Jeane Alves

Jeane Alves
Vitória de G 1 com Equitana

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Anderson Paiva dá as cartas nas corridas pré-natalinas

Aprendiz
O aprendiz Anderson Paiva foi o grande destaque da semana pré-natalina, no turfe carioca. Dos 31 páreos realizados, faturou seis, ou seja, quase 20% do total. Marcelo Almeida, que voltou às atividades normais há poucas semanas, foi outro que teve boa participação, passando na frente em quatro oportunidades. Carlos Lavor, Marcello Cardoso e Rodrigo Salgado venceram três provas, cada, sendo que Salgado ainda foi o piloto de Energia Eros (Haras Estrela Energia), vencedor da Prova Especial Daião. Dalto Duarte, Henderson Fernandes, Vagner Borges e Marcelo Soares conseguiram dois triunfos, cada. De acordo com os últimos resultados, D. Duarte (107 vitórias) segue na liderança da estatística de jóqueis. Seguido de H. Fernandes (92). Em terceiro, C. Lavor (81), com M. Cardoso e V. Gil empatados na quarta colocação, cm 74 vitórias. da Redação www.raialeve.com.br

Criação: australianos decidem pela rejeição da inseminação artifical

Em que pese todos os esforços do criador e bookmaker, Bruce McHugh, não foi desta feita que a Australia alterou a legislação de suas corridas, em relação à pauta da inseminação artificial. Nesta semana, o juiz Alan Robertson decidiu pela não alteração nas regras relativas à reprodução, para os criadores do país.
O processo, que ultrapassou as 360 páginas, e demorou 13 meses para chegar ao fim, apresentou diversas argumentações por parte de McHugh, principalmente no sentido de que a inseminação artifical não apresentaria caráter de anti-comercial, ou então anti-competitivo. O magistrado, por outro lado, sustentou a sua decisão com base, dentre outros aspectos, nos perigos de desestabilização que a medida poderia trazer para o esporte local. Contrária à legalização, a Australian Racing Borard teve tal posicionamento explícito, diante da declaração de seu chefe executivo, Peter McGauran. “O caso está liquidado, e eu me sinto aliviado. Este caso levou um longo tempo para ser resolvido, tendo sido bastante debatido. É positivo para a criação que as nossas regras, que serviram de parâmetro por mais de 200 anos, não apresentem sinais de anti-desportividade, ou venham a ferir as práticas negociais do meio”, concluiu. por Victor Corrêa www.raialeve.com

