Jeane Alves

Jeane Alves
Vitória de G 1 com Equitana

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Black Caviar deve levar 30 mil pessoas a Morphetville

Austrália - Black Caviar: estrela nacional






Nada menos do que 30 mil pessoas deverão lotar (esta é, justamente, a capacidade de público da praça turfística em questão) as dependências do Hipódromo de Morphetville, na Austrália, no próximo domingo. O motivo? Black Caviar.

A melhor velocista do Mundo fará, na ocasião, a sua penúltima apresentação antes de encarar o festival do Royal Ascot. Na Grã-Bretanha, o Jubilee Diamond Stakes (gr.I) será o páreo que abrigará a primeira exibição da filha de Bel Espirit, fora de seu país natal.

Nesta semana, o desafio de Black Caviar será o Sporting Bet Classic (gr.I), que, caso seja vencido pela estupenda corredora, marcará a sua vigésima vitória, num número igual de apresentações. Se especula também que deverão ser escassas as inscrições no páreo, frente à ilustre pensionista de Peter Moody.

por Victor Corrêa/WWW.RAIALEVE.COM.BR

Haras Depiguá conquista batismo de vitória no Hipódromo da Gávea

Haras Depiguá – Três Vendas – Gravatá – PE






A segunda-feira, 23 de abril, vai ficar marcada na história do Haras Depiguá, o mais novo centro de criação de cavalos puro-sangue inglês (PSI) do Estado de Pernambuco. All-Round Depiguá, potro da geração 2008, assinalou a primeira vitória do haras fora de Pernambuco. O feito do alazão aconteceu no sexto páreo, disputado na distância de 1.200 metros, na pista de areia.

Coube ao jóquei Marcello Cardoso (que substituiu I. Correia) a condução do filho de Boatman e Angelica Hunter (por Dark Brown), apresentado pelo treinador A. Gregório.

All-Round Depiguá vinha em terceiro até a entrada da variante, onde assumiu a dianteira. Na reta final aparou, com muita garra, os ataques do favorito Taylor Greg, que atropelou por dentro, e de Cedo Ou Tarde, que largou com atraso e descontou muito no final. O tempo foi de 1m17s78/100.

Depois da vitória, uma grande festa na cocheira do Haras Depiguá. O titular Carlos Baltar recebeu um grande número de turfistas que vibraram com o primeiro triunfo do Depiguá no turfe carioca.

Belo Federico vence a prova inicial da reunião de sábado e Uvaranas


Em clima de muita alegria Belo Federico, com L. Chimenes vence a prova inicial da reunião de sábado em Uvaranas






foto Luiz Melão
postada em http://www.planetaturfe.com.br

Cavalos - Corrida de Cavalos de Tração


Ban-ei é associado com os colonos para Hokkaido, que criava cavalos para arar os campos e registros de distância e encenado competição em que cavalos puxavam toras de diferentes direções. Os cavalos são originários da Europa e foram originalmente usado para fins militares, aração e alimentos. Corrida tornou-se um passatempo relacionado com a entressafra agrícola, com as maiores corridas realizadas no Bamba Omatsuri Festival

terça-feira, 24 de abril de 2012

PAPO DE TURFE – Flávio Obino Filho

Ex-Presidente do JCRGS, vice-presidente da ABCPCC, coordenador do GT do Turfe e Presidente da Câmara de Equideocultura do MAPA, Flávio Obino Filho, titular do Stud Casablanca/Haras Capela de Santana é o convidado especial da coluna de entrevistas do site do Jockey Club Brasileiro, Papo de Turfe.

Como conheceu o turfe?
FOF: Tenho fotos no Hipódromo do Cristal dentro de um moisés – hoje bebe conforto – com menos de dois meses de idade. Eu cresci dentro do Jockey. O turfe sempre esteve presente na minha vida. Quando criança devorava as Turf Fomento, Turf de Bolso (corridas de Porto Alegre) e O Coruja; passava os dias narrando corridas em páreos que eram disputados nas pistas da “corrida mágica” (cavalos eram cápsulas de remédio com esferas de chumbo); e quando caminhava no centro da cidade invariavelmente imaginava um disco de chegada em algum ponto e disputava corridas imaginárias com os outros transeuntes, que sempre eram ultrapassados no último pulo. Meu pai sempre manteve cavalos de corrida e em 1974 formou o Haras Capela de Santana. Em 1984 passamos a criar em regime de pensionato, mas nunca paramos. Em 1998 criei o Stud Casablanca que venceu quatro estatísticas de proprietários no Cristal, obteve 90 vitórias clássicas e 10 recordes. Empolgado com os resultados retomei as atividades do “Capela de Santana” em estabelecimento próprio a partir de 2004 e em 2011 conquistamos pela primeira vez a estatística de criadores do Cristal.

