) – Vela Mestra (8) – Power Dream (2)
6º Páreo: Autoridade (6) – Antigo (5) – Visionaire/ Victory Is Ours (10)
7º Páreo: Sereia (1) – Extra Mile (9) – La Talig (7)
8º Páreo: New Bolt (8) – Muffin English (9) – Tribuna de Ponta (7)
9º Páreo: Bladetop di Job (12) – Quarto Sentido (8) – Jokemania (13)
10º Páreo: La Vita Mia (9) – Serra Pelada (6) – Mima (1)

Mudança de raia:

1º Páreo: Bom de Luta (4) – Lirio do Campo (6) – El Alamein (3)
2º Páreo: Top Heart (7) – Arrancadão (5) – Astro Verde (3)
3º Páreo: Gallahad (4) – New Buck (8) – Kim Dream (7)
4º Páreo: Loveandfeeling (1) – Italo (5) – Driblador (3)
5º Páreo: Vela Mestra (8) – Power Dream (2) – Charme Of Gold (6)
6º Páreo: Autoridade (6) – Antigo (5) – Honorable Mon (2)
7º Páreo: Sereia (1) – La Talig (7) – Enciumado (5)
8º Páreo: New Bolt (8) – Muffin English (9) – Tribuna de Ponta (7)
9º Páreo: Quarto Sentido (8) – Sacarius (10) – Eagle Grit (7)
10º Páreo: Serra Pelada (6) – Emily Anna (7) – Ventana (4)

por Guilherme Genzini/Site Raia Leve

De Turfe um pouco..., por Mário Rozano


As corridas começaram tarde no Brasil este ano. Na quinta-feira, dia 5 de janeiro no Cristal foi dada a largada. Não é motivo, contudo, para contestações e comparações com o vizinho país do Rio da Prata, que como em todos os anos, promove reuniões os sete dias da semana, nos 365 dias da temporada. Mas se até por aquelas bandas, este ano começou sem carreiras, então tudo está normal no turfe brasileiro.

O que ainda não está dentro da normalidade esperada por todos os turfistas, é a estabilidade da atividade; com as divergências de calendário, sobreposição de imagens nas transmissões online pela internet – é premente a implantação da pedra única no turfe nacional, só não vale justificar com subterfúgio da hora: investimento -, da administração de alguns hipódromos, onde o presidencialismo paternalista e centralizador predominam envoltos em nebulosas nuvens carregadas que coloca em risco até mesmo o patrimônio material e, sobretudo imaterial tombado. Entre outras questões, que deixam as pistas encharcadas e fechadas para poucos postulantes a recompensa da vitória.

Voltando ao patrimônio imaterial, ou melhor, ao patrimônio intangível que alcança as diversas expressões culturais e as tradições de uma instituição secular – na Inglaterra desde o século XVII - como o esporte das rédeas, através das artes plásticas, literatura, cinema e outras manifestações, e que tem por finalidade preservar no presente e futuro, principalmente para as novas gerações, sua ancestralidade. Talvez o turfe seja a única instituição mundial que reproduz pontualmente ano após ano sua ancestralidade e seu presente.

No Brasil, foi o primeiro esporte com intensa inserção social, absorvendo mão e obra ociosa para uma época com poucas oportunidades, e cultural, abstraindo os aspectos econômicos que o turfe proporcionava para o Estado com a tributação sobre a arrecadação de apostas e o elevage, que hoje em dia representa significativa percentual do PIB brasileiro .

A Fundação Biblioteca Nacional; o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e do Rio Grande do Sul; o Museu de Arte Moderna; Serviço de Documentação da Marinha; Museu da Imagem e do Som, o Jockey Club de São Paulo, ente outras instituições, são depositárias de obras, com a temática sobre o Turfe e as corridas, e as centenas de milhares de manifestações sobre o elemento principal: o Cavalo.

Da mesma forma que o turfe tem seu lugar de honra na história da humanidade, a comunidade turfística nacional deve colocar o turfe em um patamar elevado e, interagir nos hipódromos, com as associações, com os sites que divulgam o turfe, com a participação ativa e presente nos processos eleitorais das entidades e, acompanhar de perto, os “Acontecimentos Tufísticos”, parafraseando e copiando o programa e criação e comando do “Locutor mais laureado do Turfe Brasileiro, Vergara Marques”; desde o extinto prado dos Moinhos de Vento ao Cristal, infelizmente sem mais espaço nos meios de comunicação.

Durante a 57º Feira do Livro de Porto Alegre, em outubro de 2011, na qualidade de editor e autor, recebi um exemplar de um livro de crônicas com o título, “Eu...Gênio”, de autoria do médico e escritor Antônio Chaves. O interessante é que o Dr. Antonio Xavier e a editora, desconheciam a minha participação ativa no turfe. Para minha surpresa, ao ler o livro para a devida resenha, deparei-me com a crônica “A Camisa Listrada”, que reproduzo, abaixo, nesta coluna.

Ceio que, se torna desnecessário mais comentários, a crônica da obra literária por si só, traz uma mensagem, resta saber se esta de acordo com o conteúdo do texto e com o pensamento dos turfistas

Mário Rozano

A camisa listrada

Vestiu uma camisa listrada e saiu por aí.