Detalhes e recordações, por Milton Lodi

Como em tudo nessa vida, o sucesso também tem que ter uma dose de sorte. Na verdade, sorte parece procurar os vencedores, aqueles que não fazem somente por fazer, mas que procuram com inteligência, esforço e trabalho qualificado o melhor possível resultado. A corrida de cavalos é uma competição muito complexa e qualificada, depende de múltiplos fatores, e para o melhor vencer ele tem que exibir a sua superioridade. Isso pode ser exemplificado de modo simples. Um cavalo melhor, digamos como exemplo, um segundo melhor que a turma que vai enfrentar não pode correr menos do seu habitual, tem que estar preparado para correr do que pode e marcar um tempo melhor que os dos adversários. Se correr apenas acompanhando o ritmo da turma, é possível que não vá conseguir marcar o seu tempo melhor, e sujeitar-se a uma derrota para animais que lhe são inferiores. O melhor tem que mandar, tem que obrigar um ritmo de corrida compatível com o seu potencial. Se vai só acompanhar o ritmo dos outros, arrisca-se a perder. Não é correr na frente de qualquer maneira, é obrigar aos seus competidores a participar de um desgaste ao qual o melhor resiste e os outros percam as energias. Esse exemplo me faz lembrar o caso de um potro meu, tido como um corredor de alta categoria, que ia estrear em Cidade Jardim. Na véspera, fui jantar no Haras Bela Esperança com o meu amigo e criador emérito José Paulino Nogueira. Eu disse a ele que o meu potro era muito bom, que logo em sua corrida de estreia ia ter que enfrentar um potro que havia batido o recorde dos 1.300 no último trabalho preparatório. O Dr. Paulino me perguntou como eu ia instruir o jóquei, e eu respondi que a ideia era de mandar acompanhar o ponteiro, que certamente seria o recordista que iria tentar imprimir um ritmo forte demais para os competidores, e na reta acelerar ao máximo. A observação do Mestre veio em seguida, se eu achava que o meu cavalo era de altíssimo padrão, era ele que tinha que impor o ritmo, o tal recordista e os outros que procurassem ganhar do meu e, se ele perdesse, eu desde logo saberia que ele não era tão bom como eu imaginava. E, arrematou, dizendo que não era correr em 1º, em 5º ou em último, o melhor tinha que ditar um ritmo que lhe fosse conveniente e inconveniente para os outros. No dia seguinte, conversei com o jóquei internacional Antonio Bolino, que preferencialmente montou meus cavalos por 35 anos, e pedi que ele não permitisse que outro potro ditasse a corrida, que ele mandasse na corrida e sempre cuidando do recordista. A corrida foi maravilhosa, o recordista favorito tentou tomar a ponta para imprimir um ritmo que lhe seria conveniente, mas já encontrou o meu cavalo na liderança. O favorito insistiu, mas o Bolino manteve sempre, sob controle, uma vantagem menor que um pescoço. Assim, destacados dos outros, eles foram até o meio da reta, e ao mesmo em tempo que o recordista retrocedia, o meu potro recebeu convite para aumentar a velocidade, e apenas na qualidade, sem o uso de chicote ou quaisquer outros incentivos, disparou para o disco de forma acachapante, espetacular. À noite, voltei ao Haras Bela Esperança, onde fui recebido pelo Mestre Paulino Nogueira com uma taça de champagne. Aprendi essa lição, o melhor tem que ditar as regras, tem que mandar na corrida, os outros têm que se sujeitar ao melhor. Cerca de um mês depois, o potro foi correr pela segunda vez. À época não havia partidor, os cavalos se alinhavam junto a uma fita, a um conjunto de tiras elásticas, que eram alçadas pelo starter ao grito da largada. Eram muitos potros, talvez uns 15, e o meu estava no meio do pelotão, enquanto que por fora um filho de Coaraze, conhecido pelo seu mau gênio, fazia estripulias e não dava chance ao starter. A partida demorou, os potros estavam irrequietos, menos o meu, que calmamente aguardava o sinal de partida. Para que ele não ficasse parado, estaqueado, o jóquei que substituía o Bolino, que por um motivo que não me lembro não podia montar, o então jóquei Selmar Lobo, puxou o potro para trás e deu uma volta completa para novamente ficar na sua posição de largada. O Lobo fez muito bem, era o que tinha que ser feito. Mas o starter Joacyr Porto, sócio do Jockey Club de São Paulo, e o melhor starter brasileiro da época, estava de olho no tal potro bravo que era, o último por fora, e quando ele deu um momento de chance, foi dada a partida e o meu potro estava de costas para a fita. Eu estava assistindo o páreo da Tribuna dos Profissionais ao lado do Bolino, e disse a ele que havíamos perdido. O Bolino de pronto me disse que o nosso potro podia dar aquela vantagem e até mais, o potro ia ganhar, ele era muito melhor que os outros. Na entrada da curva, a diferença para o penúltimo de cerca de 6 corpos não mais existia, e o potro meteu-se no bolo. Na entrada da reta ele já apareceu entre os da frente, no meio da reta tomou a ponta pelo meio da pista, e no disco tinha uns 4 corpos de vantagem. Aquele potro certamente iria me dar a tríplice-coroa. Mas não foi esse o entendimento dos deuses do turfe. Trabalhando em preparativos, ele inexplicavelmente rodou, virou de ponta cabeça, fraturou um sezamóideo, e foi para a reprodução. Perdi um excepcional corredor, ganhei um garanhão que chegou a ganhar uma estatística. Um dia eu perguntei ao Bolino quem ele montaria em um páreo em 2.400 metros em que corressem Gourmet (G.P.Brasil), Moustache (G.P.São Paulo), Negroni (G.P. Paraná e G.P. Bento Gonçalves) e o tal cavalo, todos com o mesmo peso. A resposta veio de imediato, ele montaria aquele ganhador de dois páreos comuns. Perguntei, ainda, se os outros levassem 4kg de vantagem, e ele respondeu que continuaria com o tal cavalo. Perguntei então se a diferença dele para aos outros três fosse não de 4 mas de 8kg. A resposta veio serena, nesse caso ele iria pensar, mas achava que, talvez, continuaria com a mesma montaria. O Haras Ipiranga criou mais de 1.300 potros e potrancas nos seus cerca de 65 anos de existência. Kurrupako foi o melhor de todos.