O que as corridas de cavalos representam para você?
FOF: As corridas, a criação do PSI e o fomento a atividade são um caso de paixão. Não tenho os cavalos como negócio, mas acredito no potencial da atividade e há mais de uma década como dirigente do turfe (Presidente do JCRGS, vice-presidente da ABCPCC, coordenador do GT do Turfe e Presidente da Câmara de Equideocultura do MAPA) tenho me empenhado no sentido da revitalização da atividade. Os meus investimentos pessoais têm como objetivo render vitórias, lágrimas, momentos de prazer e emoção. O final de semana com a família e os cavalos no haras representam muito para mim.

Quais são melhores cavalos que já viu correr?
FOF: Itajara, Sandpit, Much Better, Siphon, Clackson, Glória de Campeão, Quari Bravo, Pico Central e Redattore. Acho que o Plenty Of Kicks pode se juntar a este grupo. No sul, o Zirbo, o Hiper Gênio e o Garve. Também assisti a vitória do Hurricane Run no Arco do Triunfo.

Melhores éguas?
FOF: Immensity, Donética, Riboletta, Sweet Eternity, Coray e Virginie. No sul a Valione.

Cavalo/égua mais bonito que já viu?
FOF: Na infância tive a fase dos ruanos. Achava lindo o Taperão. Depois vieram os tordilhos: Valione, Orpheus (soltei foguetes quando ele ganhou o Brasil) e a Estrela do Turfe (essa eu comprei). Hoje eu elegeria o reprodutor Public Purse e o filho dele que tenho em atuação no Cristal que se chama Herói Fon. Outro cavalo lindo que tive foi o Mahler.

Melhor cavalo de sua propriedade e/ou criação?
FOF: O Amor Eterno me deu em sociedade com o Ministro Cirne Lima o “Bento Gonçalves”, o Mucho Dinero o “Protetora do Turfe”, mas os responsáveis pelo meu entusiasmo pelo turfe e que desencadearam a criação do Casablanca e a retomada do Capela de Santana foram o Guerreiro King e o Vício Sagrado. A geração “H” do Haras Capela de Santana (hoje com três anos) tem me dado muita alegria. De um total de dez são cinco ganhadores clássicos (Hermano Lô hoje no Uruguai, a Huellas de Arena na Gávea, e a Honfleur, Hastapopoulos e Herói Fon ainda no Cristal).

Quais jóqueis fazem a diferença?
FOF: Jorge Ricardo, Tiago Pereira, Altair Domingos, Luiz e Dalto Duarte e Carlos Lavor fazem a diferença. O C. A. Vigil, hoje no Uruguai, e que ganhou oito ou nove estatísticas no Cristal fez por algum tempo a diferença para obtenção das vitórias do Casablanca em Porto Alegre.

E quais os melhores treinadores em sua opinião?
FOF: O Hermínio Machado e o Leo Cury são meus treinadores desde 1996 e são do primeiro time. Estamos muito bem servidos neste quesito. Cometendo várias injustiças pela não referência cito Guignoni, Nahid, Renato Lopes, Sampaio, Solanez, Cosminho, Gozik, Tolú e Walter Lopes.

Melhores garanhões da atualidade no turfe nacional?
FOF: Há dez anos alguém poderia supor que Elusive Quality, Sinddar, Peintre Celebre, Refuse To Bend, Northen Afleet, Royal Academy, Manduro, Shirocco, Vettori, Macho Uno e Point Given serviriam no Brasil? É um time do primeiro time mundial. A eles se somam o Crimson Tide, Public Purse, Put It Back, Wild Event e Christine’s Outlaw. Estamos muito bem servidos de reprodutores.

Melhores reprodutores da história do turfe brasileiro?
FOF: Na minha opinião os melhores são estes que serviram na última década, mas em uma perspectiva histórica tenho que citar o Burpham, por ser o pai do melhor cavalo brasileiro de todos os tempos – Farwell -, Ghadeer, Waldmeister, Jules, Clackson (o nosso mais importante garanhão nacional), Locris, Felício e Roi Normand

O que espera do turfe brasileiro nos próximos anos?
FOF: Espero que os cavalos brasileiros sigam vencendo provas graduadas em todos os continentes, que os criadores continuem investindo na melhora de suas matrizes e na qualificação dos reprodutores, e que as entidades promotoras de corridas consigam reverter o atual quadro fortalecendo o turfe nacional e criando um mercado interno consumidor de cavalos de corrida.

Seu momento inesquecível no turfe?
FOF: O hipódromo da Gávea lotado no GP Brasil de 1998 que teve a vitória do Quari Bravo, o triunfo do Garve no Bento Gonçalves que parou a cidade de Porto Alegre em 1979 (época em que os carros paravam na Icaraí e as corridas eram assistidas pelo alambrado), a trifeta Immensity, Kigrandi e Kenético no Pellegrini, e na semana passada na Gávea o coroamento de dois tríplices coroados no mesmo dia.