MPB – Assis Valente

O turfe é um jogo onde se aposta, se ganha ou se perde fortunas, ou é um esporte, o chamado Esporte dos Reis, tal é a beleza do espetáculo, que fascinou e fascina a humanidade desde eras primordiais.

A verdade é que o turfe é uma festa.

Paris é uma festa! Todos dizem que sim. Pois o turfe em dia de Grande Prêmio também é.

Paulo comprou a camisa já pensando em usá-la no dia do Grande Prêmio Bento Gonçalves, em novembro. Isso aconteceu em mil novecentos e sessenta e um. Comprou a camisa em Vacaria e pensou: vou usá-la no Bento. Nessas ocasiões, as pessoas capricham no vestuário. Vou fazer o maior sucesso. Foi amor à primeira vista. A camisa estava na vitrine da loja quando ele a viu. Azul e branco em listras estreitas. Era linda. Entrou na loja e perguntou ao vendedor se tinha uma camisa tamanho trinta e oito, igual àquela que estava no canto da vitrine. O vendedor lhe respondeu que, casualmente, azul e branco listrada só tinha aquela na loja, mas o tamanho era trinta e oito. Experimentou, e a camisa ficou certinha. Quarenta e cinco paus. Mandou embrulhar.

Isso foi quatro meses antes do Bento. Pois ele não a usou antes do Grande Prêmio. Estava reservada para aquela festa.

No domingo do Bento, aí sim, tomou banho pela manhã, passou perfume, colocou a camisa listrada e foi almoçar no restaurante do bairro, onde faziam as refeições os estudantes e as pessoas de renda limitada. Muito conhecido entre os presentes, foi recebido com palmas pelo restaurante lotado. Um sucesso a camisa.

– Senta aqui conosco que eu quero saber onde é que você comprou essa camisa tão chique – disse Teresa.

– Em Vacaria – respondeu Paulo, aceitando o convite para sentar com eles, pois os lugares vagos no restaurante estavam escassos.

– Que número é a camisa?

– Trinta e oito – respondeu Paulo.

– Na mosca! É o número do meu marido. Não é mesmo, Orfeu? – dirigindo-se ao marido, sentado a seu lado.

– É, Teresa.

– Queres me vender essa camisa, Paulo? Vai ficar linda no Orfeu.

– E com que camisa eu vou ao Bento, hoje à tarde, Teresa? – respondeu Paulo, com a intimidade de velhos companheiros de carteio.

– Veste outra. Dou cinquenta mangos pela camisa. É só aceitar a proposta, tirar a camisa e receber o dinheiro – insistiu a mulher. Não é mesmo, Orfeu?

Orfeu, que era dominado pela mulher, em nada contrariava Teresa, que, a essa altura dos acontecimentos, era o centro das atenções de toda a sala. Já havia até torcida organizada, uns gritando “tira”, outros “vende”. E Paulo, que era o dono da camisa, estava com o dinheiro contado para a passagem de ida e volta até o Hipódromo do Cristal e mais cinco cruzeiros, moeda vigente na época, que iria apostar no placê de algum azarão, para não ficar sem apostar.

– Duzentos pilas e eu tiro a camisa aqui mesmo!

– Tá louco – manifestou-se Orfeu.

– Cento e cinquenta – propôs Teresa.

– Esta mulher, quando quer uma coisa, parece que fica cega – observou Orfeu.

– Duzentos e fechamos negócio, tiro a camisa aqui mesmo.

– Pois pode tirar. Fechado! Orfeu, me dá cem mangos que eu só tenho cem.

E foi o que aconteceu. Paulo tirou a camisa em pleno restaurante, sob aplausos dos demais comensais, comeu um pastel, recebeu o dinheiro e foi até a casa vestir uma camisa usada. Caminhando pela rua, até vencer as quatro quadras que separavam a pensão onde morava do restaurante, chamava a atenção dos transeuntes aquele rapaz só de calças, sem camisa. Afinal, não estava tão quente para andar daquele jeito. No bolso, Paulo já tinha dinheiro suficiente para fazer suas apostas no Bento Gonçalves.

– E se perdesse tudo? – indagou-se.

Ficaria sem o dinheiro e sem a camisa. Tinha comprado por quarenta e cinco e vendido por duzentos, somente devido ao capricho daquela mulher. Em casa, vestiu uma camisa bem conhecida dos amigos e se tocou para o hipódromo. Lá chegou cauteloso. Nada de apostar antes do Bento. Não resistiu. Ficou sem jogar no primeiro, segundo e terceiro páreo; no quarto, jogou cincão no placê de Mairá, número um. Ela venceu e o placê rateou treze por um, mas o vencedor rateou trinta e quatro por um. Ficou arrependido por ter faltado coragem para apostar em vencedor. Tinha que ser mais arrojado – pensou. Deixou, porém, para apostar no Grande Prêmio, pois havia estudado bem o campo da prova.