domingo, 23 de dezembro de 2012

José de Souza Show Brasileiro na Malasia

José de Souza Show Brasileiro na Malasia

Tabela compararativa de pesos/quilos com os Ratings Internacionais

Vamos dar aqui no site do JCB, a partir do que consta do livro da Federação Internacional das Atividades Hípicas (apenas copiamos), a relação entre os famosos e tão discutidos ratings e os nossos quilos. Rats Kgs Kgs aproximados 141 63.873 64 140 63.420 63,5 139 62.967 63 138 62.514 62,5 137 62.061 62 136 61.608 61,5 135 61.115 61 134 60.702 60,5 133 60.249 60 132 59.796 60 131 59.343 59,5 130 58.890 59 129 58.437 58,5 128 57.984 58 127 57.531 57,5 126 57.078 57 125 56.625 56,5 124 56.172 56 123 55.719 55,5 122 55.266 55,5 121 54.813 55 120 54.360 54,5 119 53.907 54 118 53.454 53,5 117 53.001 53 116 52.548 52,5 115 52.095 52 114 51.642 51,5 113 51.189 51 112 50.736 50,5 111 50.283 50,5 110 49.830 50 Como exemplos mais específicos, por exemplo, em 2011, Frankel
e Black Caviar receberam, como lá está publicado, 136 de rating, que a Federação lê como equivalente a 61,5, Cirrus des Aiges e Danedream, que vêm a seguir, foram agraciados com 128 de rating, o equivalente, como na relação acima colocada e acompanhando os seus nomes, quanto a quilos, a 58. E assim seguem os exemplos, como Canford Cliffs e Rewilding, 127 de rating, 57,5 em quilos. Galikova, para mais um exemplo, teve o seu rating determinado em 120, igual a 54,5. E, fechando, o nosso Fluke, infelizmente, há pouco falecido, por suas corridas nos Estados Unidos, teve o seu rating avaliado em 115, igual a 52. Completando, no período que vai de 1 de maio a 6 de novembro de 2012, Frankel foi 140/63,5 kgs, Cirrus des Aigles e Excelebration, 130/59 kgs, Orfèvre, 127/57,5, igual a Wise Dan. A campeã do Arc, Solémia ficou com 122/55,5, de acordo com a Tabela Comparativa da FIAH. O expert Samir Abujamra, em ótimo trabalho complementar, deu-nos a conversão da comparação para pounds. 141 63.873 64 140 63.420 63,5 10st 0lb 139 62.967 63 9st 13lb 138 62.514 62,5 9st 12lb 137 62.061 62 9st 11lb 136 61.608 61,5 9st 10lb 135 61.115 61 9st 8¹/²lb 134 60.702 60,5 9st 7lb 133 60.249 60 9st 6lb 132 59.796 60 131 59.343 59,5 9st 5lb 130 58.890 59 9st 4lb 129 58.437 58,5 9st 3lb 128 57.984 58 9st 2lb 127 57.531 57,5 9st 1lb 126 57.078 57 9st 0lb 125 56.625 56,5 8st 13lb 124 56.172 56 8st 11¹/²lb 123 55.719 55,5 8st 10lb 122 55.266 55,5 121 54.813 55 8st 9lb 120 54.360 54,5 8st 8lb 119 53.907 54 8st 7lb 118 53.454 53,5 8st 6lb 117 53.001 53 8st 5lb 116 52.548 52,5 8st 4lb 115 52.095 52 8st 3lb 114 51.642 51,5 8st 1lb 113 51.189 51 8st 0lb 112 50.736 50,5 7st 13lb 111 50.283 50,5 110 49.830 50 7st 12lb