Algum páreo marcante?
FOF: O Clássico Oswaldo Aranha – o primeiro reservado para a nova geração de potrancas do Cristal -, disputado em 2011, quando ocupamos os três primeiros lugares com Honfleur, Huellas de Arena e Horcrux. Eu parecia uma criança berrando que precisava de ajuda para segurar as três na fotografia. Outro páreo marcante foi o que nos deu a estatística de criadores na temporada passada no Cristal. Entramos na última reunião três vitórias atrás do primeiro colocado e com quatro inscrições. Na primeira perdemos o GP Taça de Cristal das fêmeas no detalhe. Faltavam três corridas e não poderíamos perder nenhuma. O Hermano Lô venceu o GP Taça de Cristal dos machos, o Grecco Sim uma prova especial e no último páreo da temporada tínhamos a Grécia Azul, força intermediária enquanto a favorita da prova era do adversário. A Grécia Azul, contando com direção decisiva do M. B. Costa, venceu a corrida e nos deu a estatística. Foi um momento maravilhoso e inesquecível.

Qual foi sua maior tristeza com cavalos?
FOF: Sempre tive e ainda acalento o sonho de vencer a tríplice coroa gaúcha. Com o Duque di Lorenzo venci as duas primeiras e perdi o Derby. No ano passado o Grecco Sim ganhou as duas primeiras e chegou ao Derby como franco favorito. Depois de ter se envolvido em uma luta suicida pela primeira colocação perdeu o GP no último pulo. Foi um momento de muita tristeza. Outro episódio foi a fratura que o cavalo Starburst teve na raia, tendo que ser sacrificado. Ganhador de 21 corridas, sendo quatro clássicas, era o queridinho da família. Não deu para segurar as lágrimas.

O que você diria para um novo proprietário que está começando a investir em cavalos de corrida?
FOF: Que ele tenha a certeza que está investindo em um produto com emoção garantida. Aconselho também que busque a orientação com proprietários antigos e que escolha bem os profissionais que ficarão responsáveis pelos seus cavalos. Na ABCPCC estamos disponibilizando, sob a coordenação do Ricardo Ravagnani, um serviço de apoio aos novos proprietários.



Por Celson Afonso e Fernando Lopes

Chamada para o Derby Day paranaense


JOCKEY CLUB DO PARANÁ

GRANDE PRÊMIO “ALÍPIO ALVES DE CAMARGO” DERBY PARANAENSE” – (G3) - 3ª Prova da Tríplice Coroa

Em 04 de Maio de 2012
Distancia: 2.200 metros.
Dotações: Bolsa: R$ 50.490,00 – sendo: R$ 22.500,00 – 6.750,00 – 4.500,00 – 2.250,00 – 1.125,00
Inscrição: R$ 2.250,00 – sendo: R$ 1.250,00 em pules de vencedor e R$ 1.000,00 em inscrição.
Classe: Produtos de 3 anos.
Pesos: Tabela I

CLÁSSICO ”A.B.C.P.C.C.” – (L)

Em 04 de Maio de 2012
Distância: 1.500 metros.
Dotações: Bolsa: R$ 24.684,00 – sendo: R$ 11.000,00 – 3.300,00 – 2.200,00 – 1.100,00 – 550,00
Inscrição: R$ 1.100,00 – sendo: R$ 600,00 em pules de vencedor e R$ 500,00 em inscrição.
Classe: Produtos de 2 anos.
Pesos: Tabela I

OBS: As inscrições para essas provas, serão encerradas dia 26/04/2012, Quinta-feira, às 10:00 horas e os compromissos de montarias dia 27/04/2012, Sexta-feira, até as 10:00 horas na Sala da Comissão de Corridas ou pelo fone: (41) 3075-2108 – 3075-2109 – 30752010 ou 3075-2121

Fonte: JCP

Eu vi a estreia de uma craque, por Paulo Gama

O puro-sangue de exceção é parecido com o craque de qualquer esporte. Em primeiro lugar, ele acelera num ritmo impossível de acompanhar. Logo a seguir faz parecer muito fácil deixar para atrás os seus obstáculos. E conclui a obra de arte com tamanha simplicidade que a plateia fica em dúvida. Ele é isso tudo ou são os outros que não são de nada? Eu tenho tido essa sensação no meu dia a dia futebolístico, ao ver em ação o Neymar, do Santos. E, para minha surpresa, vivi o mesmo êxtase no prado carioca, no último sábado, na estreia da potranca Viva Rafaela, do Stud TNT, na Prova Especial Indian Chris, para potrancas inéditas de dois anos. A filha de Know Heights desfilou tamanha classe e capacidade de aceleração que deixou de queixo caído o mais comedido turfista. Um autêntico espetáculo artístico para qualquer verdadeiro amante desta nobre raça, o puro-sangue inglês.