E chegou a sétima prova. Grande Prêmio Bento Gonçalves na distância de três mil metros. Estudou novamente o páreo e não tinha dúvidas. Se a distância do páreo fosse dois mil e quatrocentos metros, a vitória seria de Lord Chanel ou do potro El Vencedor, mas o páreo era em três mil metros, isso favorecia os outros concorrentes, principalmente Argonaço, número dez. Foi ao guichê de apostas com os duzentos cruzeiros na mão para jogar tudo no Argonaço. Na sua vez na fila, separou cem e apostou somente cinquenta em vencedor e cinquenta no placê. Saiu dali, deu uma volta, e pensou: ou calça de veludo ou bunda de fora. Voltou para a fila. Apostou os outros cem.

As apostas fecharam com amplo favoritismo de Lord Chanel, o tordilho, e El Vencedor, o potro de três anos, grande promessa do turfe gaúcho. Dada a partida. El Vencedor, na grande curva, já estava fora da carreira. Mancou. A corrida ficava, então, mais fácil para o tordilho. E este galopava com facilidade até a entrada da reta final, quando Argonaço, por fora, encostou nele. Dois grandes jóqueis, Mário Rossano, por dentro, pilotando Lord Chanel, e Oraci Cardoso, por fora, no dorso de Argonaço, vieram colados, lado a lado, cabeça com cabeça, a reta toda, com diferença mínima, no disco, a favor de Lord Chanel. Mal cruzou o vencedor e já soava o sino de reclamação. E aconteceu a desclassificação de Lord Chanel por ter causado prejuízos a Argonaço na reta final, sendo este declarado vencedor do Grande Prêmio Bento Gonçalves, rateando cento e trinta e seis por um na ponta e vinte e dois por um no placê, e o sortudo do Paulo faturou um Bento por desclassificação do adversário.

Convidou os amigos para jantar no Treviso. Pagou a parte dele e cada um dos convidados pagou a sua. Viveu dois meses como estudante rico em Porto Alegre.

Relembrando essa façanha, ele teve a coragem de me dizer que, se não estivesse duro naquele domingo, não havia dinheiro no mundo que lhe tirasse aquela camisa. Quando a experimentou na loja, em Vacaria, ele mostrou para uma garota, que também fazia compras, e pediu sua opinião. Linda – ela disse. Essa garota chamava-se... Vera.

Dr. Antonio Xavier
Vacaria/RS

foto Internet

Nashville Speed levoua melhor na Prova Especial Nuvem


Jean Pierre deu direção segura em Nashville Speed

A argentina Nashville Speed, criação e propriedade do Haras Santa Maria de Araras, venceu em belíssima estréia a Prova Especial Nuvem, destinada as pontrancas inéditas de 2 anos, em 1.100 metros, areia, realizada no sábado no Hipódromo da Gávea. Com a confiante condução de Jean Pierre, a vencedora assinalou 1.09.44 no percurso.

A castanha que largou da última baliza, largou na segunda posição, acompanhando de perto a ligeira Godiva. Ao entrarem na reta final, o jóquei da vencedora alertou sua conduzida, e sem luta foi para o vencedor, cruzando o disco com vantagem de dois corpos sobre Vai Rolar, a segunda colocada. Muito próxima, Godiva ficou com a terceira posição. High Jinks e Lady Mary Anne completaram o marcador.

Filha de Put It Back e Nashville Spring (Fitzcarraldo), Nashville Speed foi muito bem apresentada pelo treinador Roberto Morgado Júnior.

por Rodrigo Pereira/Site Raia Leve
foto Gerson Martins

Samta Maria programa para hpje 08/01/2012


JOCKEY CLUB SANTAMARIENSE

1º Páreo –

1 HELVETICA 52-4 J. Correa
2 MATA-JÁ CHAMPION 53-5 G. Menezes
3 KABEÇÃO 54-7 C. Machado
4 ODESTINO 53-8 J. A. Rodrigues
5 INDOMAVEL LIGHT 54-9 V. H. Beck (Ap.4)
6 PERFECT SONG 52-0 L. Machado

2º Páreo –
1 TOMO Y OBLIGO 54-2 L. Machado
2 FOR MONEY 54-4 G. Menezes
3 3HARRY 54-6 E. Lima
4 COMODATO 54-8 J. Correa

3º Páreo –

1 XEQUE ARABE 54-2 G. Menezes
2 GAROTO DO SUL (P1) 59-4 J. A. Rodrigues
3 SORTE FORTE 54-5 C. Machado
4 MIRAGE DA LUZ (P2) 54-7 J. Correa
5 ADAMS 56-8 E. Lima
6 BELO RODRIGO (P2) 54-9 J. Correa
7 RODOLFO (P1) 57-0 L. Machado

4º Páreo – CLÁSSICO ABERTURA

1 GALLARDO (P1) 52-1 E. Lima
2 COLUMÉRIO 54-2 J. Correa
3 XEQUE XEQUE (P1) 52-4 L. Machado
4 ED MORT 52-5 C. Machado
5 OITO DE ESPADAS 54-7 G. Menezes
6 HUNGRY EYES 56-8 j. A. Rodrigues