Cavalo Show


Na Gávea, Vingador Mascarado pode largar e acabar

O ligeiro Vingador Mascarado é força na Prova Especial Dailão Neste domingo, dia 23 de dezembro, com 11 páreos e início marcado para as 14h45, o Jockey Club Brasileiro realiza a última reunião antes do Natal. A maior atração do dia é a Prova Especial Daião (sétimo páreo), em 1.400 metros, areia macia (pista para a qual foram programados todos os páreos), carreira em homenagem ao único cavalo nascido e criado no Rio de Janeiro, vencedor do GP Brasil. O principal competidor é o veloz Vingador Mascarado (Northern Afleet), que pode largar e acabar. Vento (Dancer Man), que correu incerto na última, pode formar a dupla, assim como Hang Time (Put it Back), que vem de ganhar prova semelhante, mas pela variante. O simulcasting com o Jockey Club de São Paulo (dez páreos) começa às 14 horas. A seguir comentários e indicações. Boa sorte! 1º Páreo – Esse É O Cara vem de correr o páreo de amadores e depois forçou turma. Descansado e na sua turma, pode vencer. No entanto, terá em Juega Más um adversário de peso. Convém colocar os dois no Pick3. El Athah e Unno Bello, a seguir. 2º Páreo – Amazing Passion reaparece com chance de vitória. Nobody But Me, Idade e a estreante Estrela Eleita estão na briga pela formação da dupla e até da Quadrifeta. 3º Páreo – Bolado é puro retrospecto. Notorious Big, de volta ao claiming, é perigoso. Kaká de Birigui para o fecho da Trifeta. 4º Páreo – Isabel Sol vem para o claiming pronta para bisar. Hot Princess, a única no campo proveniente de centro de treinamento, deve formar a dupla ou, quem sabe, até vencer. Quibaba disputa a Trifeta com Girl of Caroline. 5º Páreo – Verde-Amarelo já está maduro na turma. Plata Quemada tem tudo para secundá-lo. Zakat, Delso e Cape Canaveral vão brigar pela Quadrifeta. 6º Páreo – Camp Nou vai ganhar. A dupla vai depender da briga entre o ligeiro Gagarin e o atropelador Guillermo. Depois, Apogeu. 7º Páreo – Comentários no alto do texto. 8º Páreo – Super Menor, mesmo forçando turma, tem filiação para prosperar na areia. Parlapatão, que só faz tirar segundo, numa dessas acaba vencendo. Atenção em Direttore, que falhou na última e vai pela primeira vez à pista de areia e pode surpreender. 9º Páreo – Fluente vai enfrentar turma fraca após correr provas de grupo. Mesmo na areia, deve passar na frente. Aventurado Given, juntamente com Again Again e Africa Point são opções para o Super Betting. 10º Páreo – Fragrancia de Jade e Alegoria formam dupla que pinta como cravação esperta para o Betting5 e o Super Betting. Quem puder investir mais para se sentir mais seguro, deve acrescentar Lady Lee, La Fleur e Join The Party. 11º Páreo – Decacampeão tem jeito de tiro de Natal. Inquebrável está “cozinhando” uma carreira que já devia ter vencido. Test Pilot, que vem de forfait, é outro que não pode ser esquecido. Lettre de Cachet e Kaiser do Austria devem ser incluídos na Quadrifeta com garantia de R$ 10 mil. INDICAÇÕES: 1º Páreo: Esse É O Cara (2) – Juega Más (7) – El Athah (6) 2º Páreo: Amazing Passion (3) – Nobody But Me (2) – Idade (4) 3º Páreo: Bolado (2) – Notorious Big (1) – Kaká De Birigui (5) 4º Páreo: Isabel Sol (6) – Hot Princess (1) – Quibaba (7) 5º Páreo: Verde-Amarelo (1) – Plata Quemada (5) – Zakat (8) 6º Páreo: Camp Nou (3) – Gagarin (7) – Guillermo (5) 7º Páreo: Vingador Mascarado (8) – Vento (6) – Hang Time (4) 8º Páreo: Super Menor (4) – Parlapatão (2) – Direttore (6) 9º Páreo: Fluente (2) – Aventurado Given (3) – Again Again (5) 10º Páreo: Fragrancia de Jade (5) – Alegoria (9) – Lady Lee (4) 11º Páreo: Decacampeão (4) – Inquebravel (3) – Test Pilot (2) por Guilherme Moniz Vianna