Mas o show não pode parar. Existe uma dinâmica constante para consagrar os bons corredores. E o Stud TNT, do turfman, Gonçalo Torrealba, tinha mais uma bala na agulha. Na Prova Especial Super Power apareceu o potro Vitória Olímpica, promissor descendente de Northern Afleet e Magic Rafaela, que aceitou o papel de coadjuvante da companheira de cocheira, mas também deu o seu recado vitorioso numa pista de grama bastante pesada. Era o segundo ato da peça teatral do Stud TNT às vésperas do seu leilão com a totalidade dos produtos da geração de 2010. Um magnífico convite para os investidores do esporte dos reis para o evento, no dia 4 de maio, em Bagé, no Haras Santa Ana do Rio Grande. Um desfile de 61 produtos filhos de Elusive Quality, Giant’s Causeway, Northern Afleet e Vettori em éguas de enorme qualidade, com linhagem para nem o mais exigente especialista colocar defeito.

Conheci o titular do Stud TNT, em 1993. Tinha apenas uns poucos cavalinhos, mas também tinha a ambição, a sensibilidade e o pensar grande típico dos vencedores. Olhou aqui e ali. Analisou o esporte como um todo e procurou saber quem era quem. Em poucos meses montou a equipe de profissionais mais forte do país com o jóquei, Jorge Ricardo, o treinador, João Luiz Maciel, o veterinário, Flávio Geo Siqueira, o segundo-gerente, Carlos Alberto Silva, o Marimbondo, e como principal redeador, Nelson Marinho, o Neguinho. Era um timaço! Mas se não houver milho ninguém faz pipoca. O agente Renato Gameiro descobriu Much Better, do Haras J.B.Barros, e este maravilhoso campeão, impulsionado por toda essa gente, conquistou tudo no turfe sul-americano. Com a ambição de quem não mede esforços para ter o melhor e a ousadia de quebrar tabus e conceitos ultrapassados, Gonçalo regia com maestria esta orquestra de maravilhosos profissionais. Tive o privilégio de acompanhar de perto essas cavalgadas vitoriosas mundo afora. Foram tempos inesquecíveis!

A morte de João Maciel, aos 33 anos, pegou a todos de surpresa. Eu, Ricardinho e Flávio Geo, que ele sempre dizia serem os seus melhores amigos, perdemos um pouco o rumo das coisas. Gonçalo deixou de lado o seu jeito de big boss austero e inabalável para também sofrer a perda da pedra mais preciosa do seu time. Todos sobrevivemos a morte prematura de um gênio e seguimos as nossas vidas. Gonçalo continuou a ser um investidor voraz e com resultado qualitativo. Nunca mais conseguiu ter um cavalo com o carisma de Much Better. Mas pode sentir o orgulho de ter na defesa de sua farda corredores excepcionais. Eu sinto saudade daqueles tempos com a turma do Stud TNT, dos nossos almoços nas segundas-feiras, das brincadeiras do João Maciel, de ver Jorge Ricardo mais descontraído, e das intervenções curtas, mas sempre maliciosas, do doutor Flávio Geo. E não posso esquecer do sempre cauteloso e ponderado Mickael Zaccour, o manager da coudelaria na época. Ele tentava frear com o seu bom senso a loucura e o entusiasmo de uma equipe recheada de caras ousados e extravagantes.

Viva Rafaela, com sua exibição de gala, me fez voltar no tempo. Ela é a certeza de que Gonçalo continua o mesmo. Nasceu para fazer sucesso porque procura sempre o melhor em tudo o que faz. O Flávio continua no time, o Carlos Marimbondo também. E o Venâncio Nahid foi a escolha mais certa do mundo para substituir um cara como o João Maciel. Nenem é parceiro. Tem o mesmo senso de equipe. Jamais deixa um membro do seu time na mão. É trabalhador, honesto e talentoso. E além disso, tem confiança no seu trabalho. E, como tudo em que Gonçalo investe, quase sempre dá certo. O jóquei Marcelo Cardoso, depois de ser contratado por ele há alguns meses, sofreu impressionante metamorfose. Transformou-se de um balão quase apagado num azougue incontrolável na raia. Nos próximos anos, ainda vamos ouvir falar muito nesta bela farda da Calumet Farm, adquirida por Gonçalo nos anos 90, num leilão nos Estados Unidos. Naquele tempo, ele já pensava bem grande. E se por algum motivo lhe faltar fôlego, já está aí o Gonçalinho para manter a chama da paixão turfística sempre acesa.

foto
Gerson Martins